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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

ONDE DEUS COLOCOU A FELICIDADE...

"Não lastimes as dificuldades que nos ensinam a viver. Ninguém aprende sem lições. Quem suporta os próprios reveses com serenidade e coragem, entesoura resistência. Recorda: obstáculos e provações são medidas para a avaliação de nossa fé em Deus e em nós mesmos." (Emmanuel)

Uma das coisas que mais o homem busca é a felicidade. E o que mais se ouve as criaturas afirmarem é que são infelizes.
Esse é infeliz porque não tem dinheiro. Outro, porque lhe falta saúde, outro ainda, porque o amor partiu. Ou nem chegou.
Um reclama da solidão. Outro, da família numerosa que o atormenta com mil problemas.
Um terceiro aponta o excesso de trabalho. Aqueloutro, reclama da falta dele.
Alguém ama a chuva, o vento e o frio. Outro lamenta a estação invernosa que não lhe permite o gozo da praia, dos gelados e do calor do sol.
Em todo esse panorama, o homem continua em busca da felicidade. Afinal, onde será que Deus ocultou a felicidade?
Soberanamente sábio, Deus não colocou a felicidade no gozo dos prazeres carnais. Isso porque uma criatura não precisa de outra criatura para atingir a sua plenitude.
Assim, quem vivesse só pelos roteiros da terra, não poderia encontrar a felicidade.
Amoroso e bom, o Pai também não colocou a felicidade na beleza do corpo. Porque ela é efêmera. Os anos passam, as estações se sucedem e a beleza física toma outra feição.
A pele aveludada, sem rugas, sem manchas, não resiste ao tempo. E os conceitos de beleza se modificam no suceder das gerações. O que ontem era exaltado, hoje não merece aplausos.
Também não a colocou na conquista dos louros humanos, porque tudo isso é igualmente transitório.
Os troféus hoje conquistados, amanhã passarão a outras mãos, mostrando a instabilidade dos julgamentos e dos conceitos humanos.
Igualmente, Deus não colocou a felicidade na saúde do corpo, que hoje se apresenta e amanhã se ausenta.
Enfim, Deus, perfeito em todas as suas qualidades, não colocou a felicidade em nada que dependesse de outra pessoa, de alguma coisa externa, de um tempo ou de um lugar.
Estabeleceu, sim, que a felicidade depende exclusivamente de cada criatura. Brota da sua intimidade. Depende de seu interior.
Como ensinou o extraordinário Mestre Galileu: "o reino dos céus está dentro de vós."
Por isso, se faz viável a felicidade na terra. Goza-a o ser que não coloca condicionantes externas para a sua conquista.
É feliz porque ama alguém, mesmo que esse alguém não o ame. É feliz porque pode auxiliar a outrem, mesmo que não seja reconhecido.
É feliz porque tem consciência de sua condição de filho de Deus, imortal, herdeiro do universo.
Não se atém a picuinhas, porque tem os olhos fixos nas estrelas, nos planetas que brilham no infinito.
Se tem família, é feliz porque tem pessoas para amar, guardar, amparar.
Se não a tem, ama a quem se apresente carente e desamparado.
Se tem saúde, utiliza os seus dias para construir o bem. Se a doença se apresenta, agradece a oportunidade do aprendizado.
Nada de fora o perturba. Se as pessoas não o entendem, prossegue na sua lida, consciente de que cada qual tem direito a suas próprias ideias.
Se tem um teto, é feliz por poder abrigar a outro irmão, receber amigos. Se não o tem, vive com a dignidade de quem está consciente de que nada, em verdade, nos pertence.
Enfim, o homem feliz é aquele que sabe que a terra é somente um lugar de passagem.
Que sabe que veio de lugares distantes para cá e que, cessado o tempo, retornará a outras paragens, lares de conforto e escolas de luz.
Moradas do Pai, nesse infinito universo de Deus.
***
A verdadeira felicidade reside na conquista dos tesouros imperecíveis da alma.


Equipe de Redação do Momento Espírita com base em palestra proferida por Sandra Della Polla, na FEP, em 9.5.2004, intitulada Em busca da felicidade

quarta-feira, 18 de junho de 2014

RELAÇÕES BANALIZADAS...

