terça-feira, 26 de dezembro de 2017
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
terça-feira, 28 de novembro de 2017
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
GOSTO QUE ME DIGAM A VERDADE; EU DECIDO SE ELA DÓI OU NÃO.
Ninguém gosta de ouvir mentiras. Não
gostamos das mentiras piedosas, nem de que decidam por nós o que devemos saber
ou não. Se a verdade vai nos machucar, somos nós quem temos que decidir
isso.
Não há nada que nos rompa mais por dentro e que
nos revolva as vísceras tanto quanto que decidam por nós, que traiam nossa
confiança ou que nos assumam incapazes de tolerar e vivenciar certas
experiências.
Nenhum sentimento é inválido
Ao longo de nossa vida, sofremos e choramos por centenas de situações
causadas pelos outros. Entretanto, todos esses sentimentos e emoções nunca são
inúteis; pelo contrário, grande parte do nosso
aprendizado é mediado pela dor.
Do mesmo modo, sofrer nos faz
compreender e conhecer a nós mesmos, entender que somos fortes e que nada dura
para sempre. Dessa forma, conseguimos administrar nossas emoções.
Nossa vida é nossa. Devemos vivê-la como
quisermos e não como julgam os outros. Decidiríamos por alguém a quem ele ou dela deve
amar e de que maneira? Não, isso é uma loucura. É injusto tentar decidir
pelos outros.
O poder de dizer as coisas de frente
Dizer as coisas cara a cara é ser sincero, nada
mais e nada menos. As pessoas confundem isso com a falta de
educação, de tato ou de prudência.
Como a sinceridade é um termo que leva a confusões e cada um
tem sua própria versão do conto, vejamos algo mais sobre ela.
Ser sincero não quer dizer que devemos falar tudo o que nos vem à
cabeça, de forma brusca ou a qualquer momento. Ser
sincero com critério, empatia e ética não significa maquiar a realidade,
mas adequar sua comunicação ao momento e à pessoa.
A sinceridade faz com que encontremos companheiros, gente leal,
íntegra. Ou seja, boa gente. Como é óbvio, muitas vezes a intenção não é
ruim, mas devemos saber que ao não dizer a verdade,
estamos faltando ao respeito com a pessoa “afetada”.
Não podemos tomar decisões pelos outros porque
é assim que causaremos um verdadeiro dano. Um dano que é irreversível e que
quebra as leis de toda relação sólida e equilibrada.
De fato, mentindo para alguém privamos tal pessoa da
oportunidade de dirigir sua dor e aprender a lição que ela
tem que aprender. Por isso, é
algo tremendamente injusto e abusivo.
A sinceridade dói naquelas pessoas que vivem em um
mundo de mentira
A sinceridade nunca dói, o que dói são as
realidades. Ser sincero sempre é um grande gesto, apesar de tudo e de quem
for. Entretanto, pode acontecer de alguém preferir viver em um mundo de
fantasia, sem querer enxergar a realidade. Nesse caso, tudo é respeitável.
Entretanto, o mal de mentir ou de ocultar a
verdade é que a partir daí ficam em dúvida mil verdades que quebram a
confiança, a segurança e os sentimentos de amor mais potentes.
Em resumo, a verdade constrói e a mentira
destrói. Cada um de nós está capacitado para assumir a realidade do que nos
corresponde e, portanto, de resolver os possíveis danos que possamos
sofrer.
Não podemos viver esperando que a vida seja um caminho de rosas nem para
nós, nem para os outros. Assim, sempre que nos corresponda, deveríamos optar por sermos sinceros e não privar as pessoas da
oportunidade de crescer superando as adversidades ou
desconfortos de sua própria existência.
Lembremos que proteger alguém de um dano com a
possibilidade de causar outro ainda pior não faz sentido.
https://amenteemaravilhosa.com.br/gosto-que-me-digam-a-verdade
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
A VIDA É UMA DANÇA...
Quando uma porta se fecha, outra se abre; quando um caminho termina, outro começa… nada é estático no Universo, tudo se move sem parar e tudo se transforma sempre para melhor.
Habitue-se a pensar desta forma: tudo que chega é bom, tudo que parte também. É a dança da vida… dance-a da forma como ela se apresentar, sem apego ou resistência.
