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quinta-feira, 12 de julho de 2012

LIDERANÇA E GERENCIAMENTO...

Liderança não é gerenciamento. Gerenciamento é uma visão de métodos, liderança lida com objetivos. Segundo Peter Drucker e Warren Bennis, gerenciar é fazer as coisas do jeito certo; liderar é fazer as coisas certas. Para perceber rapidamente a importante diferença entre as duas coisas, imagine um grupo de produtores abrindo caminho em uma floresta com seus machados. Eles são produtores, solucionadores de problemas; limpam o terreno para depois cultivá-lo, e avançam resolutos. Os gerenciadores seguem atrás, afiando os machados, redigindo manuais de procedimentos e métodos, elaborando programas para o desenvolvimento muscular, introduzindo tecnologias mais eficazes, organizando os turnos e os descansos dos manejadores de machados. O líder é aquele que sobe na árvore mais alta, estuda a situação em seu conjunto e grita: “estamos na mata errada!” Mas, com freqüência, como reagem os produtores e os gerenciadores? Simplesmente dizem: “cale a boca! Estamos conseguindo avançar”.


Na condição de indivíduos, grupos e profissionais, normalmente, estamos tão ocupados com o corte das árvores que nem sequer percebemos que estamos na mata errada. Por isso, precisamos cada vez mais de uma visão, ou um destino, e de uma bússola e menos de um mapa da estrada. A eficácia, e muitas vezes a sobrevivência, não depende apenas de quanto esforço se faz, mas, sim, se estamos realizando este esforço na mata certa ou não. E, se levarmos em conta as metamorfoses freqüentes, que hoje em dia, ocorrem em todas as áreas e profissões, necessariamente a liderança vem antes do gerenciamento.


A liderança faz mais falta ainda em nossas vidas pessoais, pois estamos nos dedicando muito mais a gerenciar com eficácia, a estabelecer e atingir metas, antes de ter esclarecido quais são nossos valores.


Sthephen R. Covey, no livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes"

quinta-feira, 28 de junho de 2012

POR PLANEJAMENTO OU OMISSÃO...

Por princípio, todas as coisas são criadas duas vezes, mas nem todas as primeiras criações acontecem por vontade consciente. Em nossa vida pessoal, se não aprimoramos a autoconsciência e nos tornamos responsáveis pelas primeiras criações, transferimos a outras pessoas o poder e as condições de determinar grande parte de nossa vida – e por pura omissão!


Assim, vivemos de modo reativo os papéis designados para nós por nossa família, companheiros de trabalho, agendas alheias e pressões das circunstâncias. São papéis que se originaram na nossa infância, no nosso treinamento e no nosso condicionamento. Eles vêm de pessoas, não de princípios; e se apóiam em nossas maiores fraquezas, em nossa profunda tendência para depender dos outros e em nossa necessidade de aceitação, amor, de sentir que somos importantes, queridos e valorizados.


Quer você tenha noção disso, ou não, quer você controle isso, ou não, existe uma primeira criação em todos os setores de sua vida. Você é a segunda criação do seu planejamento, ou então a segunda criação das receitas dos outros, ou das circunstâncias, ou dos hábitos passados.


Os dons exclusivamente humanos – como a autoconsciência, a imaginação e a consciência, é que permitem a você observar suas primeiras criações, e possibilitam a você assumir o controle de sua própria criação mental, escrevendo o seu próprio papel.


Stephen R. Covey, no livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes"

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO...

A essência das melhores idéias na área de administração do tempo pode ser capturada em uma única frase: “organize e execute conforme a prioridade”. O gerenciamento pessoal se desenvolveu de acordo com um padrão similar a muitas outras áreas do conhecimento humano.


Saltos importantes em termos de desenvolvimento sucedem-se periodicamente, acrescentando uma nova dimensão vital. Por exemplo, no desenvolvimento social, a revolução agrícola foi seguida pela revolução industrial, que foi seguida pela revolução da informática. Cada “onda” que chega cria um momento de progresso social e pessoal.


