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sexta-feira, 11 de março de 2011

CRIATIVIDADE...

Afinal o que é criatividade? Para alguns, esse conceito está restrito à criação artística, subentendendo que somente as pessoas que se dedicam a alguma forma de arte, ou artesanato, podem ser chamadas de criativas. Numa abordagem mais ampla podemos afirmar que criativa é qualquer pessoa que rompe com padrões predefinidos e cria novos modelos de comportamentos, nos quais o que prevalece é sua própria individualidade.

Criativa é toda pessoa capaz de escrever seu próprio roteiro de vida com imaginação, fugindo dos padrões e buscando suas próprias características genéticas, que são sempre especiais. A busca de suas características pessoais, a busca de sua verdade, é a verdadeira criatividade.

Ser criativo é desenvolver potencialidades contidas no seu código genético, é desenvolver as suas potencialidades, crescer ao longo de sua vida, ativo, na busca do seu centro, de sua verdade, de seu eu. Criativos são aqueles capazes de sonhar e materializar os seus sonhos, livrando-se dos sonhos dos outros – ou, se for o caso, admirá-los e usá-los como visão inspiradora. Criativas são pessoas capazes de transformar seus sonhos em metas, planos, programas de vida e linhas de ação – porque, afinal, sonhar não é o bastante.

Lúcia de Bidart, no livro "Marketing Pessoal"

quinta-feira, 10 de março de 2011

A MARCA...

Quando eu era criança, bem novinha, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança. Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala. Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado, enquanto minha mãe falava com alguém.
Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era "Uma informação, por favor" e não havia nada que ela não soubesse. "Uma informação, por favor" poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa.
Minha primeira experiência pessoal com esse gênio na garrafa veio num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo.
A dor era terrível, mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia.
Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido até que pensei:
- o telefone!
Rapidamente, fui até o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente à cômoda da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Alguém atendeu e eu disse:
- "Uma informação, por favor".
Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido.
- "Informações.“
- “Eu machuquei meu dedo...", disse, e as lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência. "A sua mãe não está em casa?” - ela perguntou.
- "Não tem ninguém aqui...", - eu soluçava. "Está sangrando?"
- "Não” – respondi - "Eu machuquei o dedo com o martelo, mas tá doendo..."
- "Você consegue abrir o congelador?” - ela perguntou. Eu respondi que sim.
- "Então, pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo” - disse a voz.
Depois daquele dia, eu ligava para "Uma informação, por favor" por qualquer motivo.
Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou onde ficava a Filadélfia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas.
Então, um dia, Petey, meu canário, morreu. Eu liguei para "Uma informação, por favor" e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Mas eu estava inconsolável.
Eu perguntava: "Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?“. Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente: "Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também...“. De alguma maneira, depois disso, eu me senti melhor.
No outro dia, lá estava eu de novo. "Informações.", disse a voz já tão familiar. "Você sabe como se escreve 'exceção'?"
Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacífico.
Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para Boston. Eu sentia muita falta da minha amiga. "Uma informação, por favor" pertencia aquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho, que ficava na nova cômoda na nova sala.
Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saiam da minha memória. Frequentemente, em momentos de dúvida ou de perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo.
Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil, ao perder tempo atendendo as ligações de um menininho.
Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião fez uma escala em Seattle. Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois vôos. Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos.
Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o número da operadora daquela minha cidade natal e pedi:
- "Uma informação, por favor."
Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo: "Informações." Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando: "Você sabe como se escreve 'exceção'?" Houve uma longa pausa.
Então, veio uma resposta suave: "Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul." Eu ri. "Então, é você mesma!” - eu disse. "Você não imagina como era importante para mim naquele tempo”.
- "Eu imagino.” - ela disse. "E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações. Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse."
Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la, quando fosse encontrar a minha irmã.
- "É claro!” - ela respondeu - "Venha até aqui e chame a Sally.“
Três meses depois eu fui a Seattle visitar minha irmã. Quando liguei, uma voz diferente respondeu: "Informações”. Eu pedi para chamar a Sally.
- "Você é amigo dela?” - a voz perguntou.
- "Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul."
- "Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio período porque estava doente. Infelizmente, ela morreu há cinco semanas.“
Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou:
- "Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul?”
- "Sim.“
- "A Sally deixou uma mensagem para você. Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse. Eu vou ler pra você."
A mensagem dizia: "Diga a ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também. Ele vai entender."
Eu agradeci e desliguei.
Eu entendi...

NUNCA SUBESTIME A "MARCA" QUE VOCÊ DEIXA NAS PESSOAS.

ME ENCANTE...

Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu possa me dar.
Me encante nos mínimos detalhes. Saiba me sorrir, aquele sorriso malicioso e gostoso, inocente e carente.
Me encante com suas mãos, gesticule quando for preciso, me toque, quero correr esse risco.
Me acarinhe se quiser, vou fingir que não entendo, que nem queria esse momento.
Me encante com seus olhos, me olhe profundo, mas só por um segundo, depois desvie o seu olhar, como se o meu olhar não tivesse conseguido te encantar, e então, volte a me fitar, tão profundamente, que eu fique perdida, sem saber o que falar...
Me encante com suas palavras, me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres, me conte segredos, sem medos, e depois me diga o quanto te encantei.
Me encante com serenidade, mas não se esqueça, também tem que ser com simplicidade, não pode haver maldade.
Me encante com uma certa calma, não tem pressa, tente entender a minha alma.
Me encante como você fez com a primeira namorada, sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.
Me encante na calada da madrugada, na luz do sol ou embaixo da chuva.
Me encante sem dizer nada ou até dizendo tudo, sorrindo ou chorando, triste ou alegre, mas me encante de verdade, com vontade que depois, eu te confesso que me apaixonei e prometo te encantar todos os dias do resto das nossas vidas!!!


Pablo Neruda

ENTENDI...

Entendi que para ter sol, não é preciso não ter nuvens...
Que para voar, não é preciso ter asas...
Que para sonhar, não é preciso dormir...
Que para querer, não há limites...

Entendi que para cantar, não precisa ser afinado...
Que para saber, nem sempre precisa perguntar...
Que para ter fé, não é preciso explicar...
Que para chorar, não é preciso doer...


Entendi que para dizer, não basta falar...
Que para sentir, basta um coração...
Que para beijar, pode ser com os olhos...
Que sorrir, pode começar de uma lágrima...

Entendi que, contra toda lógica, o tempo pode parar...
Que para sempre, pode ser dois segundos ou menos...
Que para agir, pensar pode travar...
Que para viver, não é preciso ter tempo...

Entendi que estar não é o mesmo que ser...
Que para conquistar, às vezes só depende da espera...
Que derrubar, pode ser construindo...
Que para chegar, correr pode atrapalhar...


Entendi que não preciso entender tudo...
Que para ser feliz, não preciso de bons motivos...
Que para fazer calar, não é preciso ter razão...
Que ter medo, pode ser com muita coragem...

Entendi que paradoxo tem outro lado ou não...
Que para ser maluco, não precisa ser da cabeça...
Que para ganhar, pode ser perdendo...
Que cobrar, pode ser a forma de perder tudo...

Entendi que perdoar todo dia é o mínimo para ser perdoado também...
Que para ser eu mesmo, preciso me colocar no lugar do outro...
Que para fazer um amigo, não é preciso ser um outro eu...
Que persistir, é o jeito de encontrar o caminho...

Entendi que a distância é um conceito nada matemático...
Que para se estar longe, pode ser de mãos dadas...
Que para ficar perto, só é preciso imaginar...
Que para amar, não precisa de mais nada...

Pablo Massolar

O CHUCHU...

Era só um Chuchu, meio apodrecido em uma das pontas, era candidato perfeito ao lixo. Mas, mesmo sem acreditar muito naquele Chuchu, uma pessoa abriu uma cova no chão e plantou-o desajeitadamente, sem esperar nada em troca.
Deixou ali e esqueceu-se do pobre...

Algum tempo depois, desafiando a sua própria condição, o Chuchu faz sair das entranhas da terra, o seu primeiro caule que logo busca algo para sustentar a sua escalada. Livre, abençoado pelos raios de sol, acariciado pelo vento e saciado pelas gotas do orvalho, ele cresce um pouco mais forte a cada dia.

Um belo dia, aquele homem que plantou o Chuchu, vê alguns pequenos frutos pendurados na bela rama verde que cerca o muro, e pouco tempo depois, o pé carregado de belos chuchus, serve de refeição para a sua família e de muitos vizinhos que impressionados pela beleza daquela plantação se aproximam e pedem alguns.

É assim, que de um simples chuchu que ninguém dava nada, um monte de gente se alimenta dos seus frutos. Bastou uma pessoa acreditar, uma única pessoa fazer um gesto positivo, depositando um pouco de confiança naquele chuchu e ele, usando toda a carga genética que havia dentro dele, utilizando-se da força que a terra, á água, o sol e todos os elementos disponíveis naquele ambiente, transformou-se de quase morto em alimento vivo, que produz, dá frutos e gera nova vida.

Assim é você!
Pode ser que hoje, você esteja se sentindo um "Chuchu velho", semi-apodrecido, abandonado e sem valor, ou ainda, acreditando que jamais produzirá bons frutos, pois lhe falta oportunidades, que lhe falta uma pessoa que acredite em você...


Pois eu lhe digo, Deus acredita em você, e lhe dá todos os dias, um pedacinho de terra fértil, para que você desenvolva o seu poder, esse poder que já está ai dentro, armazenado em sua alma, que os "biólogos geneticistas" chamam de herança genética, e que os anjos chamam de "lembrança divina", brote, dê frutos e espalhe suas sementes pelo mundo, vencendo obstáculos.