Não se apavore com as doenças… elas são despertadores, têm a missão de nos acordar. De outra forma permaneceríamos distraídos com as seduções do mundo material, esquecidos do que viemos fazer neste planeta. O universo nos mandou aqui para coisas mais importantes do que comer, dormir, pagar contas…
Viemos para realizar o Divino em nós. Toda inércia é um desserviço à obra divina. Há um mundo a ser transformado, seu papel é contribuir para deixá-lo melhor do que você o encontrou. Recursos para isso você tem, só falta a vontade de servir a Deus servindo aos homens.
Não diga que as pessoas são difíceis e que convivência entre seres humanos é impossível. Todos estão se esforçando para cumprir bem a missão que lhes foi confiada. Se você já anda mais firme, tenha paciência com os seus companheiros de jornada. Embora os caminhos sejam diferentes, estamos todos seguindo na mesma direção, em busca da mesma luz.
E sempre que a impaciência ameaçar a sua boa vontade com o caminhar de um semelhante, faça o exercício da compaixão. Ele vai ajudá-lo a perceber que na verdade ninguém está atrapalhando o seu caminho nem querendo lhe fazer nenhum mal, está apenas tentando ser feliz, assim como você.
Quando nos colocamos no lugar do outro, algo muito mágico acontece dentro de nós: o coração se abre, a generosidade se instala dentro dele e nasce a partir daí uma enorme compreensão acerca do propósito maior da existência, que é a prática do AMOR. Quando olhamos uma pessoa com os olhos do coração, percebemos o parentesco de nossas almas.
Somos uma só energia, juntos formamos um imenso tecido de luz… Não existem as distâncias físicas. A Física Quântica já provou que é tudo uma ilusão. Estamos interligados por fios invisíveis que nos conectam ao Criador da vida. A minha tristeza contamina o bem-estar do meu vizinho, assim como a minha alegria entusiasma alguém do outro lado do mundo. É impossível ferir alguém sem ser ferido também, lembre-se disso.
O exercício diário da compaixão faz de nós seres humanos de primeira classe. “
André Luiz
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
HÁ OS QUE QUEREM, E OS QUE QUEREM MESMO
Muito
tempo atrás, escrevi um texto em que eu diferenciava o querer do querer mesmo –
o verbo acompanhado do advérbio de afirmação. Ou seria advérbio de intensidade?
Acho que de intensidade.
Querer, a gente quer muita coisa, mas quase sempre é um querer preguiçoso, que não nos impulsiona a agir. Querer mesmo significa abrir mão de uma série de confortos, tomar muito chá de banco e ver inúmeras ideias darem errado antes de darem certo – se é que darão certo. Querer mesmo escalar uma montanha, surfar uma onda gigante, filmar um documentário, trabalhar no Exterior e outras aventuras supostamente inatingíveis.
Querer, a gente quer muita coisa, mas quase sempre é um querer preguiçoso, que não nos impulsiona a agir. Querer mesmo significa abrir mão de uma série de confortos, tomar muito chá de banco e ver inúmeras ideias darem errado antes de darem certo – se é que darão certo. Querer mesmo escalar uma montanha, surfar uma onda gigante, filmar um documentário, trabalhar no Exterior e outras aventuras supostamente inatingíveis.
Anos depois, escrevi uma
crônica chamada Escritor Mesmo, reconhecendo a distância que havia entre mim e
aqueles que colecionam prêmios, têm alto padrão intelectual, são catedráticos,
virtuoses da língua e candidatos fortíssimos à Academia Brasileira de Letras.
Eu? Sou nada disso.
Agora faço uso novamente do
advérbio para diferenciar não os escritores, mas os leitores. Há aqueles que
leem, e aqueles que leem mesmo – e a crônica de jornal é um bom balizador desta
diferença. Na correria cotidiana, muitas vezes o leitor apenas passa os olhos
pelo o que está escrito. Tudo bem. Passar os olhos, hoje em dia, já é digno de
nota, mas o apressado corre o risco de se confundir. Por exemplo, domingo
passado recebi uma dezena de cumprimentos pela passagem do meu aniversário, o
que foi uma delicadeza, só que nasci em agosto. O que aconteceu? Aconteceu que
publiquei aqui neste espaço uma crônica fictícia – um pequeno conto – com o
título Algum dia, em que o personagem (masculino) sonhava em realizar vários
projetos mirabolantes, porém sem jamais levantar da cama e sem perceber a
passagem do tempo. A leitura do texto induzia a pensar que eram planos de um
adolescente, até que, ao final, o personagem comentava que no dia seguinte
completaria 58 anos.