Na área da administração do tempo, as coisas acontecem de maneira similar – cada geração se apóia na geração anterior, cada uma delas se move em direção a um controle maior da vida. A primeira geração se caracterizou por bilhetes e listas, a segunda pelos calendários e agendas, e a terceira reflete o campo de administração do tempo atual.


Ela adiciona às gerações anteriores a importante idéia de prioridade, de esclarecimento de valores e comparação do peso relativo das atividades. Além disso, ela se concentra em estabelecer metas específicas de curto, médio e longo prazo, em cuja direção o tempo e a energia são direcionados. Inclui também o conceito do planejamento diário, da elaboração de um plano específico para a conquista dessas metas e as atividades consideradas mais valiosas.


Mas apesar de sua contribuição significativa, as pessoas começaram a perceber que a elaboração de agendas eficientes e o controle excessivo do tempo são improdutivos. Isso porque a concentração freqüente na eficácia gera expectativas que entram em conflito com as oportunidades de desenvolver relacionamentos mais ricos, de satisfazer as necessidades humanas e de desfrutar momentos espontâneos diariamente.


Assim, começa a surgir uma quarta geração cujo desafio não é gerenciar o tempo, mas a pessoa. Em vez de focalizar a atenção nas coisas e no tempo, as atenções da quarta geração se voltam para a preservação e melhoria dos relacionamentos e a obtenção de resultados.


Stephen R. Covey, no livro "Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes"

sexta-feira, 1 de junho de 2012

OS PRINCÍPIOS DO CENTRO...

Ao centrarmos nossas vidas em princípios corretos, criamos uma base sólida para o desenvolvimento dos quatro fatores que sustentam a vida: segurança, sabedoria, orientação e poder.


Nossa segurança vem do conhecimento de que os princípios corretos não mudam. Nós podemos confiar neles... Os princípios são verdades profundas, fundamentais, verdades clássicas. São linhas estreitamente interligadas que tecem a vida com exatidão, consistência, beleza e força. Mesmo em meio a pessoas ou ocasiões que parecem ignorar os princípios, podemos nos consolar com a certeza de que estes são maiores do que as pessoas ou as circunstâncias... E, mais importante ainda: podemos ficar tranqüilos por saber que podemos comprovar a validade deles em nossas vidas, através de nossa própria existência...Nosso conhecimento e compreensão dos princípios corretos se restringem em função da falta de consciência de nossa própria natureza e do mundo a nossa volta... A compreensão do princípio do amadurecimento nos permite sair em busca dos princípios corretos, com a certeza de que, ao aprender mais, conseguimos focalizar com maior clareza as lentes através das quais vemos o mundo. Os princípios não mudam. A noção que temos deles sim.


A sabedoria e a orientação que acompanham a vida centrada nos princípios derivam de “mapas corretos” que permitem que vejamos claramente aonde desejamos ir e como chegar lá.


O poder pessoal, que acompanha a vida centrada nos princípios, vem da autoconsciência, da compreensão, e não se limita em função das atitudes, comportamentos e ações dos outros. A única limitação real do poder encontra-se nas conseqüências naturais dos próprios princípios. Somos livres para escolher nossas ações, mas não somos livres para escolher as conseqüências.


Os princípios têm conseqüências naturais vinculadas a eles: positivas, quando vivemos em harmonia com eles; e negativas, quando os ignoramos.


Enfim, quanto mais conhecemos os princípios corretos, maior é nossa liberdade pessoal para agir com sabedoria.


Stephen R. Covey, no livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes"

segunda-feira, 21 de março de 2011

TOMANDO A INICIATIVA...

Nossa natureza básica nos torna ativos, e não passivos. Isso significa que temos o poder não apenas de escolher respostas em circunstâncias determinadas, mas também de criar circunstâncias. Tomar iniciativa não significa ser agressivo, insistente ou chato. Significa reconhecer a responsabilidade de fazer com que as coisas aconteçam.