No mundo moderno as comunicações operam-se com grande rapidez e eficiência.
Internet, televisão e cinema constituem instrumentos de difusão de informações e modos de vida.
Graças a eles se tem notícia do quão liberais estão os costumes.
Valores tradicionais são colocados em xeque.
A educação baseada na proibição dá mostras de periclitar.
Os jovens exercitam a sexualidade cada vez mais cedo.
Tabus caem e nada mais parece errado.
Segundo uma concepção que se generaliza, o importante é ser feliz.
Essa felicidade é identificada com a realização de sonhos e a obtenção de prazeres.
Entretanto, a vivência dessa nova cultura não parece proporcionar paz e plenitude.
Problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, se alastram.
A troca constante de parceiros traz vazio e insatisfação.
Uma série de relações sem profundidade em nada contribui para o amadurecimento afetivo.
A ausência de compromisso sério torna banais os relacionamentos.
Em clima de banalidade, é impossível surgir uma afeição genuína e profunda.
A qualquer sinal de dificuldade, o rompimento surge como uma opção simples e fácil.
Pessoas tornam-se descartáveis nas vidas umas das outras.
A procura da felicidade torna-se um processo de infantilização.
Ao invés de serem identificados e resolvidos os problemas de uma relação, foge-se deles.
É como se os seres humanos se assemelhassem a eletrodomésticos.
Quando surgem problemas, um é facilmente substituído por outro.
Trata-se de uma triste característica que se incorpora na personalidade.
Gradualmente, optar pela solução mais fácil torna-se uma segunda natureza.
Ocorre que a solução mais fácil nem sempre é a mais honrosa.
Em questões morais, raramente agir com correção é fácil.
Caso se opte sempre pela facilidade, corre-se o risco de perder completamente as referências éticas.
De leviandade em leviandade, o homem se converte em um monstro egoísta e imoral.
As dores e os problemas dos outros deixam de ter qualquer importância.
O relevante é não se incomodar e seguir despreocupado.
Entretanto, ação gera reação.
Quem se permite desprezar, ferir e seguir adiante, gradualmente se vê isolado.
Contudo, a dor destina-se a desenvolver a sensibilidade e não poupa ninguém.
Todo mundo, mais cedo ou mais tarde, experimenta dificuldades e necessita de apoio.
Em épocas difíceis, de dor e desolação, um ombro amigo é um tesouro de inestimável valor.
Ciente disso, não se negue a apoiar quem precisa de você.
Não banalize suas relações e nem imagine que as pessoas são descartáveis.
Não tenha como meta de vida a despreocupação.
Descubra a ventura de estabelecer vínculos afetivos sólidos e profundos.
Permita-se partilhar os problemas dos outros.
Converta-se em alguém solidário e disposto a colaborar.
Quando surgirem problemas em uma relação, resolva-os, como adulto que é.
Talvez sua vida se torne um pouco menos despreocupada.
Mas ela ganhará em plenitude e maturidade.
O exercício da solidariedade e da compaixão o fará um ser humano melhor.
E, com certeza, ser digno e bom lhe proporcionará paz e alegria.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 13, ed. Fep

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A LIÇÃO DO JARDINEIRO...

Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.
Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.
O garoto ligou para uma mulher e perguntou: "A senhora está precisando de um jardineiro?"
"Não. Eu já tenho um", foi a resposta.
"Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo."
"Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso."
O garoto insistiu: "eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço."
"O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora."
"Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível."
"Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa."
Numa última tentativa, o menino arriscou: "o meu preço é um dos melhores."
"Não", disse firme a voz ao telefone. "Muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom."
Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro: "Meu rapaz, você perdeu um cliente."
"Claro que não", respondeu rápido. "Eu sou o jardineiro dela. Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo."
Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro?
E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?
Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?
Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?
Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza?
E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?
***
O amor floresce nos pequenos detalhes. Como gotas de chuva que umedecem o solo ou como o sol abundante que se faz generoso, distribuindo seu calor.
A gentileza, a simpatia, o respeito são detalhes de suma importância para que a florescência do amor seja plena e frutifique em felicidade.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

DE DENTRO PARA FORA...