Talvez por eu não ser uma
escritora mesmo, muitos não perceberam que era um homem falando. Acharam que eu
falava de mim. Que eu havia trocado de sexo, que eu tinha a intenção de morar
numa praia com uma gata, que eu desejava fotografar as aves do Mato Grosso, que
eu sonhava em ser guitarrista de uma banda em Berlim e que faria 58 anos no dia
seguinte (a propósito, tenho 56 – não minto a idade, mas aumentá-la, isso não).
Há os que querem, e os que querem mesmo. Há os escritores, e os escritores
mesmo. Há os que leem, e os que leem mesmo (pode incrementar a lista: há os que
amam, e os que amam mesmo; os amigos do Face, e os amigos mesmo…). Tudo anda
tão da boca pra fora, tão volátil, descartável, escorregadio, que a intensidade
tornou-se um diferencial a ser comemorado.
Martha Medeiros
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
A saudável e altruísta arte de priorizar a si mesmo
Priorizar a si mesmo é uma
prática saudável, útil e necessária. Colocar em prática essa habilidade não
é um ato de egoísmo, porque amar essa pessoa que se reflete no nosso espelho
sem desculpas, condições ou adiamentos é cuidar de si mesmo: investir no
bem-estar pessoal e na qualidade de vida. Além disso, quem cuida de si mesmo
como merece também pode oferecer o melhor de si para os outros.
Por
exemplo, é curioso saber que o próprio Sócrates centrou parte de seus
ensinamentos no conceito de autocuidado ou o que foi definido naquela época como “epimeleia heautou“. Mais tarde, Michel Foucault
voltaria a se incidir nessa ideia, para aprofundá-la mais um pouco e concluir o
seguinte: somente quando uma pessoa consegue se conhecer verdadeiramente,
cuidando de si mesmo e se oferecendo valor, ela pode alcançar a verdadeira
liberdade.
“Se
você não tem amor próprio, a que amor pode aspirar?”
-Walter
Riso-
A verdade é que não sabemos em
que ponto e por que razão a maior parte das pessoas começou a ouvir que
colocar em prática esse tipo de estratégia era um ato interesseiro e egoísta.
Confundiram termos, até o ponto de nos fazer acreditar que o
altruísmo e o respeito pelo outro não harmonizam nenhum pouco com o autocuidado ou
com a possibilidade de priorizarmos a nós mesmos como merecemos. Algo
totalmente falso.
Assim, e quase sem nos darmos
conta, fomos construindo relações onde habita esse devoto sacrifício que nos
faz pensar que quanto mais oferecemos aos outros, mais vão nos amar, mais vão
nos valorizar. Vínculos onde o que fazemos, na verdade, é
abandonar o amor próprio em uma valeta à própria sorte, sem olhar
para trás, pensando que fizemos o que era certo, o que todos esperam de nós.
Vamos evitar esta prática nociva
que desencadeia muitos dos nossos problemas, frustrações,
ansiedades, noites sem dormir e até mesmo dores físicas…
Quem
deixa de priorizar a si mesmo se sufoca
Quando uma pessoa deixa de
priorizar a si mesmo para preencher sua agenda, sua mente e suas vontades com
frases como “tenho que fazer isso ou aquilo”, “esperam o máximo de mim” ou
“tenho que fazer isso por essa pessoa”, a única coisa que ela consegue é se sentir
esgotada. Ela fica vazia de energia, de identidade, de desejos e, acima de
tudo, de autoestima. O mais
complexo de tudo isso é que às vezes colocamos em prática estes
hábitos sem pensar, sem refletir durante um momento sobre se queremos realmente
fazer aquele favor, aquele ato ou essa ação.