Por exemplo: quem deseja um emprego melhor ou uma promoção tem que mostrar mais iniciativa – fazer testes de aptidão, cursos de aperfeiçoamento, estudar seu ramo de negócios, além de conhecer a fundo os problemas específicos das empresas de seu interesse para, depois, mostrar como suas habilidades podem ajudar a resolver as questões da organização. Esse tipo de iniciativa leva o nome de “venda de soluções” e é um dos pontos chave para quem quer alcançar o sucesso profissional.

Mas, para muitas pessoas falta a iniciativa para dar os passos necessários, para fazer a coisa acontecer. São pessoas que ficam à espera de que algo aconteça, ou que alguém tome conta delas. Elas não percebem que quem consegue os melhores empregos são os profissionais proativos, aqueles que representam solução, e não mais problemas; são os que aproveitam a iniciativa para fazer tudo que é preciso, em harmonia com seus princípios, para que as tarefas sejam cumpridas. Portanto, se você esperar que os outros façam o que você poderia/deveria fazer, você será um passivo, estará contrariando a sua natureza básica e provavelmente não conseguirá o que deseja. O crescimento e as oportunidades estão reservadas para os ativos, para quem toma a iniciativa.

Stephen R. Covey, no livro "Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes"

sábado, 12 de março de 2011

O PODER DA VONTADE INDEPENDENTE...

A vontade soberana – é o quarto dom humano e o que torna realmente possível o gerenciamento pessoal eficaz; os outros três são a autoconsciência, a imaginação e a consciência.

A vontade soberana é a capacidade para tomar decisões e fazer escolhas agindo de acordo com elas. É a habilidade para agir, não permitir que determinem suas ações, e para levar adiante seus planos desenvolvidos através dos três outros dons. A vontade humana é realmente algo espantoso e repetidas vezes triunfa contra prognósticos desfavoráveis. Mas esse dom no contexto do gerenciamento pessoal eficaz não é o esforço dramático, gigantesco que traz o sucesso duradouro. Seu fortalecimento vem da aprendizagem de utilizar a vontade soberana nas decisões que tomamos todos os dias.

A extensão com que desenvolvemos nossa vontade soberana na vida cotidiana se mede pela nossa integridade pessoal. A integridade é, fundamentalmente, o valor que damos a nos mesmos; é a nossa capacidade de assumir compromissos sérios com nossa própria mente e manter os assumidos com os outros; é “fazer o que dizemos”. Trata-se de respeitar a personalidade.

A liderança resolve o que é mais importante e o gerenciamento eficaz faz primeiro o que é mais importante. Gerenciar é disciplina, é a vontade de fazer direito.

A palavra disciplina vem de discípulo – de uma filosofia, de um conjunto de princípios, de um objetivo grandioso, de uma meta ambiciosa ou de uma pessoa que representa essa meta. Em outras palavras: se você for um gerenciador eficaz da sua pessoa, a disciplina vem de dentro, é um produto de sua vontade independente. Você se torna um discípulo, um seguidor de seus próprios valores fundamentais e de sua fonte. E possui a vontade e a integridade para subordinar os sentimentos e humores a esses valores.

Stephen R. Covey, no livro "Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes"

sábado, 15 de janeiro de 2011

TORNANDO-SE UM GERENTE PESSOAL...


Para conseguir gerenciar bem o seu tempo e conquistar a administração pessoal, é preciso levar em conta quatro atividades-chave:

- Identificar papéis: ou seja, pensar seriamente nos papéis que desempenha na vida, primeiro como indivíduo - marido ou esposa, pai ou mãe, filho ou filha -, depois os papéis no trabalho e na sociedade. A partir daí, anote o tempo que vem gastando com cada um deles ao longo de uma semana;

- Estabelecer metas: é o segundo passo, ou seja, pense em dois ou três resultados que pretende alcançar em cada um dos seus papéis, nos próximos sete dias;

- Planejar: dados os dois primeiros passos, você pode olhar para a sua próxima semana com as metas em mente e o tempo reservado para atingi-las. Por exemplo, se uma dessas metas é melhorar sua forma física, é bom reservar uma hora durante 3 ou 4 dias – ou quem sabe todos os dias – para atingir esse objetivo.