Não desista de nenhum dos seus sonhos sem antes tentar exaustivamente realizá-los de maneira satisfatória. Você tem um voto de confiança Divino que através da Vida, coloca a sua disposição, a terra, o ar, a água, o fogo, o vento, a natureza como um todo para que você possa progredir.


Trabalhe, esforce-se, faça como o Chuchu que se agarra até no improvável concreto, usando de uma força descomunal para fazer com que os seus frutos brotem saudáveis e tão desejados.


Ah! e se você não gosta de Chuchu, não se preocupe, o mundo também é assim com as pessoas, não existe unanimidade entre os povos, nem Jesus agradou a todos, imagine o Chuchu, quer dizer, você. O importante é realizar a sua tarefa com a certeza de que está fazendo o seu melhor, na certeza de que você não desistiu na primeira chuva forte, nem desanimou diante dos conselhos medíocres de quem só tem inveja de você.


Seja então como o Chuchu que com um voto de confiança cresce, frutifica e alimenta muitos, ainda que com tão pouco. Se lhe faltava um voto de confiança, se lhe faltava um crédito de vitória, eis que Deus lhe envia hoje esta singela mensagem, dizendo bem no "no pé do seu ouvido", só para você escutar:
- Eu te amo e sei que podes vencer!

Paulo Roberto Gaefke

SAIBA VIVER...

Viver é inventar o seu dia.
É desconhecer a arrogância.
Exalar pura energia.
Fazer poemas de amor.
Devolver sorrisos.
Acreditar que o bem vence o mal, sempre.
Enfeitar o coração com cores.
Conquistar amigos e ser sempre leal e fiel.
Transformar dor em alegria.
Ser amor de coração.
Inspirar justiça.
Viver é correr atrás dos sonhos, da inspiração, dos projetos.
Buscar entendimento das coisas.
Ser sempre da paz.
Agradecer às dádivas recebidas.
Buscar o que te faz bem e aos outros também.
Amar! Pintar o mundo com as cores que te der na telha.
Estar sempre jovem.
Viver é ser sempre verdadeiro.
É constantemente redescobrir as coisas belas da vida lembrando que o sorriso é o idioma universal.
Ouvir músicas que acalmem a alma.
Desacelerar e aproveitar o tempo, cada pequeno momento de prazer.
Lembre-se: o final não existe.
Tudo é um eterno recomeço.
Viver é, simplesmente, ver a vida com o coração.

VOCÊ ESTÁ NO LEME...

Quando vemos, em alto mar, uma embarcação navegando ao sabor do vento, o que nos vem à mente?
Por suposição, diremos que é um barco à deriva, sem mãos fortes para conduzir o leme.
Todavia, quando o timoneiro assume o seu posto, a embarcação segue o rumo que ele definir.
Assim também acontece com a barca das nossas existências.


Se deixamos que os ventos e tempestades definam os rumos que deveremos seguir, fatalmente teremos surpresas desagradáveis pela frente.
Se, ao contrário, seguramos o leme e conduzimos a barca guiando-nos pela bússola da razão e dos sentimentos nobres, certamente chegaremos a um porto seguro.


Há pessoas que navegam os mares da existência sem se preocuparem com a direção que tomam. São facilmente empurradas pelos ventos da cobiça, da ambição desmedida, dos prazeres enganadores, da vaidade sem limites.
E, quando sentem que perderam o rumo, se desesperam e se revoltam contra Deus e contra todos, tentando justificar a falta de cuidados e de previdência.


Há os que se dizem fracos para conduzir o leme e deixam que o barco adentre a neblina escura da depressão, da melancolia, do desespero e, por fim, mergulham nos abismos do suicídio.
Esses terão que emergir, mais cedo ou mais tarde, suportando as dores dos ferimentos graves, provocados pela queda infeliz e inconsequente.
Há, ainda, aqueles que querem chegar ao destino em primeiro lugar. Atropelam os demais navegadores, destróem suas barcas e não se importam com o que venha a acontecer com os demais.
Queimam o combustível da saúde, usam de má fé para conseguir a melhor posição, penhoram a dignidade por um lugar de destaque. Esses não vão muito longe sem graves prejuízos.


Mas, nesse grande mar da vida, há navegantes previdentes e sábios que seguem com cuidado e perseverança. O barco das suas existências jamais fica à deriva.
Resistem com bravura às tempestades mais ameaçadoras e não se deixam levar pelos ventos fortes do desespero.
Sabem que cada um deve conduzir sua embarcação e, ao mesmo tempo, ajudar aos demais navegantes para que todos cheguem bem ao destino.

Você está no leme.
Você, e somente você conduz a sua embarcação.
Seus atos lhe pertencem, seus vícios, suas virtudes...
O barco da sua vida seguirá pela rota que você traçar.
E jamais se esqueça de que a sua felicidade espera por você, em algum porto de luz que lhe foi destinado pelo grande timoneiro de todas as almas, que é o Criador do Universo.


Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.

FORMANDO CIDADÃOS CONSCIÊNTES...

