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domingo, 29 de junho de 2014

O IMPORTANTE NÃO É O DESTINO, MAS SIM A JORNADA!

Não importa o quanto você pergunte, o quanto você busque, o quanto você procure, o quanto você conheça - você nunca terá todas as respostas.

Mas acredite: isso é muito bom. Seria muito tedioso um mundo sem descontentamento.

Portanto, agradeça tudo que te descontenta e te intriga, por que isto é que dá graça à vida!

E nesta vida nada existe e nada importa mais que este único momento que você está vivendo.

Não existe passado, não existe futuro, não existem perguntas, não existem respostas.

A única coisa que existe é o aqui e o agora!

Se você não está satisfeito com isso, use essa insatisfação a teu favor e nade incansavelmente até morrer na praia.

No final você verá que a graça de tudo não está na praia, mas no caminho que você percorreu para chegar até ela.


Augusto Branco

quinta-feira, 26 de junho de 2014

ACERTAR O TEMPO...

É tempo de acertar as contas com o seu tempo.
Deixar de lado aquelas pendências que nunca se resolvem.
Acordar para a vida e se estabelecer no que é "simples".
Amadurecer pela própria passagem do tempo, pelas pancadas que você já levou, pelos amores vividos, sonhos conquistados, ou não...
É tempo de colocar os pés no chão.

Para de gastar além da conta.
Parar de se preocupar demais com os outros, e voltar-se para você, para suas necessidades.
E amar por amar, sem esperar retorno, encontrar essa tão sonhada felicidade.
É o seu tempo!

Um tempo que não dá para dividir, nem esperar para começar de novo.
Não é um recomeço!
É o caminhar de novo, é subir a ladeira que falta.
É descer aquela rua enorme chamada "autoestima", e acreditar que você évocê pode, e você tem o direito, ou melhor, a obrigação de ser livre para viver seus sonhos.
Que seja agora!

Paulo Roberto Gaefke

O TOLO E A VIDA...

O tolo se perde nas dificuldades que ele mesmo cria.
Não se acha e não se encontra pelo medo de viver.
Viver implica em correr riscos.
Riscos de ganhar e de perder.
Isso é viver.

O tolo acredita que tudo é lindo,
tudo é real na sua imaginação.
Vive com esperanças alheias,
sofre por antecipação.
O tolo suspira, o sábio faz.
Não se perca em devaneios e promessas dos outros.
Nem fique na prisão dos sonhos bobos de perfeição.
Arrisque-se na louca aventura de viver os seus sonhos.
Ainda que você "quebre a cara" mil vezes,
mil vezes viveu a delícia de lutar pelo que realmente importa:
você!

O tolo transfere sua felicidade para os outros.
E você?

Paulo Roberto Gaefke

quarta-feira, 18 de junho de 2014

RELAÇÕES BANALIZADAS...

No mundo moderno as comunicações operam-se com grande rapidez e eficiência.
Internet, televisão e cinema constituem instrumentos de difusão de informações e modos de vida.
Graças a eles se tem notícia do quão liberais estão os costumes.
Valores tradicionais são colocados em xeque.
A educação baseada na proibição dá mostras de periclitar.
Os jovens exercitam a sexualidade cada vez mais cedo.
Tabus caem e nada mais parece errado.
Segundo uma concepção que se generaliza, o importante é ser feliz.
Essa felicidade é identificada com a realização de sonhos e a obtenção de prazeres.
Entretanto, a vivência dessa nova cultura não parece proporcionar paz e plenitude.
Problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, se alastram.
A troca constante de parceiros traz vazio e insatisfação.
Uma série de relações sem profundidade em nada contribui para o amadurecimento afetivo.
A ausência de compromisso sério torna banais os relacionamentos.
Em clima de banalidade, é impossível surgir uma afeição genuína e profunda.
A qualquer sinal de dificuldade, o rompimento surge como uma opção simples e fácil.
Pessoas tornam-se descartáveis nas vidas umas das outras.
A procura da felicidade torna-se um processo de infantilização.
Ao invés de serem identificados e resolvidos os problemas de uma relação, foge-se deles.
É como se os seres humanos se assemelhassem a eletrodomésticos.
Quando surgem problemas, um é facilmente substituído por outro.
Trata-se de uma triste característica que se incorpora na personalidade.
Gradualmente, optar pela solução mais fácil torna-se uma segunda natureza.
Ocorre que a solução mais fácil nem sempre é a mais honrosa.
Em questões morais, raramente agir com correção é fácil.
Caso se opte sempre pela facilidade, corre-se o risco de perder completamente as referências éticas.
De leviandade em leviandade, o homem se converte em um monstro egoísta e imoral.
As dores e os problemas dos outros deixam de ter qualquer importância.
O relevante é não se incomodar e seguir despreocupado.
Entretanto, ação gera reação.
Quem se permite desprezar, ferir e seguir adiante, gradualmente se vê isolado.
Contudo, a dor destina-se a desenvolver a sensibilidade e não poupa ninguém.
Todo mundo, mais cedo ou mais tarde, experimenta dificuldades e necessita de apoio.
Em épocas difíceis, de dor e desolação, um ombro amigo é um tesouro de inestimável valor.
Ciente disso, não se negue a apoiar quem precisa de você.
Não banalize suas relações e nem imagine que as pessoas são descartáveis.
Não tenha como meta de vida a despreocupação.
Descubra a ventura de estabelecer vínculos afetivos sólidos e profundos.
Permita-se partilhar os problemas dos outros.
Converta-se em alguém solidário e disposto a colaborar.
Quando surgirem problemas em uma relação, resolva-os, como adulto que é.
Talvez sua vida se torne um pouco menos despreocupada.
Mas ela ganhará em plenitude e maturidade.
O exercício da solidariedade e da compaixão o fará um ser humano melhor.
E, com certeza, ser digno e bom lhe proporcionará paz e alegria.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 13, ed. Fep

quinta-feira, 12 de junho de 2014

CASAIS SAGRADOS...