É grande o número de pessoas que vive à procura de milagres para os mais variados males que as aflige.
Dizemos que procuram milagres porque a maioria busca algo que possa ser ingerido, injetado, cheirado ou passado na pele, e que faça prodígios.
E as receitas não faltam: "Nabo faz bem para isto", "Cenoura para aquilo", "Café cura tal coisa", "Tal vitamina previne o envelhecimento", "Tal legume faz nascer cabelo, tal erva evita a queda", e assim por diante.
Estamos sempre procurando algo que resolva nossa vida. E bom seria que uma única cápsula fosse suficiente para todos os males que nos tiram o sossego.
No entanto, nossas buscas são sempre do exterior para o interior, quando o ideal seria de dentro para fora.
Tentamos retardar o envelhecimento da pele com vitaminas, e esquecemos que o melhor remédio para esse caso, é a nossa disposição de ânimo.
O otimismo, a esperança, a alegria, o trabalho voluntário e desinteressado são excelentes contra os radicais livres.
O preconceito, o interesse pessoal, o egoísmo, o ódio, a mágoa provocam rugas no corpo e doenças na alma, problemas difíceis de tratar.
A ira, a revolta, o desejo de vingança são verdadeiros venenos para o coração. Podem provocar graves problemas cardíacos e até levar ao óbito.
A inveja, o ciúme, a maledicência, a calúnia são bombas que destroem sem deixar vestígios.
Eis aí alguns pontos que merecem, sim, atenção e cuidado, pois dizem respeito ao nosso bem-estar.
Pouco ou nenhum resultado teremos ingerindo produtos, alimentos, ou remédios, se não fizermos um tratamento de intimidade, purificando a fonte das emoções.
Uma emoção desequilibrada pode causar muito mal ao nosso organismo.
Por isso é importante, se desejamos manter a saúde e o bem-estar, estabelecer alguns cuidados básicos que previnem uma série de males.
Uma boa leitura, um bom filme, um passeio, caminhadas frequentes, uma boa noite de sono, brincar com crianças, rir, saltar de alegria, meditar...
A conversa sadia com amigos, a visita a um enfermo, a uma criança internada, alguns minutos de atenção a uma criança órfã são excelente profilaxia para diversos males.
Isso é fácil de comprovar. Você deve conhecer pessoas que fazem trabalhos voluntários por prazer. Elas são sorridentes, não aparentam a idade que têm, e geralmente não adoecem.
Não têm tempo para falar mal da vida alheia, não guardam mágoa, não carregam ódio, não sentem inveja nem ciúme, e estão sempre de bem com a vida.
Essas pessoas também são diferentes no ambiente onde trabalham profissionalmente, pois são leves, otimistas, e sua beleza brota de dentro para fora.
Já as pessoas que só pensam em si mesmas são mal-humoradas, prevenidas, vivem armadas contra todos, não confiam em ninguém, e geralmente aparentam mais idade do que têm.
Por todas essas razões, vale a pena investir no seu bem-estar de forma eficiente e duradoura.
Só então os produtos, alimentos e remédios poderão causar os resultados esperados, pois terão como contributo uma força que vem de dentro, potencializando seus efeitos salutares.
Os avanços científicos e tecnológicos são alavancas que podem fazer verdadeiros milagres em todas as áreas que produzem bem-estar, mas para nos ajudar com eficiência, dependem da nossa disposição íntima.
Pense nisso e comece a se cuidar, de forma correta e eficaz.
Você pode. E só você pode, pois quando se trata de zelar pela fonte da vida que existe em sua intimidade, é um trabalho que ninguém poderá fazer por você.
Cuide-se e cuide de sua saúde, começando sempre de dentro para fora...

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

UMA REFEIÇÃO INESQUECÍVEL...

Você, com certeza, deve ter ido almoçar ou jantar em casa de amigos, muitas vezes.
Se hoje alguém lhe perguntasse, qual desses momentos foi inesquecível, você lembraria?
Pois quando a pergunta foi feita para uma jornalista chinesa, de imediato ela recordou da refeição mais memorável de sua vida.
Ela fora enviada a uma aldeia, em uma viagem jornalística, para apresentar  os camponeses esquecidos.
Foi designada para ficar com uma família uma noite. Um casal com três filhos.
Eles tinham duas galinhas e todos os dias trocavam dois ovos por um pouco de arroz, farinha, óleo e algumas verduras.
É claro que não estavam em condições de alimentar um hóspede. Assim, a jornalista se preparou para passar fome, pois seria melhor do que comer da pouca comida que eles tinham.
A casa tinha paredes de barro e telhado de palha. A dona da casa lhe mostrou uma prancha de madeira, a cama que ela deveria partilhar, naquela noite, com as meninas de 7, 5 e dois anos e meio.
As crianças ficaram muito agitadas. Abriram a bolsa da jornalista, tiraram tudo de dentro e a crivaram de perguntas:
O que era um creme facial? Para que servia um lenço? O que se coloca dentro de uma frasqueira?
A dona da casa gritou lá do quintal: Hora do jantar.
Pela casa escura, foram as meninas e a jornalista, até a cozinha.
As pequenas aplaudiram o que viram. A jornalista ficou petrificada: sobre a pequena mesa quebrada estava uma galinha assada.
Por que você matou sua galinha? Por favor, não diga que foi por minha causa.
A mulher não tinha meias palavras. A  vida a tornara dura, seca.
É claro que foi por sua causa! Você veio de longe e é nossa hóspede.
Apenas coma: não temos outra coisa para lhe dar.
A dona da casa se manteve fria, não sorriu, mas a jornalista ficou comovida com sua bondade.
Haveria, pensou, em algum outro lugar do mundo alguém que oferecesse metade dos seus bens terrenos a um convidado, para o jantar?
Foi uma refeição inesquecível. Uma experiência inigualável.
Com gratidão, quatro anos depois, ela voltou para visitar a família. Eles haviam enriquecido, graças à nova política da China.
E a família também demonstrou a sua gratidão por sua visita: deu-lhe, de presente, vinte galinhas e cem ovos.