O garoto de não mais de cinco anos entrava na igreja, puxado pela mãe. Percebia-se que ele estava contrariado. E demonstrando a razão da sua contrariedade, o ouvimos perguntar:


Se Deus me aceita como eu sou, então, me diga: por que eu precisei tomar banho para vir à igreja?


Pode-se levar a indagação à conta dessas coisas de criança. Ou podemos realizar uma profunda reflexão, a respeito dos nossos métodos de educação que, diga-se, insistimos em afirmar não dão os resultados excelentes que desejamos.


A criança pensa e faz perguntas inteligentes, coerentes. O que, de um modo geral, ocorre é que, sem argumentos na hora da indagação, respondemos de forma autoritária ou sem fundamento.
Isso, naturalmente, vai levar nosso pequeno a concluir que não temos razão, ou que somos tolos.


Quase sempre, quando a criança nos pergunta por que deve fazer alguma coisa, desejando nos vermos livres, de imediato, da questão, utilizamos a tradicional frase: Eu estou mandando. Ponto final.


Isso não educa, nem estimula nossa criança a voltar a indagar, em outras situações. É possível que, no futuro, ela se torne uma pessoa que simplesmente aguarda e obedece ordens.
Afinal, foi assim que a educamos na infância.


Melhor seria, embora nos exija investir um certo tempo, sempre explicar os porquês.
Por que deve tomar banho, escovar os dentes? - É uma questão de higiene, de saúde.
Por que deve guardar os brinquedos? - Para cooperar com a organização do lar, para não ter a desagradável possibilidade de alguém pisar em um deles e quebrá-lo, ou se machucar.
Por que deve dormir cedo? - Porque ele deve também se levantar cedo para ir para a creche, para a escola.


Mas, convenhamos, para isso, é preciso que, ao exigirmos ou pedirmos que algo seja feito, tenhamos a consciência do porquê assim procedemos.


Necessitamos de decisões conscientes, não mecânicas. Nem disposições como: Eu fui criado assim e tem que ser assim, o que não é resposta aceitável.
Se fui criado assim e deu certo para mim, então a indagação deve ser: por que deu certo?


Porque era a forma acertada de orientar, de disciplinar ou porque eu simplesmente me resignei, aceitei, sem maiores questionamentos?
Pensemos nisso e invistamos na educação dos nossos filhos, se os desejamos cidadãos conscientes, ativos.
Assim, eles irão à escola e não serão joguetes de ninguém.
Conquistarão seu espaço, estabelecerão os seus limites e exigirão o respeito dos demais. Porque isso eles aprenderam no lar.


Saberão perguntar, questionar, indagar, conscientes de que é o seu direito serem informados do porquê as coisas devam ocorrer dessa ou daquela maneira.
E saberão respeitar normas, diretrizes, disciplinados que os educamos.


Pensemos nisso e iniciemos o investimento de luz nesse patrimônio excelente que são as jóias celestes que o Pai nos confiou, para guarda, crescimento e progresso.


Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 9 de março de 2011

SITUAÇÕES...

Perguntado como enfrentar com sucesso uma grande tropa inimiga em condições de combater e preparada para marchar para a batalha, responda: “Começando por tomar uma coisa que o inimigo conserve com interesse; então ele ficará sujeito à sua vontade”?

A rapidez é a essência da guerra. Tire partido da falta de preparação do inimigo, marche por caminhos onde não é esperado e ataque pontos desprotegidos. São os seguintes os princípios a serem observados por uma força invasora: quanto mais profundamente penetrar num país, maior deverá ser a solidariedade entre os soldados e, dessa forma, os defensores não levarão a melhor.

Faça pilhagens em território fértil para suprir seu exército de alimentos. Examine cuidadosamente o bem-estar de seus homens e não os sobrecarregue. Concentre sua energia e armazene suas forças. E mantenha seu exército sempre em movimento e delineie planos insondáveis.

O tático habilidoso pode ser comparado a uma cobra encontrada nas Montanhas Ch’ang: atingida na cabeça, reage com o rabo; atacada no rabo, responde com a cabeça; agredida no meio, ataca com a cabeça e o rabo.

trecho de "A Arte da Guerra", de Sun Tzu

terça-feira, 8 de março de 2011

ACERTE O ALVO...

Há pessoas que parecem estar sempre perdidas num nevoeiro de confusão. Vão para um lado, depois para o outro. Tentam uma coisa, então mudam para outra. Andam por um caminho e, de repente, voltam em direção contrária. O problema delas é simples: não sabem o que querem. Você não pode atingir um alvo se não souber qual é. O que é preciso fazer é sonhar. Acomode-se num lugar onde se sinta confortável e planeje passar uma hora aprendendo o que espera ser, fazer, compartilhar, ver e criar. Essa poderá ser a hora de decidir metas e determinar efeitos. Nesse período você fará um mapa das estradas que quer percorrer na vida; planejará para onde quer ir e como espera chegar lá. Pra começar, não ponha qualquer limite no que é possível. Metas limitadas criam vidas limitadas. Portanto, ao determinar suas metas vá o mais longe que quiser. Você precisa decidir o que quer, porque essa é a única maneira possível de consegui-lo. Siga alguns passos para formular seus objetivos:

- exprima seu desejo em termos positivos; diga o que deseja que aconteça;


- seja o mais específico possível; use todos os sentidos para descrever os resultados que quer;


- esteja no controle; seu objetivo deve ser iniciado e mantido por você; não deve depender de mudanças de outras pessoas para que você seja feliz.