- Adaptar-se diariamente: é a última atividade-chave. A partir da organização da semana, o planejamento diário torna-se uma questão de estabelecer prioridades. Dedicar alguns minutos, todas as manhãs, para repassar seus compromissos pode colocá-lo em contato com as decisões baseadas em valores que você tomou quando organizou a semana, além de fatores inesperados que podem ter surgido. Conforme você revê o dia, percebe que seus papéis e metas implicam o estabelecimento de prioridades naturais.

Aprendendo a gerenciar seu tempo, você consegue organizar sua própria vida e o seu tempo com uma diferença qualitativa positiva. E mais, quanto mais as suas metas semanais estiverem ligadas à sua missão pessoal, maior será o aumento da sua eficácia.

Stephen R. Covey, no livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes"

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A CONTA BANCÁRIA EMOCIONAL...


Todos nós sabemos o que é uma conta bancária financeira. Fazemos depósitos e acumulamos reservas que nos permitem realizar saques quando necessário. Uma conta bancária emocional é uma metáfora que descreve a quantidade de confiança que se acumulou em um relacionamento. Cuida da sensação de segurança que se tem com outro ser humano. Se eu fizer depósitos nessa conta – através de cortesia, gentileza, honestidade e observação dos compromissos que assumo com uma determinada pessoa, estou fazendo uma reserva.

Assim, a confiança dessa pessoa em mim torna-se maior e eu posso contar com esta confiança sempre que for preciso. Posso até cometer erros que o nível de confiança – a reserva emocional – compensará. Quando a conta de confiança é alta, a comunicação é instantânea, fácil e eficaz. Mas, se eu tiver o costume de demonstrar falta de cortesia, desrespeito, desatenção, desconsideração e arbitrariedade; se eu trair a confiança dessa pessoa, minha conta bancária emocional com ela vai ficar no vermelho. Ou seja, o nível de confiança atinge um nível muito baixo e, a partir daí, estou andando em terreno minado. Preciso ser cuidadoso com tudo o que falo, medir cada palavra, viver tenso, fazendo média, evitando ser pego de surpresa. Muitas organizações, muitas famílias, muitos casamentos estão cheios disso.

Tomamos por exemplo um casamento. Se uma reserva de confiança abundante não recebe depósitos contínuos, as relações de deterioram. Em vez de uma comunicações rica, espontânea e de entendimento, a situação cai na acomodação e as pessoas simplesmente tentam viver – cada um em seu estilo – e de modo relativamente respeitoso e tolerante. Mas, esse relacionamento pode se deteriorar ainda mais, chegando à hostilidade e à atitude defensiva. As respostas de confronto ou afastamento provocam guerras verbais, portas batidas, recusa em conversar, distanciamento emocional e autocomiseração. Isso pode acabar numa guerra fria dentro de casa, que não explode apenas por causa das crianças, sexo, pressão social ou proteção da imagem. Pode acabar em guerra total declarada – nos tribunais onde as batalhas legais dos egos feridos podem ser levadas adiante durante anos...

Por isso, nossos relacionamentos mais constantes – como o casamento ou uma grande amizade – exigem depósitos mais freqüentes. Isso porque, devido às expectativas permanentes, os antigos depósitos se evaporam. Sua conta com as pessoas que se relacionam com você regularmente exige um investimento mais constante. Isso porque, no dia-a-dia, há saques automáticos sem que você sequer perceba.

Stephen R. Covey, no livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

CRIE SINERGIA...


A sinergia é a atividade mais dinâmica de toda a vida – o verdadeiro teste e a manifestação de todos os outros hábitos vistos em conjunto.

A sinergia é a essência da liderança baseada em princípios. Ela catalisa, unifica e libera os poderes existentes dentro das pessoas.

Mas, afinal, o que é sinergia? Em uma resposta simples, significa que o todo é maior do que a soma das partes. Ou seja, a relação estabelecida entre as partes é, em si, também uma parte; não apenas é uma parte, mas, sim, a parte mais poderosa, mais unificadora e mais excitante.