*  *  *
A próxima vez que você fizer uma refeição em casa de um amigo, pense em como ele se esmerou para recebê-lo.
Pense no tempo que ele dedicou a elaborar o cardápio, escolhendo o que mais agradasse a você.
Atente para a mesa bem posta, os detalhes aqui e acolá e seja grato.
Não reclame se um pequeno senão ocorrer, como a carne não estar tão bem passada quanto você aprecia. Ou se ao molho faltou uma pitada de algo mais.
Lembre que você foi convidado, aguardado, bem recebido e manifeste a sua gratidão.


Redação do Momento Espírita com base no cap. Um par de galinhas inesquecíveis reforçou minha fé na bondade humana, do livro O que os chineses não comem, de Xinran, ed. Companhia das letras.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

AS AFLIÇÕES DO MUNDO...

Em conhecida passagem do Evangelho, Jesus diz a Seus discípulos que no mundo eles terão aflições.
Os registros bíblicos confirmam a previsão.
Todos os companheiros diretos de Jesus enfrentaram grandes padecimentos.
Apenas João Evangelista não foi martirizado.
Evidentemente, houve sensível progresso desde aquela época.
Os costumes se refinaram e hoje, na ampla maioria dos países, não se cogita mais de matar alguém por sua fé.
Contudo, o alerta do Cristo permanece atual.
A mensagem cristã é a da vida reta e fraterna.
O cristão deve ser honrado e solidário.
Não basta viver retamente, sendo necessário amparar os irmãos de jornada.
Também não adianta apenas ser generoso com o semelhante.
É preciso dar a César o que é de César, no sentido de cumprir rigorosamente os próprios deveres.
Ocorre que quem se aprimora, em geral, passa a esperar conduta idêntica dos que o rodeiam.
A criatura rigorosamente honesta anseia por viver em um meio honesto.
Ao desenvolver uma sensibilidade mais apurada, anela por beleza e suavidade.
Entretanto, o mundo segue em seu próprio ritmo.
Um homem pode apenas ditar a cadência de sua evolução.
Quanto aos demais, resta-lhe somente influenciar, mais por exemplos do que por palavras.
Afinal, o livre-arbítrio é uma dádiva de Deus aos Seus filhos.
Cada um é livre para decidir os seus caminhos e se vai apressar ou retardar o passo rumo à paz.
Bem se vê como é delicada a posição do genuíno cristão no mundo.
Ele elege um ideal sublime, esforça-se por vivê-lo e deseja que se expanda, no benefício geral.
Contudo, o mundo não corresponde a contento a esse anseio.
O cristão necessita ser o sal da Terra e a luz do Mundo.
Justamente por isso, não pode se afastar dos irmãos de jornada.
Daí vive honradamente em um mundo corrupto.
Por consequência, experimenta contínuas aflições.
Aflige-se pelos filhos que não aproveitam a educação recebida e optam por trilhar estranhos caminhos.
Angustia-se pelo esposo ou esposa que não lhe partilha o ideal.
Agasta-se por deslealdades que testemunha na vida profissional.
Entristece-se pela falta de honestidade de políticos e dirigentes públicos.
Entretanto, se a aflição é esperada, o desânimo não se justifica.
O progresso ocorre com vagar, mas é uma lei da vida.
As perfeitas Leis Divinas tratam de colocar tudo em seu lugar, no lento ciclo dos séculos.
O relevante é a paz de consciência de quem age retamente.
E a inefável certeza de que transita para fases superiores da existência imortal, na condição de agente do progresso.
Pense nisso.


Redação do Momento Espírita

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

SEJA UM VOLUNTÁRIO...