Todos nós temos algumas idéias das coisas que queremos. Mas, algumas são vagas – mais amor, mais dinheiro, mais tempo para aproveitar a vida. No entanto, para dar força aos nossos biocomputadores para que criem um resultado, é preciso tornar nossos sonhos mais específicos... Lembre-se: o cérebro precisa de sinais nítidos e diretos do que quer realizar. Sua mente tem o poder de lhe dar tudo que queira, mas só pode fazê-lo se estiver recebendo sinais nítidos, brilhantes, intensos e focados.

Anthony Robbins, em "Poder sem limites"

segunda-feira, 7 de março de 2011

SUCESSO SEMPRE...

O sucesso da nossa vida e do nosso futuro depende da nossa motivação e determinação, ou confiança em nós mesmos. Através de experiências difíceis, a vida às vezes ganha maior significado.

Se você observar pessoas que, desde o início da vida tiveram tudo, vai perceber como elas perdem a esperança ou se irritam rapidamente quando deparam com pequenas adversidades. Outras, que passaram por dificuldades, têm uma reação diferente porque desenvolveram atitudes mentais mais fortes.


Uma pessoa que passou por experiência de privações consegue enfrentar problemas com mais firmeza do que quem nunca passou por sofrimento. Portanto, visto por esse ângulo, um pouco de sofrimento pode ser uma boa lição para a vida.


Dalai-Lama, em "O Livro da Sabedoria"

domingo, 6 de março de 2011

CONHECIMENTO E RIQUEZA...

Num reino distante, certo dia um jovem que entrou na floresta, disse a seu mestre espiritual: "Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância?"

O mestre respondeu: "Existem dias deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é." E, com um sorriso, prosseguiu: "Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra é a deusa da Riqueza."

"Mas, por que devo dar mais atenção a uma delas?", quis saber o jovem.

"Porque quando você dá mais atenção à deusa do Conhecimento, a deusa da Riqueza – extremamente enciumada – faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você busca o Conhecimento, mais a Riqueza quer se entregar a você. Ela o seguirá para onde você for e jamais o abandonará; assim a riqueza que você deseja será sua para sempre".

Existe poder no conhecimento, no desejo e no espírito, e esse poder que habita em você é a chave para a criação da prosperidade.

Deepak Chopra, em "Criando Prosperidade"

sábado, 5 de março de 2011

ENTUSIASMO...

A palavra entusiasmo vem do grego, EN+THEOS, que significa “capacitados por Deus”; ela foi inventada para descrever o desempenho considerado sobre-humano dos atletas da antiga Grécia. O dicionário define entusiasmo como “vigor ou veemência com que se fala e escreve; inspiração; admiração”.

Entusiasmo é a determinação de buscar cumprir as altivas e grandiosas promessas que você fez para si mesmo e para as pessoas que lhe são queridas. Entusiasmo é um profundo impulso interior que aparece quando se quer realizar um trabalho ou alcançar uma meta.


O verdadeiro entusiasta concentra todas as suas energias em conseguir dar conta do recado no trabalho que se dispôs a fazer. Acreditar no que deve fazer e ser perseverante e criativo são características básicas dos entusiastas.


O entusiasmo nasce dentro de você, exatamente no momento em que você acredita e diz para si mesmo “eu posso fazer”. Quando isso acontece, você se torna um dínamo de força. Montanhas se desmancham na sua frente; os problemas servem para redobrar seus esforços, e os céticos conseguem apenas despertar ainda mais sua determinação. Você descobre dentro de si forças que não sabia que existiam e, em pouco tempo, percebe que pode fazer coisas que nunca tinha ousado antes.


Conseguir entusiasmo é um pouco como aprender a respirar: ninguém consegue lhe dizer exatamente como fazê-lo. Ninguém, exceto você mesmo, é capaz de descobrir quais objetivos ou metas podem fazer brotar o seu entusiasmo.


trecho de "Exploda a Crise", de Narciso L. M. Machado

sexta-feira, 4 de março de 2011

PARA TUDO E PARA TODOS...