O processo criativo é a parte mais terrível, porque você não sabe o que vai acontecer ou aonde chegará. Não sabe quais os perigos e desafios que encontrará pela frente. Para se ter espírito de aventura, de descoberta e criatividade, é preciso contar com um bocado de segurança interna. Sem dúvida, você precisará deixar o conforto de sua casa e enfrentar a imensidão do desconhecido, totalmente novo, para tornar-se um pioneiro, um descobridor. Abrir novas possibilidades, novos territórios, novos continentes, para que os outros possam segui-lo.

A sinergia está em toda parte, na natureza. Se você colocar duas plantas lado a lado, as raízes se misturam e melhoram a qualidade do solo, de modo que as duas plantas crescem melhor do que se estivessem separavas. Se você coloca duas pessoas de madeira juntas, elas agüentarão muito mais do que o peso suportado por cada uma individualmente. Enfim, o todo é maior do que a soma das partes. Nesse caso, um mais um é igual a três.

O desafio disso tudo está em aplicar os princípios de cooperação criativa, aprendidos na natureza, em nossas relações sociais; e a vida familiar nos fornece muitas oportunidades para observar e praticar a sinergia. A essência da sinergia é valorizar as diferenças – respeitá-las. Investir nos pontos fortes e compensar as fraquezas.

Stephen R. Covey, em "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes")

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

DIMENSÕES DO GANHA/GANHA...


Pensar em ganha/ganha é o hábito da liderança interpessoal. No relacionamento com os outros, esse hábito envolve o exercício de cada um dos diversos dons humanos – autoconsciência, imaginação, consciência e vontade independente. Implica em aprendizado mútuo, influência mútua e benefícios mútuos. Para criar esses benefícios mútuos, exige-se muita coragem, particularmente se estamos interagindo com pessoas profundamente afetadas pelo ganha/perde.

É por isso que esse hábito inclui princípios da liderança interpessoal. A liderança interpessoal eficaz exige visão, iniciativa, segurança, orientação, sabedoria e poder.

O princípio ganha/ganha é fundamental para o sucesso de todas as nossas interações e abrange 5 dimensões interdependentes da vida. Ela começa pelo caráter, passando para os relacionamentos, dos quais derivam os acordos. Estes se alimentam de um meio onde a estrutura e os sistemas se baseiam em ganha/ganha.

O caráter é a base do ganha/ganha; todo o resto se apóia nessa base. E há três traços essenciais do caráter para o paradigma ganha/ganha:

- integridade: que é o valor que damos a nós mesmos, e através dos quais identificamos nossos valores, organizamos nossa vida e agimos a partir deles;

- maturidade: que é o equilíbrio entre a coragem e a consideração – se uma pessoa consegue expressar seus sentimentos e opiniões com coragem equilibrada pela consideração, sentimentos e opiniões dos outros, ela é madura;

- e o terceiro traço essencial de caráter para o ganha/ganha é a mentalidade de abundância – o paradigma que diz haver o bastante para todos. Ou seja, que tem a mentalidade de abundância tem também um senso profundo de valor e segurança pessoais. Seu paradigma indica que existe bastante para ser repartido entre todos. E esse tipo de atitude resulta em compartilhar prestígio, reconhecimento, lucros e a tomada de decisões. Ela abre portas para novas possibilidades, opções e alternativas, além de liberar a criatividade.

Stephen R. Covey, em "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes"

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

URGENTE E IMPORTANTE...


Os dois fatores que definem uma atividade são: o urgente e o importante. Urgente significa que a atividade exige nossa atenção imediata – é "agora". As coisas urgentes se impõem a nós. Um telefone que toca é urgente. A maioria das pessoas não consegue admitir a hipótese de simplesmente, deixar o telefone tocando.

Assuntos urgentes normalmente são óbvios. Eles nos pressionam, insistem para que alguma providência seja tomada; aparecem na nossa frente sem a menor cerimônia; com freqüência são agradáveis, fáceis e até divertidos de resolver, mas, com a mesma freqüência, não são nada importantes.