Você presta algum tipo de serviço voluntário?
Talvez você nunca tenha imaginado que um dia, ao ser entrevistado para um emprego, alguém lhe fizesse essa pergunta.
Bem, a verdade é que agora os empresários estão despertando sua consciência social.
É justamente por causa dessa preocupação cada vez maior das empresas com a comunidade a sua volta que o trabalho social está se tornando um item importante na hora de contratar um trabalhador.
Grandes empresas nacionais e multinacionais estão dando preferência a profissionais que estejam engajados em algum tipo de trabalho voluntário junto à sociedade.
Além de ser uma tomada de decisão importante, por parte de empresários, o serviço assistencial junto à comunidade valoriza o currículo de quem o pratica. E os motivos são fáceis de entender.
Primeiro, porque as empresas visam a melhoria nos serviços prestados ao cliente, e pessoas com espírito social são mais eficazes nesse particular.
Segundo, porque, se o indivíduo tem olhos para a sociedade da qual faz parte, dentro da empresa terá uma visão de conjunto capaz de abranger todo o contexto e não apenas o seu setor.
Terceiro, porque um funcionário que se preocupa com o próximo tem uma virtude importante aos olhos do patrão: a nobreza.
Quarto, se o profissional desempenha uma atividade que lhe dá prazer, ele é uma pessoa mais compreensiva e feliz, e isso faz com que seu trabalho seja efetuado tranqüilamente.
Quinto, uma pessoa que doa, voluntariamente, um pouco do seu tempo em prol de uma causa nobre, é alguém que sabe renunciar, e que, em tese, perdoa com mais facilidade criando menos problemas para si mesmo e para seus colegas.
Enfim, se fôssemos enumerar todos os motivos que tornam o currículo de um voluntário mais atraente que o de alguém que só se preocupa consigo mesmo, faltaria tempo.
No entanto, é preciso que aquele que se disponha a ser voluntário de algum serviço social, goste disso e o faça porque julga importante.
De nada vale se engajar numa tarefa dessas só para conseguir um emprego ou porque está na moda. Logo seria descoberto por lhe faltar as virtudes já citadas.
Ademais, para a pessoa seria muito desgastante fazer algo que não gosta, só para melhorar o currículo.
Se você ainda não havia pensado nisso, pense com carinho.
O que você pode fazer para melhorar o mundo a sua volta?
Se não puder fazer muito, faça pouco mas com amor e dedicação.
Se no início não conseguir fazer com amor, faça porque julga importante e necessário.
No decorrer do tempo, você estará tão envolvido com seu serviço voluntário que já não conseguirá mais viver sem praticá-lo. É só uma questão de tempo e persistência.
Se todos buscassem desenvolver esse espírito social, em pouco tempo teríamos um mundo melhor em todos os sentidos.
Você sabia?
Você sabia que a ONU - Organização das Nações Unidas conta com voluntários de muitos países?
Profissionais de várias nacionalidades unem forças para atender povos e nações necessitados. Eles impõem silêncio às eventuais divergências de suas nações, para ombrear juntos e estender as mãos a quem precisa.
São criaturas que renunciam ao próprio bem estar e à família para servir, até mesmo nas frentes de batalha, onde as guerras sangrentas dizimam vidas e matam esperanças.
Esses voluntários da paz não carregam granadas nem fuzis, não usam metralhadoras nem baionetas, não empunham espada nem punhal... Levam consigo apenas uma arma: a solidariedade.
Muitos doam mais do que a boa vontade: doam a própria vida.
E você? O que está esperando para prestar algum tipo de serviço voluntário?


Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em reportagem publicada no jornal Gazeta do Povo no dia 21/02/01

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A LIÇÃO DAS GAIVOTAS...

Um enorme transatlântico partiu de movimentado porto rumo a outro continente. Do convés, os passageiros acenavam lenços e agitavam mãos, em manifestações de adeuses.
No porto, muitas pessoas acenavam igualmente e lançavam beijos ao ar, num misto de antecipada saudade e carinho.
Pouco depois, os que se encontravam no convés, ainda observando os que permaneciam em terra, puderam constatar uma nuvem de gaivotas prateadas acompanhando o imenso navio.
O seu voo atraiu a atenção de quase todos, tanto pela algazarra que promoviam, quanto pelo capricho de suas voltas, ao redor da enorme máquina concebida pelo homem.
Passada uma meia hora de viagem, o tempo se tornou ameaçador. Ondas de espuma se levantavam ao açoitar dos ventos violentos.
Esboçou-se no firmamento uma tremenda tempestade. Com suas possantes máquinas, o navio cortava as vagas agitadas e parecia fazê-lo com dificuldade, dada a presença dos elementos da natureza em convulsão.
Um dos poucos viajantes que até então permanecia no tombadilho, contemplou as aves a voejar e as lastimou.
Como podiam elas, com suas asas tão débeis, lutar contra o tufão, desamparadas nos céus? Elas nada tinham além do próprio corpo para o enfrentar.
Suas asas resistiriam ao vento implacável, se o possante navio, com suas máquinas que representam milhares de cavalos resistia com dificuldade ao tempo torrencial?
De repente, aquele homem que estava tão compadecido das avezinhas do mar, ficou perplexo. É que as pequenas gaivotas, estendendo as asas que Deus lhes deu, abandonaram o navio na tempestade e se ergueram acima da tormenta, passando a voar numa região serena dos ares.
E a máquina, representando a ciência humana, prosseguiu na sua luta penosa para resistir à fúria dos elementos.