Para o amor que não deu certo, uma nova chama cheia de possibilidades.
Para o emprego que anda tão cheio de problemas, uma nova visão sobre o mesmo assunto, motivação.
Para a escola com aulas arrastadas e chatas, mais envolvimento, ofereça a sua sugestão.
Para o amigo que se distanciou, uma visita fraterna, uma maior atenção.
Para o parente problemático, aquele que sempre causa aflição, um pouco mais de cuidado, a sua doação.
Para o velho vício que parece não ter fim, uma nova atitude, determinação.
Para a doença que vai e volta, uma mudança de ares, atitudes e alimentação.
Para o velho homem, para a velha dor, a palavra do Cristo, o Salvador.
Para a velha vida, a alegria da criança, para todos os sonhos, uma nova esperança.

Para todo rancor, toda revolta, todo ódio, o perdão, seguido do abraço reconciliador, e para tudo mais que não faz sentido, use a força do Amor.


Paulo Roberto Gaefke

TRABALHO NÃO MATA, O QUE MATA É A RAIVA...

Achei brilhante essa frase dita pelo Dr. Roberto Kalil que participa do Programa Bem Estar da Globo, segundo ele quem disse isso é o Dr. Adib Jatene.
Ele citou essa frase depois de questionado se o estresse por causa do trabalho pode ocasionar a pressão alta.
A palavra “trabalho” vem do latim tripalium que era um instrumento de tortura sustentado por três estacas. Se pensarmos no sentido etimológico da palavra, quer dizer que trabalhar significa ser torturado, sofrer. Se considerarmos isso, podemos afirmar que o trabalho “pode” matar, mas só “se” você quiser e deixar.
Não discorrerei aqui sobre o aspecto médico que não é minha especialidade, mas utilizarei isso para falar sobre o que vejo acontecendo nas empresas.
Em todos os treinamentos, encontro funcionários descontentes (quase todos) com as horas excessivas de trabalho, cobranças dos chefes, pressão para atingir resultados, acúmulo de trabalho (poucos funcionários para muitas atividades).
Ao conversar com eles durante os coffee-breeaks ou almoços, questiono se já conversaram com seus superiores, negociaram com seus pares, delegaram atividades para outras pessoas e muitos respondem: “Não adianta… nada muda… nem perco meu tempo…”.
E com isso, vão guardando o sentimento de raiva que vai corroendo pouco a pouco sua autoestima, sua percepção da realidade, a busca pelos seus sonhos.
Mas será que essa raiva é sentida pelos outros ou é por si próprio, por não conseguir agir e tomar uma decisão?
É comum, terceirizarmos responsabilidades (o fulano deixou de fazer, o sicrano é assim), mas o quanto somos capazes de assumir as nossas incompetências, erros e impossibilidades?
O trabalho por si só não mata, mas a angústia, a raiva, a frustração fará com que você se desequilibre emocionalmente. Por exemplo, se você começa a ter insônia, provavelmente tudo o deixará irritado, começará a discutir com as pessoas, perderá a fome e consequentemente, começarão problemas físicos: enxaquecas, gastrites, pressão arterial elevada etc.
Se o chefe ou um colega de trabalho te deixa “raivoso”, questione sobre o que você pode mudar nessa situação. Conversar com ele de forma franca? Mudar seu comportamento? Buscar uma oportunidade em outra área ou outra empresa?
Mudar os outros, não conseguiremos; mas, construir e seguir o nosso caminho está apenas nas nossas mãos!


http://valerianakamura.wordpress.com/

UM POUCO DE SARAMAGO...

- Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.
- Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.
- Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais.
- Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro.
- Dirão, em som, as coisas que, calados, no silêncio dos olhos confessamos?
- Para temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo.
- Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.
- De que adianta falar de motivos, às vezes basta um só, às vezes nem juntando todos.
- O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas.
- Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.
- Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.
- O espelho e os sonhos são coisas semelhantes, é como a imagem do homem diante de si próprio.
- Cada dia traz sua alegria e sua pena, e também sua lição proveitosa.
- Sempre chega a hora em que descobrimos que sabíamos muito mais do que antes julgávamos.
- Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória.
- Os lugares-comuns, as frases feitas, os bordões, os narizes-de-cera, as sentenças de almanaque, os rifões e provérbios, tudo pode aparecer como novidade, a questão está só em saber manejar adequadamente as palavras que estejam antes e depois.
- O talento ou acaso não escolhem, para manifestar-se, nem dias nem lugares.
- Quem acredita levianamente tem um coração leviano.
- Há ocasiões que é mil vezes preferível fazer de menos que fazer de mais, entrega-se o assunto ao governo da sensibilidade, ela, melhor que a inteligência racional, saberá proceder segundo o que mais convenha à perfeição dos instantes seguintes.
- Costuma-se dizer que as paredes têm ouvidos, imagine-se o tamanho que terão as orelhas das estrelas.
- A única maneira de liquidar o dragão é cortar-lhe a cabeça, aparar-lhe as unhas não serve de nada.
- Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.
- O homem deixou de respeitar a si mesmo quando perdeu o respeito por seu semelhante.
- (...) as velhas fotografias enganam muito, dão-nos a ilusão de que estamos vivos nelas, e não é certo, a pessoa para quem estamos a olhar já não existe, e ela, se pudesse ver-nos, não se reconheceria em nós.
- Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos e sem responsabilidade, talvez não devamos existir.
- Todos somos escritores. Só que alguns escrevem, outros não.
- O único progresso verdadeiro é o progresso moral. O resto é simplesmente ter mais ou menos bens.
- No interior da grande cidade de todos está a cidade pequena em que realmente vivemos.
- Mesmo que a rota da minha vida me conduz a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo.