A importância, por outro lado, tem a ver com resultados. Se algo é importante, contribui para nossa missão, nossos valores e metas prioritárias. Nós reagimos à questões urgentes. Já as questões importantes – que não são tão urgentes – exigem mais iniciativa, mais pró-atividade. Precisamos agir para aproveitar as oportunidades, para fazer com que as coisas aconteçam. Mas, se não temos a idéia clara do que é importante, dos resultados que pretendemos para nossas vidas, caímos com facilidade na mera reação ao que é urgente, deixando de lado o que realmente é importante.

Stephen R. Covey

terça-feira, 19 de outubro de 2010

COMECE COM O OBJETIVO EM MENTE...


Começar com o objetivo em mente significa começar tendo uma compreensão clara do destino. Significa saber para onde você está seguindo, de modo a compreender melhor onde você está agora para depois dar o passo na direção correta... Começar com o objetivo em mente se baseia no princípio de que todas as coisas são criadas duas vezes.

Há a criação mental, ou inicial, e a criação física, ou segunda criação. E isso vale para tudo. Para ter noção do que estamos falando, pegue como exemplo a construção de uma casa. Antes de martelar o primeiro prego, você cria, detalhe por detalhe o que quer. Tenta ter uma noção bem clara do tipo de residência que deseja... Depois, transforma isso tudo em planta e começa a planejar a construção – tudo isso você faz antes de tocar o solo. Caso contrário, na segunda criação – a criação física – você vai gastar uma fortuna para fazer as modificações necessárias.

Aqui, vale a regra do carpinteiro, que é: medir duas vezes, cortar uma... E isso vale para tudo... Você não imagina como é incrivelmente fácil ser pego pela ilusão da atividade. Na correria da vida, é muito comum ver profissionais trabalhando cada vez mais para subir a escada do sucesso só para descobrir que esta escada estava apoiada na parede errada.

Com freqüência, as pessoas conquistam vitórias que se mostram vazias, sucessos que chegam com o sacrifício de coisas que, repentinamente, elas descobrem ser muito mais valiosas. Gente de todos os ramos freqüentemente batalham para aumentar sua renda, conseguir reconhecimento ou capacidade profissional e, no fim, descobrem que, na ânsia de atingir a meta estabelecida, deixaram de ver as coisas que realmente importavam e que foram deixadas no meio do caminho. Por isso, se a escada não estiver apoiada na parede certa, cada passo dado nos levará mais depressa para o lugar errado.

Talvez a fama, reconhecimento, dinheiro e algumas coisas pelas quais lutamos tanto nem sequer façam parte da parede concreta... Podemos viver correndo, ser até muito eficientes, mas só seremos verdadeiramente eficazes quando tivermos o objetivo em mente.

Stephen R. Covey, no livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ADQUIRINDO O HÁBITO...


Hábitos são coisas que fazemos repetidamente. Contudo, na maior parte do tempo, não estamos cientes de que os temos. Eles funcionam no piloto automático. Alguns hábitos são bons, como fazer exercício regularmente, planejar com antecedência e mostrar respeito pelos outros. Há alguns que não fazem diferença, como tomar banho de noite, tomar iogurte com garfo, ler revista de trás para a frente. Mas há os hábitos ruins, por exemplo, pensar negativamente, sentir-se inferior e culpar os outros.

Dependendo de quais forem, os hábitos podem tanto nos moldar quanto nos arruinar. Nós nos tornamos o que fazemos repetidamente. Mas, por sorte, você é mais forte do que seus hábitos. Assim sendo, é possível mudá-los. Experimente, por exemplo, cruzar os braços sobre o peito. Agora cruze-os ao contrário. O que lhe parece? Bem esquisito, não? Mas se você cruzá-los sempre ao contrário durante trinta dias seguidos, não irá mais estranhar. Na verdade, nem terá de pensar a respeito disso. Terá adquirido o hábito.