Em nossas vidas ocorre de forma semelhante. Quando pretendemos lutar unicamente com nossos próprios meios, encontramos o fustigar dos ventos das dificuldades atrozes, que vergastam a alma e maceram o corpo.
Contudo, se utilizarmos os recursos da oração alcançaremos as possibilidades das asas das gaivotas.
Pelas asas poderosas da prece, o homem pode se elevar acima das tempestades do cotidiano e voar placidamente.
Envolvidos pelas luzes da prece, alcançaremos regiões que o vendaval das paixões inferiores não alcança.
Fortificados pela oração, enfrentaremos o mar agitado dos problemas, a fúria das vicissitudes, e chegaremos ao porto seguro que todos almejamos.

Quando o triunfo nos alcançar ou quando sofrermos aparentes quedas, busquemos Jesus e falemos sem palavras ao Seu coração de Mestre e Amigo.
Condutor vigilante de nossas almas, Ele assumirá o leme da frágil embarcação das nossas vidas, permitindo-nos singrar o mar agitado das nossas dores, com coragem e segurança.
A medida ideal será sempre orar antes de agir, a fim de evitar que procedamos de forma imprevidente, o que nos conduziria ao desespero e a maior soma de dores.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. A tempestade e as gaivotas, do livro Lendas do céu e da Terra, de Malba Tahan, ed. Melhoramentos e no verbete Oração, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

terça-feira, 30 de abril de 2013

PESOS E MEDIDAS...


Bem-aventurados os que têm sede de justiça, porque serão saciados. Essa afirmativa de Jesus nos faz pensar se podemos nos incluir no número dos que têm sede de justiça.
Segundo os dicionários, justiça quer dizer conformidade com o direito. Virtude de dar a cada um o que é seu.
Jesus, no entanto, se referiu à justiça recomendando que fizéssemos ao próximo o que gostaríamos que o próximo nos fizesse.
Todavia, nós que, tantas vezes, temos cobrado da Divindade que sacie a nossa sede de justiça, se analisarmos profundamente, não estamos verdadeiramente com sede de justiça, no real sentido do termo.
No convívio diário, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.
O trato com as pessoas que nos rodeiam é diferenciado conforme a posição social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.
Se nos dirigimos à serviçal que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e atenção distinto do que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, são mais importantes.
Se a pessoa que nos procura está vestida com trajes elegantes, mesmo que não saibamos de quem se trate, a nossa deferência é imediata.
Mas, se está envolta em andrajos, bem diferente é a nossa atenção.
Outro exemplo, é quando nosso veículo começa a demonstrar sinais de que em breve terá o motor fundido. Qual a primeira ideia que nos vem à mente?
Se fôssemos pessoas justas, certamente faríamos uma boa revisão reparando os danos e, ao ofertá-lo a alguém, no caso de venda, falaríamos a verdade ao comprador.
Mas o que normalmente ocorre é a ideia de passá-lo adiante o mais rápido possível. E quem comprá-lo que fique com o prejuízo. Afinal, o mundo é dos espertos, pensamos.
Mas nos dizemos pessoas justas.
Se o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como pôde alguém nos vender um veículo prestes a fundir o motor? Que injustiça!
Se observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos públicos, imediatamente levantamos a voz para criticar e exigir justiça.
Mas, quantos de nós compramos atestados falsos para ludibriar o patrão e receber o salário integral?
Usamos, nos vários momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais são as nossas verdadeiras intenções.
Assim, podemos nos perguntar: Será que temos mesmo sede de justiça? Ou será que nos pesos e medidas só temos pensado em nós mesmos?
A promessa do Cristo é real e se cumprirá quando efetivamente tivermos sede de justiça, usando, como a Justiça Divina, um único peso e uma única medida, com imparcialidade.

* * *
Os Espíritos superiores recomendam que, caso tenhamos dúvidas quanto ao procedimento que devamos adotar com alguém, que nos coloquemos no lugar desse alguém e façamos exatamente o que desejaríamos que nos fosse feito.
Dessa forma, jamais nos equivocaremos, uma vez que todos queremos o melhor para nós mesmos.
Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 3, ed. Fep.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

APENAS UM LEMBRETE...

Lembre-se que você é um Espírito imortal vivendo breve experiência num corpo físico.


Lembre-se que seu corpo é feito de matéria e, como tal, sofre o desgaste natural como tudo o que é matéria. Mas esse desgaste não atinge o Espírito.

Assim, quando você perceber que a sua pele está enrugando, lembre-se de que esse é um fenômeno que não alcança o Espírito.