José Saramago

FLORESÇA ONDE DEUS TE COLOCOU...

Deus, Pai benevolente, sabe de cada um de nós, filhos ainda rebeldes.
Ele nos coloca onde deveríamos estar, para que nosso brilho, nosso encanto, floresçam, como se fôssemos exuberantes flores, no jardim da vida, espargindo suave perfume, colorindo com belas nuances, este lugar, onde Deus nos colocou.
Ele sabe onde somos necessários. Sabe também, o quanto temos para ofertar e fazer do lugar onde nos colocou, um lugar de paz de amor, de entendimentos e união.
Se não te sorrirem, sorri assim mesmo... Se não te falarem, deseja um abençoado dia, assim mesmo...
Se o silêncio se fizer barulhento pelos sentimentos que se agitam dentro do peito, pára, ora, medita. Este, talvez, seja o momento em que Deus queira te falar.
Floresça onde Deus te colocou... enfeita com tuas cores todos os momentos... encanta os que se achegarem, com teu perfume de amor.
A ternura de tua voz será para os aflitos, a melodia do Universo, o hino em louvor ao Pai, o remédio para uma alma entristecida.
Nunca te esqueças: é preciso fincar raízes profundas no solo onde Deus te colocou, para que venças a tempestade apenas te curvando, maleável, ao sabor dos ventos, não te deixando cair por terra!
Firma teus passos, estende tuas mãos. Muitos precisarão do teu acalento, do teu exemplo, da tua coragem, do teu amor e amizade!
Floresça onde Deus te colocou!!!

Thais S. Francisco

UM DIA EU VOU...

Você alguma vez se pegou dizendo: “Um dia vou escrever um livro... ou viajar pelo mundo, compor uma sinfonia...”, ou qualquer outra coisa do gênero? Não foi só você que fez isso.

Quase todos nós fantasiamos sobre algo que gostaríamos de fazer um dia. Uns gostariam apenas de ter mais tempo para dedicar à família ou aos amigos; outros de trabalhar em algo diferente, ou desenvolver um hobby, um talento. Seja como for que você complete a frase – “um dia eu vou...”- saiba que os sonhos e sentimentos a respeito do que gostaria de fazer são pistas importantes para a identificação do que realmente é mais importante para você.


E se é importante, comece desde já... Lembre-se, a cada manhã, quando o despertador toca, você tem uma nova oportunidade de fazer o que quer com as horas à sua frente. Diariamente você recebe uma lousa nova, sem nada escrito. Você pode ter 10, 20, 30, 50 anos de vida pela frente; e como você vai usar esse tempo?


O que você vai fazer com o resto da sua vida? Vai continuar a se enganar, achando que algum dia terá tempo para fazer alguma das coisas que realmente são importantes para você? Na verdade, isso nunca acontecerá, a menos que você decida que esse tempo é hoje.


A verdadeira realização na vida acontece quando respondemos com honestidade às seguintes perguntas:
- o que é mais importante para mim?,
- o que eu gostaria verdadeiramente de realizar?,
- que legado eu gostaria de deixar?

O desafio é descobrir o que queremos, o que gostaríamos de fazer e, então, começar a trabalhar diariamente para realizar nossos desejos. Não importa se temos, 20, 35, 50, 75 anos, ou mais. O que precisamos fazer é decidir quando vamos começar a trabalhar para conseguir o que queremos.


Hyrum W. Smith, em "O que mais importa"

quinta-feira, 3 de março de 2011

O MELHOR DE MIM...

Sofremos pelo que não temos, e muitas vezes, pelo que acreditamos que era nosso, e na verdade, nunca foi.
Sofremos, pela incerteza do amanhã que não nos pertence, mas que tentamos controlar.
Sofremos pelas amizades e afinidades que tentamos dominar, possuir sem medidas, e que se afastam de nós.
Sofremos pela doença que podemos ter, pela gripe que pode virar bronquite, e nos abatemos.
Sofremos pelo medo do imponderável, pelo que não podemos medir, pelo que não vemos, mas às vezes, podemos ouvir, e nos trancamos.
Sofremos pelas nossas faltas, e nos abatemos com as dificuldades que criamos, e estagnamos.
Por isso, as notas que não tiramos, as provas em que não passamos, os amores que não vivemos, o abraço que perdemos, os cadernos amarelados, os cheiros da infância, a velha chupeta guardada ou perdida, são doces lembranças, mas até nelas, sofremos.
Sofremos, porque não queremos nada simples, nem simplesmente viver, nem simplesmente amar.
Temos medo de nos entregarmos definitivamente ao amor, medo de sofrer uma dor maior, por isso, sofremos, até pelo que não sabemos.
E hoje, sabendo que o sofrer é uma antecipação da dor que nem sempre viveremos, vou procurar conquistar aquilo que realmente me cabe.


