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quinta-feira, 3 de junho de 2010

CADA TEMPO TEM O SEU TEMPO...


Não tenho o poder de tirar a sua dor, e acredito que ninguém o tenha.
Nem mesmo Deus, pode interferir no nosso arbítrio,
se é tempo de chorar, chore,
se é tempo de gemer, gema,
se é tempo de recordar, recorde,
se é tempo de saudade profunda, sinta-a.

Mas, não se demore além do tempo necessário.
Tempo que o próprio tempo vem lhe dizer.
Este sim, poderoso consolador, vem abrandar, jamais apagar, a marca da dor, usando a alquimia das horas, a magia simples do amor.

Por isso, não te peço que esqueça o ente querido, ou o amigo inesquecível que morreu.
Não te peço que arrume outro amor hoje, para esquecer este que tanto marcou e partiu.
Nem sou louco para te pedir que perdoe imediatamente, quem tanto mal te fez.
Nem eu, nem Deus, que tudo espera.
Senhor do tempo, Senhor do Amor, envia refrigérios para a alma aflita, na forma de uma música bonita, uma mensagem bem escrita, uma poesia, ainda que sem rima, que toca no coração,
pega a sua mão e diz:
-Vem, é tempo de renascer.

Se a lágrima que ainda rola no seu rosto, queima a face, é tempo de refletir.
Talvez seja a hora de recomeçar o caminho, seguir pela estrada que ainda reclama passos, ir adiante, além da dor e do grito, rumo ao seu futuro, rumo ao infinito.
Deus te ama profundamente...

Paulo Roberto Gaefke

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