Enquanto a sua pele enruga, seu Espírito pode ficar ainda mais radiante e mais iluminado.

Você não pode deter os segundos, nem evitar que se transformem em anos.

Não pode impedir que o seu cabelo caia ou se torne branco, mas isso não deve ser motivo para levar embora a vitalidade da sua alma imortal.

Sua esperança jamais poderá estar atrelada a sua forma física, pois o ser pensante que você é, é o mais importante e sobreviverá por toda a eternidade.

Sua força e sua vitalidade independem da sua idade.

Seu Espírito é o agente capaz de espanar a poeira do tempo.

Lembre-se de que você não é um corpo que tem um Espírito, é um Espírito temporariamente vivendo num corpo físico.

Chegará o dia que você encontrará uma linha de chegada, e perceberá que logo à frente há outra linha de partida...

A vida é feita de idas e vindas... Partidas e chegadas.

Um dia você terá que abandonar esse corpo, mas jamais abandonará a vida...

Cada dia é uma oportunidade de viver, e viver bem.

Se acontecer de cometer um engano, não detenha o passo, siga em frente pois logo adiante encontrará outro desafio...

A vida é feita de desafios... Vencemos a uns, somos vencidos por outros, mas não podemos deter o passo.

E o maior de todos os desafios é vencer a si mesmo, usando a razão para não se deixar dominar por vícios e prazeres excessivos e prejudiciais.

Importante é não perder tempo vivendo de lembranças amargas e fotografias pela metade, amarelas e empoeiradas...

O dia mais importante é o dia de hoje... E hoje você tem a oportunidade de reescrever a sua história... Conhecer novas paisagens... Colecionar imagens de cores vivas.

Lembre-se sempre que você é um Espírito feito de luz, e a luz sempre pode suplantar as trevas... Por mais densas que sejam.

O importante é que jamais detenha o passo...

Se as forças físicas não lhe permitem mais correr como antes, ande depressa.

Se algo lhe impedir de andar depressa, caminhe lentamente, mas siga em frente.

E se, por algum motivo, não puder mais caminhar sem apoio, use bengalas, muletas, cadeira de rodas. Mas vá em frente...

E se, um dia, você não puder mais movimentar seu corpo para continuar andando, voe com o pensamento.

Seu pensamento nada e ninguém poderá deter.

Você é livre para pensar, para aprender, para alcançar os céus em busca de esperança e paz.

O essencial é que você não pare nunca...

Deus não criou você para a derrota. Deus criou você para a vitória, para a felicidade plena. E essa conquista é a parte que lhe cabe.

Este é apenas um lembrete, pois, um dia, um Sublime Alguém já nos disse tudo isso e nós esquecemos.

Esquecemos que Ele saiu do corpo, mas jamais saiu da vida...

O Seu suave convite ainda paira no ar: Quem quiser vir após Mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo, e siga-Me.

Esquecemos que Ele afirmou com convicção e firmeza: Nenhuma das ovelhas que o Pai Me confiou se perderá.

Eu sou uma de Suas ovelhas e você também é. Não importa a que religião você pertença. Não importa a que religião eu pertença.

Somos as ovelhas que o Criador confiou ao Sublime Pastor da Galiléia, para que Ele nos ensine o caminho que nos conduzirá à felicidade plena.

* * *

Este é apenas um lembrete... Que você pode até desconsiderar...

Mas uma coisa é certa: você não deixará de existir, como Espírito imortal que é, e não evitará os percalços e as lições da caminhada, porque você, você é filho da Inteligência Suprema do Universo...

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

UM PRESENTE INESQUECÍVEL...


Linda tinha 7 anos quando ouviu sua mãe comentar com uma de suas amigas que, no dia seguinte, faria 30 anos.

Jamais linda soubera que sua mãe fazia aniversário. Também nunca a vira ganhar um presente.

Por isso, foi até seu cofrinho, juntou todas as moedas e se dirigiu à loja da esquina.

Procurou um presente que pudesse se encaixar naquele preço. Havia bibelôs, mas ela pensou que sua mãe teria que espaná-los todos os dias.

Havia caixinhas de doces, mas sua mãe era diabética.

Finalmente, conseguiu comprar um pacote de grampos de cabelo.

Os cabelos de sua mãe eram longos e escuros. Ela os enrolava duas vezes na semana e, quando os soltava, ficava parecendo uma artista de cinema.

Em casa, linda embrulhou os grampos em uma página de histórias em quadrinhos do jornal, porque não sobrou dinheiro para papel de presente.

Na manhã seguinte, à mesa do café, entregou o pacote à sua mãe e disse: "feliz aniversário, mamãe!"