Os psicólogos nos explicam que
caímos no automatismo do “fazer, fazer, fazer”,
racionalizando essas ações como algo natural e necessário. Porque se formos
úteis aos outros, seremos valiosos e porque se formos necessários para
nossos entes queridos, então seremos amados. No entanto, esta
regra de três nem sempre dá o resultado esperado; na verdade, são raras as
vezes em que isso acontece.
O que acontece nesses casos é
algo igualmente devastador e triste. Ao perceber que nossos esforços e
sacrifícios contínuos não são valorizados, desenvolvemos uma visão muito
crítica de nós mesmos, nos culpamos por termos sido tão ingênuos, tão devotos,
por ter confiado tanto.
Às
vezes essa voz interna pode ser muito cruel e, quando isso ocorre, não tarda em
aparecer a somatização, traduzida
como aquela dor muscular, aquele cansaço que nos tortura, aqueles problemas
digestivos, aquelas infecções, aquelas dores de cabeça e
até mesmo aquela queda preocupante de cabelo…
Abandonar a satisfação exclusiva
das necessidades dos outros nos mancha como pessoas, nos dilui e nos drena até
ficarmos vazios em termos de ânimo, esperanças e identidade. Quando isso
acontece, a primeira coisa que experimentamos é um profundo cansaço físico e um
denso nevoeiro mental…
Aprenda a
“se servir”
Existem muitas pessoas assim,
incrustadas em itinerários dos outros, como locomotivas que atravessam os
trilhos de outros territórios, de outros mundos alheios ao seu. Elas levam cargas que não são suas como sendo próprias e não têm
um só dia de férias; um dia para serem elas mesmas e cuidarem
de si, para servirem exclusivamente aos desejos delas mesmas. Manter essa
situação durante muito tempo coloca o nosso equilíbrio e a nossa saúde mental
em perigo, e é por isso que recomendamos fazer uma mudança de foco nessa
inércia.
Como
aprender a priorizar a si mesmo em quatro passos
Tempo.
As pessoas que deixaram de priorizar a si mesmas automatizaram a palavra “sim”.
Diante de qualquer pedido, a palavra mágica é enunciada como um impulso
impossível de controlar. É preciso colocar um freio nesse impulso; por isso,
quando alguém nos pedir, sugerir ou mandar fazermos alguma coisa, o
recomendável é, antes de tudo, fazer silêncio.
Assim, vamos evitar dar uma resposta imediata para refletir uns minutos e
avaliar com sinceridade se queremos ou não fazer o que estão pedindo. Vamos
aprender a dizer “NÃO”.
Perspectiva. Para aprendermos a cuidar e a servir a nós mesmos, é
necessário gerenciar a distância (aumentando ou reduzindo) de tudo o que nos envolve.
Chega um momento em que a pessoa automatiza tanto a necessidade de “fazer, fazer, fazer” que perde a perspectiva. Neste
sentido, dizer “não quero, não posso, hoje vou dar prioridade a mim” não é o fim do mundo.
Frases auxiliares. Nunca é demais ter uma pequena
coleção de frases que podem nos ajudar em certos momentos a proteger as
próprias necessidades, a identidade ou o tempo pessoal. “Sinto muito, mas agora não
é uma boa hora para eu fazer o que você está me pedindo”, “Agradeço que você
tenha pensado em mim para isso, mas vou dedicar um tempo a mim mesmo”, “Neste
momento não estou com vontade de fazer o que você está me pedindo, preciso
estar só”.
Parar certas conversas. Todos sabemos como começam as
conversas que acabam com um pedido. Esses floreios em que o agrado culmina com
o pedido que muitas vezes tem-se a certeza de que vamos cumprir. Uma vez
que já estamos mais do que treinados nessas estratégias, vamos então acabar com
elas o mais rápido possível. Vamos evitar nos esgotar e praticar a assertividade.
Para
concluir, estes quatro passos não se aprendem de um dia para o outro. Se
tivermos vontade e tomarmos a firme decisão de cuidar mais de nós mesmos e de
entender que priorizar a si mesmo é um ato altruísta, necessário e essencial, dia após dia seremos mais
eficazes nessas estratégias: manter o cuidado pelo outro, mas também por nós.
https://amenteemaravilhosa.com.br/arte-de-priorizar-a-si-mesmo
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