Isso vale para tudo. A qualquer momento, é possível se olhar no espelho e dizer: “Ei, não gosto disso em mim”, essa é a deixa para trocar um velho hábito ruim por um novo melhor. Nem sempre é fácil, mas sempre é possível.

Criar novos hábitos pode ajudá-lo a assumir o controle de sua vida, melhorar o relacionamento com amigos, tomar decisões sábias, superar vícios, definir valores - e o que é mais importante - fazer mais em menos tempo, aumentar sua autoconfiança e ser feliz!

Sean Covey, em "Os Sete Hábitos dos Adolescentes Altamente Eficazes"

PLANO DE VÔO


Boas famílias - até mesmo as melhores - ficam fora da rota 90 por cento do tempo! O segredo é que elas têm um senso de destinação. Conhecem a "trilha". E estão sempre corrigindo o curso, de novo e de novo.

É como o vôo de um avião. Antes da decolagem, os pilotos examinam o plano do vôo. Por isso, sabem exatamente aonde vão e iniciam os procedimentos em conformidade com esse plano. Contudo, durante a viagem, o vento, a chuva, a turbulência, o tráfego aéreo, erros humanos e outros fatores interferem no plano, impulsionando ligeiramente a aeronave em direções diferentes, de modo que na maior parte do tempo o avião fica fora da rota de vôo prescrita! Ao longo de toda a jornada, ocorrem pequenos desvios em relação ao plano de vôo. Condições climáticas adversas ou um tráfego aéreo especialmente pesado causam desvios maiores. Se não acontecer nada muito grave, o avião chegará ao seu destino.

Mas como isso é possível? Durante o vôo, os pilotos recebem constantes feedbacks. São comunicações dos instrumentos sobre o meio ambiente, informações das torres de controle, de outras aeronaves e às vezes até das estrelas. E, com base nesses feedbacks, fazem os ajustes necessários para, de tempos em tempos retornar, ao plano de vôo.

A esperança não jaz nos desvios, mas na visão, no plano e na habilidade de corrigir o curso.

O vôo desse avião constitui a metáfora ideal para a vida familiar. Não faz nenhuma diferença se a nossa família saiu da rota ou mesmo está enredada em problemas. A esperança se encontra na visão, no plano e na coragem de continuar corrigindo o curso de novo e de novo.

O segredo é ter uma destinação, um plano de vôo e uma bússola.

extraído do livro "Os 7 hábitos das famílias muito eficazes", de Stephen R. Covey

terça-feira, 14 de julho de 2009

OUVIR COM EMPATIA...


A maior parte das pessoas não consegue escutar com a intenção de compreender; elas ouvem com a intenção de retrucar.
Estão sempre falando ou se preparando para falar; filtram tudo através de seus próprios paradigmas e lêem sua autobiografia na vida das outras pessoas.
São pessoas que quando ouvem algum relato dizem prontamente:
“Ah! Sei exatamente como você se sente! Já passei por isso também.
Vou contar o que aconteceu comigo...”.

Já a escuta empática é a escuta com a finalidade de compreender.
Ou seja, primeiro compreender, realmente compreender.
A empatia não é igual à solidariedade.
Não significa concordar incondicionalmente com alguém, mas compreender alguém profundamente, tanto no plano emocional
quanto no intelectual.
A escuta empática significa muito mais do que registrar, repetir ou mesmo entender as palavras que estão sendo ditas; significa ouvir também com os olhos e o coração.
Você ouve procurando entender o significado, o sentimento; ouve para compreender.
Quando você ouve com empatia, você compreende o que acontece; depois você pode se concentrar na solução do problema ou nos conselhos que tem a dar.
É difícil procurar primeiro compreender, diagnosticar, antes de receitar uma solução.
É muito mais simples oferecer logo uma solução que vem servindo a você há tanto tempo, sem se preocupar se ela serve ou não à outra pessoa.
Portanto, por mais difícil que seja, procure primeiro compreender antes de aconselhar.
Esse é um princípio correta que se manifesta em muitas áreas da vida.
É a marca registrada de todos os profissionais de verdade.

(texto de Stephen R. Covey no livro “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes”)