Em silêncio, entre lágrimas, a mãe abriu o pacote. Já soluçando de emoção, mostrou ao marido, aos outros filhos: "sabe que é o primeiro presente de aniversário que recebo na vida?"

Beijou a filha no rosto, agradecendo e foi para o banheiro lavar e enrolar os cabelos, usando os grampos novos.

Quando a mãe saiu da sala, o pai aproximou-se de linda e confidenciou: "linda, quando eu era menino, lá no sertão, não nos preocupávamos em dar presentes de aniversário para adultos. Só para as crianças.

E, na família de sua mãe, eles eram tão pobres que nem isso faziam. Mas você me fez ver, hoje, que isso precisa mudar. Você inaugurou uma nova fase em nossa vida."

Depois desse dia, a mãe de linda ganhou presentes em todos os seus aniversários.

Os filhos cresceram. As condições da família melhoraram.

Então, quando a mãe de linda completou 50 anos, os filhos todos se reuniram e lhe compraram um anel com uma pérola rodeada de brilhantes.

Programaram uma festa e o filho mais velho foi quem, em nome dos irmãos, entregou o anel.

Ela admirou o presente e mostrou a todos os convidados.

"Não tenho filhos maravilhosos?" Ficava repetindo de um em um.

Depois que todos os convidados se retiraram, linda foi ajudar na arrumação.

Estava lavando a louça na cozinha, quando ouviu seus pais conversando na sala.

"Bem", dizia o pai. "que lindo anel seus filhos lhe deram. Acho que foi o melhor presente de aniversário de sua vida."

Depois de um breve silêncio, linda ouviu a voz de sua mãe responder docemente: "sabe, Ted, é claro que este anel é maravilhoso. Mas o melhor presente que ganhei, em toda minha vida, foi aquela caixa de grampos. Aquele presente foi inesquecível."

***
Os atos que colocam colorido especial nas vidas são pequenos, silenciosos, e podem se manifestar a qualquer tempo.

É suficiente querer, usar a imaginação e deixar extravasar o coração.

Se você nunca brindou alguém com flores, com um cartão escrito de próprio punho;

Se você nunca surpreendeu alguém com uma festa surpresa, um presente inesperado, tente hoje.

Hoje é sempre o melhor tempo para começar o que é bom, novo e portador de felicidade.

Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. Os grampos de cabelo, de autoria de Linda Goodman, do livro Histórias para aquecer o coração das mães, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff, ed. Sextante.

terça-feira, 26 de março de 2013

ISSO SE CHAMA AMOR...

Você surgiu como suave melodia trazida pela brisa; dilatou-se no silêncio de minha alma e fez-se moldura em meu viver.
Isso se chama ventura...

Há algo em você que transparece num olhar, como estrela no céu atapetado de astros e exterioriza-se num sorriso como canção tocada na harpa dos ventos.
Isso se chama ternura...

Sem olhar, você me percebe, sem falar você me diz, sem me tocar você me abraça...
Isso se chama sensibilidade...

Quando me perco em labirintos escuros você me mostra o caminho de volta..
Quando exponho meus tantos defeitos, você faz de conta que não nota...
Se enlouqueço, você me devolve a razão...
Isso se chama compaixão...

Nos dias em que as horas passam lentas, sem graça e sem luz, nos seus braços eu encontro alento.
Quando os dias alegres de verão partem e em seu lugar chega o outono, cobrindo o chão com folhas secas, e o verde exuberante cede lugar ao cinza, nos seus braços encontro harmonia.
Isso se chama aconchego...

Quando você está longe, no espelho da saudade eu vejo refletida a certeza do reencontro.
Nas noites sem estrelas, quando a escuridão envolve tudo em seu manto negro, você me aponta a carruagem da madrugada, que vem despertar o dia com suas carícias de luz..
Isso se chama esperança.

Quando as marés dos problemas parecem tragar em suas ondas as minhas forças, em seus braços encontro reconforto.
Se as amarguras pairam sobre meus dias, trazendo desgosto e dor, sua presença me traz tranqüilidade.
Você é um raio de sol, nos dias escuros...
É ave graciosa que enfeita a amplidão azul...
Você é alma e é coração.
É poema e é canção...
É ternura e dedicação...
Nada impõe, tudo compreende, tudo perdoa...
Sua companhia é doce melodia, é convite a viver...
... E, tudo isso se chama amor!

Surge depois que as nuvens ilusórias da paixão se desvanecem.
Que a alma se mostra nua, sem enfeites, sem fantasias, sem máscaras...
O amor é esse sentimento que brota todos os dias, como uma flor que explode de um botão ao mais sutil beijo do sol...

Isso, sim, se chama amor...
Equipe de Redação do Momento Espírita