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quarta-feira, 11 de julho de 2012

VASOS QUEBRADOS...

"Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete." Mateus 18.21-22


Poucas pessoas se dão conta de como é importante na vida a experiência do perdão. Ela é a chave especial que abre o caminho para a saúde emocional, para a cura de nossas feridas na alma.


Muitos vivem aprisionados pela raiva, pela culpa, pela amargura e pelos ressentimentos. Tais pessoas tornaram-se amargas, rancorosas, inseguras e, é claro, infelizes.Pessoas assim são emocionalmente doentes, prejudicando, inclusive, sua saúde física, com as chamadas doenças psicossomáticas - aquelas que aparecem no corpo (soma), mas originam-se na alma (psiquê).


Para quem deseja viver de maneira saudável - celebrar a vida em sua plenitude,crescer interiormente com o coração aberto e vivenciar o amor, a paz e a felicidade -, a experiência do perdão é imprescindível. Isto faz parte do processo de cura de nossas feridas e ajuda-nos a viver em liberdade.


Ao longo da existência, algumas pessoas nos fazem sofrer muito. Vivenciamos situações traumáticas que deixam em nós marcas profundas.
Sentimos-nos como vasos quebrados.
Temos a sensação de que nunca mais seremos inteiros outra vez.


Algumas experiências dolorosas nos deixam aos pedaços, com sentimentos e sonhos fragmentados.


Como nossa cultura ocidental pouco ensina sobre a prática do perdão, não sabemos perdoar como condição de liberdade e paz interior.


Sem isso, podemos desenvolver uma percepção negativa de nós mesmos por conta de fracassos, dissabores e perdas que não conseguimos superar.


A vida fica aprisionada pelas lembranças desconfortáveis de um passado que insiste em permanecer vivo.


O perdão é uma condição para a cura interior.


Ele tem o poder de restaurar aquilo que foi quebrado e de reconstruir a vida dos fragmentos que restaram.


Ele é a semente que faz a vida brotar outra vez.


Logo, perdoar não significa tolerar aquilo que não aceitamos, nem fingir que tudo está em quando sabemos que não está.


Não implica apenas mudar de comportamento só para agradar os outros, nem mentir para si mesmo dizendo que esqueceu quando a amarga lembrança ainda dói.


Perdoar é permitir-se uma nova maneira de olhar as pessoas e as circunstâncias ao redor sem sofrimento.


É lembrar sem sentir dor.


Perdoar implica libertar-nos do fardo que nos toma vítimas de experiências e lembranças desagradáveis e começar a viver novamente.


Perdoar, tanto a si como aos outros é uma decisão pessoal.


Depende da nossa vontade.


Tal experiência só é possível pela presença de Deus em nós.


Perdoar é, portanto, permitir que o Senhor reconstrua nossos sonhos e sare nossas feridas.


Pr. Estevam Fernandes de Oliveira

quinta-feira, 14 de junho de 2012

GANGORRA..

"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. " João 16:33

É interessante como a gangorra, aquele brinquedo típico dos parques de diversão lembra os movimentos da vida.

É como se ela fosse a representação lúdica da realidade.

Na verdade, a vida é como a gangorra, ora estamos em cima, ora estamos embaixo.

Em alguns dias nos sentimos muito bem, tudo dá certo.
As coisas acontecem num fluir de paz e alegria.
Parece até que Deus nos toma em Seus Braços e caminha conosco pelos corredores da existência.
Nada nos falta!

O que era paz transforma-se numa agonia.
A sensação de segurança da lugar ao pânico.
Motivos: Surpresas desagradáveis, enfermidades, crise financeira, luta na família.
Nessas horas, até a fé entra em crise, pois imaginamos que Deus nos abandonou.

Na verdade, a gangorra representa simbolicamente a busca do PONTO DE EQUILÍBRIO entre os movimentos de subida e descida e nesta constante alternância, ela nos ensina importantes lições.

Nínguem pode viver na ilusão de que vivemos num eterno estado de graça.
Tampouco conceber a vida como um contínuo sofrimento, como se isto fosse um destino.
Com certeza, a vida nem pode ser concebida como uma experiência que exclui o sofrimento, nem como uma agonia constante.
A vida é um eterno desafio na busca do equilíbrio entre a dor e a alegria, a noite e o dia, as lágrimas e o sorriso.

Viver é conviver sobriamente como o lúdico e o trágico, a fé e a incerteza.
É saber atravessar os vales escuros para contemplar o nascer do sol.

Os movimentos difíceis servem como adubo que fertiliza o solo da nossa existência, as lágrimas irrigam as sementes de onde brotam ESPERANÇA e VITÓRIA, na certeza de que viver é uma experiência maravilhosa.

Por fim, a gangorra também representa um desafio ao nosso relacionamento com Deus.
 Reconhecê-lo quando estamos por cima, e adorá-lo quando estivermos por baixo, revelarão nossa consciência da Sua Presença em nossa vida.
A vida é, por excelência uma experiência de luz e esperança.

Contudo, no seu transcorrer, podemos deparar-nos com a dor, a tristeza e a escuridão.

É a gangorra em movimento, mas o que importa é a busca do Equilíbrio.
O Senhor é o ponto de equilíbrio da gangorra.

Por isso a Bíblia diz: "Em tudo daí graças". (1 Tessalonicenses 5.18).

 fé que não é confrontada com a adversidade não passa de mera crendice.


Pr. Estevam Fernandes de Oliveira