Eu não vim a este mundo para atender às suas expectativas
Você não veio a este mundo para atender às minhas expectativas
Eu faço o que eu faço
Você faz o que você faz
Eu sou eu
Um ser completo, mesmo com minhas fraquezas
Você é você
Um ser completo mesmo com suas fraquezas
Se nos encontramos e nos aceitamos
Se somos capazes de não questionar nossas diferenças, e celebrar juntos nossos mistérios, podemos caminhar, um ao lado da outro, ser mútua e respeitosa sagrada e amorosa companhia em nosso caminho
Se isso é possível, pode ser maravilhoso
Se não, não têm remédio.


Sergio Sinay

segunda-feira, 9 de junho de 2014

DISCERNIMENTO...

Diz o dicionário que discernimento é a faculdade de julgar, de apreciar, de elaborar um critério para analisar uma situação.
Infelizmente, DISCERNIMENTO não se vende em farmácias e nem nos grandes supermercados, porque é fruto da nossa VIVÊNCIA, das experiências que acumulamos diante dos “problemas” apresentados no nosso dia a dia.
Então, cada vez que agimos sem pensar, ligados no fator “emocional” ou totalmente envolvido por uma questão pessoal, estamos sem controle, agindo sem DISCERNIMENTO.
Esse tal DISCERNIMENTO, pede ainda, algo que está muito em falta nos tempos modernos: tempo para pensar. As vezes, um simples momento de pensamento em determinada questão, livre das nossas emoções, já nos dá outras opções, além daquela que achamos que é a única.
Por isso, seja em que momento for da sua vida, na tristeza ou na alegria, na dor ou no amor, na esperança ou na falta total de fé, pare tudo e experimente o “CONTEMPLAR”, e por contemplar, entenda o parar e observar você mesmo. Sua respiração, seus olhos no espelho, seus cabelos, suas mãos…
SINTA GRATIDÃO, AMOR PRÓPRIO, PAIXÃO POR VOCÊ.
Respeite-se….
O fato de parar e observar já traz “ar para os pulmões” e novos pensamentos.
Em um primeiro momento, o nosso desejo é interpretar, á analisar esses pensamentos, mas o DISCERNIMENTO pede observação, silêncio interior, a busca da paz.
A paz existe em todos os lugares, mas só se encontra dentro de nós mesmos.
Por isso, pare, pense, analise, faça, erre, mas insista em encontrar a sua verdade, a sua paz, e por fim, o DISCERNIMENTO para viver e ser feliz.
Paulo Roberto Gaefke
discernimento 
sm (discernir+mento2) 1 Ato de discernir. 2 Faculdade de discernir; juízo, 
entendimento, critério. 3 Escola, distinção. 4 Apreciação. 5 Prudência. 6 Psicol Percepção súbita de uma nova relação no decurso de uma experiência; na psicologia da forma, ponto decisivo de uma aprendizagem. Sem discernimento: à toa, impensadamente, irrefletidamente. Dicionário Michaelis

quinta-feira, 5 de junho de 2014

GENTE FINA...

Gente fina é politicamente correta? Se for, não sou gente fina, porque fico muito impaciente com certas cortesias exageradas. Por exemplo, outro dia estava no aeroporto e uma voz no alto-falante convidou a embarcar os passageiros da melhor idade. Se eu tivesse cem anos, entenderia que todos deveriam passar na minha frente. Que melhor idade? Claro que alguém pode estar mais satisfeito aos 80 anos do que quando tinha 40, mas isso é levar em conta o específico. Na hora de generalizar, sejamos menos franciscanos. Milhares de pessoas idosas têm a cabeça ótima e estão realizadas, mas se tiverem bom humor, vão dispensar o consolo: pô, melhor idade é provocação.

O mesmo sobre magros e gordos. Cada um faz o que bem entender com o próprio corpo. Comer com liberdade é um direito e ninguém tem que se sacrificar para atender a um padrão estético, mas que ser magro é melhor do que ser gordo, é. Pra saúde é melhor, pra se vestir é melhor, pra se locomover é melhor, pra dançar é melhor. Não quer dizer que um gordo não seja feliz. Geralmente, são felizes à beça, mais do que muito varapau. Mas se fosse possível escolher entre ser magro e ser gordo sem nenhum efeito colateral de felicidade ou infelicidade, sem nenhum esforço, só no abracadabra, todo mundo iria querer ser magro, assim como todo mundo preferiria se cristalizar entre os 30 e os 50 anos. Eu acho. A não ser que eu esteja louca, o que é uma hipótese a considerar.
Porém, melhor que tudo é ser gente fina. Finíssima. Isso nada tem a ver com a tendência atual de ser seca, de parecer um esqueleto ambulante. Gente fina é outra coisa.
Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa. Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. Todos a querem por perto. Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões quando necessário. É simpática, mas não bobalhona. É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir. Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana. Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho. Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar. Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia. Gente fina não julga ninguém – tem opinião, apenas. Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera. O que mais se pode querer? Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa. Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros. Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra. Gente fina é que tinha que virar tendência. Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença.


Martha Medeiros Fonte: Jornal “Zero Hora” nº. 15763, 19/10/2008.

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