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quinta-feira, 25 de maio de 2017

“
É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo..”

Paulo Freire

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Quando o amor acaba por ele mesmo, quando existe incompatibilidade entre as personalidades dos amantes, suas reações à perda não chegam nunca ao desespero trágico dos desfechos produzidos de fora para dentro, do social para o pessoal, do desamor geral contra o amor possível.
Os amantes sabem que só se ama por inteiro, ou então o que estão fazendo não é amor, mas uma associação de interesses mútuos, um negócio. Além disso, quando se ama, não se está pensando em segurança, duração, controle, posse, pois isso corresponde à forma com que o autoritarismo capitalista familiar ou de estado se expressa no plano pessoal e afetivo. Se sou um libertário, desejo que tanto eu quanto o meu parceiro vivamos o amor em liberdade, na emoção, no espaço e no tempo. É o amor em si mesmo que comanda a intensidade, a beleza, a forma e a duração do nosso amor, em cada um e entre os dois, jamais o contrário.

Roberto Freire

sábado, 7 de abril de 2012

TODOS NÓS TEMOS QUALIDADES...

Era uma vez um barqueiro que transportava pessoas num rio de difícil travessia...


Em uma das viagens, estavam um advogado e uma professora.


Como quem gosta de falar muito, o advogado perguntou ao barqueiro:


- Companheiro, você entende de leis?
- Não - respondeu o barqueiro...
E o advogado, compadecido:
- É pena, você perdeu metade da vida!


A professora, muito social, entrou na conversa:


- "Seu" barqueiro, você sabe ler e escrever?
- Não, senhora - respondeu.
- Que pena! - disse a mestra - você perdeu metade da vida!


De repente, o barco bateu num coral, rachou o casco e começou a afundar.


O barqueiro preocupado, perguntou:
- Vocês sabem nadar?
- Não! - responderam eles rapidamente.
- Que pena - concluiu o barqueiro - vocês estão prestes a perder as suas vidas...


Com isso, a gente chega a uma importante e sábia conclusão:


Não há saber maior ou menor: há saberes diferenciados!


Aprenda com o talento das outras pessoas!


Paulo Freire

domingo, 3 de abril de 2011

A CANOA...

Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:
Companheiro, você entende de leis?
Não, respondeu o barqueiro.
E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida!
A professora muito social entra na conversa:
Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
Também não, respondeu o barqueiro.
Que pena! Condói-se a mestra. Você perdeu metade de sua vida!
Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco. O barqueiro preocupado, pergunta:
Vocês sabem nadar?
NÃO! Responderam eles rapidamente.
Então é uma pena, conclui o barqueiro. Vocês perderam toda a vida.

Não há saber maior ou saber menor. Há saberes diferentes.

Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais tenha contato. Cada uma delas tem algo de diferente para ensinar.

Paulo Freire