E, se a dor me visitar, vai me encontrar mais forte, porque tenho a exata medida de tudo o que já passei, e sou o fruto maduro dessa árvore chamada vida.


Paulo Roberto Gaefke

RIA TODOS OS DIAS...

Encontrar ocasiões para rir quando as coisas estão se quebrando ao seu redor não é sinal de cinismo ou de loucura. Ao contrário, o humor ressuscita o espírito na sombra da adversidade, prestando um serviço difícil de ser igualado. Para conseguir, distancie-se de pessoas rabugentas e mantenha-se em contato com aquelas que gostam de rir, até mesmo quando surge um problema.

Assista a filmes divertidos, leia livros engraçados, alugue fitas de comédia, assista a seus programas divertidos favoritos na televisão. Quanto mais você ri, mais fácil fica rir!


Se você se concentrar nas coisas divertidas da vida, o que você acha que ocupará a sua mente? Risada! esqueça os dias de condenação e simplesmente aproveite a vida!


Alan Houel e Christian Godefroy no livro "Como Lidar com Pessoas Difíceis"

quarta-feira, 2 de março de 2011

RESPEITE AS DIFERENÇAS...

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola.
Para isso reuniram-se e começaram escolher as disciplinas.

• O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo.
• O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental.
• E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.
• E assim foi feito. Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro.
• Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.
• O Coelho foi magnífico na corrida. Ninguém corria como ele.
• Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa, Coelho". Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas.
• O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
• O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

Conclusão:
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades.
Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.
Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final,
elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

CASAMENTO...

Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.
Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.
O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.
Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.
Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.
Não existe essa tal "estabilidade do casamento", nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.
Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

Stephen Kanitz é administrador por Harvard

UMA LIÇÃO DE EQUILIBRIO...

Eu acompanhava um amigo à banca de jornal. Meu amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, meu amigo sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando nós descíamos pela rua, perguntei:
- Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sempre sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos "próprios donos". Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros.
Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.

"Para saber quantos amigos você tem, dê uma festa."
"Para saber a qualidade deles, fique doente."

O CORAÇÃO E SAUDADE...

Não é difícil falar de saudade: doloroso é vivê-la.
Difícil é amá-la quando dilacera o coração e o deixa em pedaços.
Acho que encontrei uma explicação pela qual ela parece tão insuportável quando ficamos muito tempo longe das pessoas que amamos: como o coração é apenas do tamanho de uma mão fechada e a saudade, algo que cresce a cada dia, cada minuto que passa ela vai ocupando mais espaço e o coração se sentindo cada vez mais apertado.
Sem o outro ele se sente sem ar. Por isso essa sensação de se sentir sufocado e a impressão que o coração vai explodir dentro do peito. Por isso os olhos ardem e as palavras desmancham-se dentro de nós.
Mas a saudade é deliciosa!!!
É ela que nos mostra aqueles que contam realmente na nossa alma, os que escreveram para sempre seus nomes nas paredes do nosso coração e, aconteça o que acontecer, permanecerão lá, intactos.
É dela que não queremos nos desprender, a qual nos agarramos como uma tábua de salvação que nos conduzirá à outra margem, onde encontraremos aqueles que vencem as distâncias e os infinitos e continuam do nosso lado ignorando as barreiras do impossível e do invisível.
Sabemos que amamos quando a saudade bate à nossa porta e não encontramos forças para não deixá-la entrar. Nos entregamos.
A saudade é a doce arte de saber misturar o amor, a dor e a esperança. É a herança dos que abriram o coração para amar...


Letícia Thompson

A VIDA É CÍCLICA...

O mundo moderno nos convida à correria e, em função disso, não temos tempo de observar a natureza, nossa grande mestra. Quem olha o mar e percebe as marés, as ondas e os ventos pode verificar como tudo tem seu ciclo.


O dia e a noite, as estações do ano, o sol e a chuva, a vida e a morte. O ser humano, com sua sede de poder, procura imobilizar a vida e torná-la certinha, rígida como uma estátua. Mas a vida é dinâmica. Hoje você está bem, amanhã pode não estar...


A vida flui como as ondas do mar e, como um surfista, você precisa aprender a aproveitar suas subidas e descidas, mergulhar e retornar à tona, manter-se na superfície de acordo com o movimento da água.


Quando você resolve eliminar de sua vida o fluxo das ondas e permanecer apenas como observador passivo, você está anulando a sua força vital! Afinal, a vida é uma interminável aventura. E a sabedoria está em saber surfar nas ondas da vida.


Roberto Shinyashiki, em trecho extraído do livro "O Sucesso é Ser Feliz"