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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O FILÓSOFO DA SELVA...


Nascido na Alsácia em 1875, Albert Schweitzer foi uma criança doentia, que demorou muito para aprender a ler e a escrever.

Aluno medíocre em muitos aspectos, na música ele foi um autêntico prodígio: aos sete anos compôs um hino, aos oito, começou a tocar órgão e aos nove substituiu o organista em uma cerimônia.

Depois de crescido dispôs-se a dominar assuntos que lhe fossem particularmente difíceis.

Era perito como carpinteiro, pedreiro, veterinário, construtor de barcos, dentista, desenhista, mecânico, farmacêutico e jardineiro.

Escreveu livros eruditos sobre Bach, sobre Jesus e sobre a história da civilização.

Aos vinte e seis anos tinha diplomas de doutor em filosofia, teologia e música.

Aos trinta anos decidiu estudar medicina e partir para Lambaréné, na áfrica equatorial francesa, como um missionário-médico.

Por que medicina?

Porque estava cansado de palavras e queria ação.

Por que Lambaréné?

Porque era um dos lugares mais inacessíveis e primitivos de toda a áfrica, um dos mais perigosos, e porque lá não havia médicos.

Parentes e amigos tentaram dissuadi-lo, mas ele respondeu que se sentia obrigado a ‘dar algo em troca’ da felicidade de que gozava.

Em 1913, Albert Schweitzer e sua esposa - que havia estudado enfermagem para ajudá-lo chegaram a Lambaréné, encontrando condições muito pouco favoráveis.

O hospital foi construído praticamente do nada e pelas próprias mãos de Schweitzer.

Os pacientes vinham de grandes distâncias, muitas vezes com as famílias.

Não havia caminhos, nem calçadas.

Não havia água corrente, nem eletricidade, a não ser na sala de operações, e também não havia Raios X.

Não havia qualquer espécie de mecanismo para esterilização. Era preciso ferver água sobre fogueiras de lenha.

Durante anos houve falta de drogas e de ataduras.

Schweitzer não esmoreceu, não obstante todas as dificuldades que enfrentava para manter o hospital e atender a todos os doentes que o buscavam. Jamais negligenciou na grandiosa tarefa que assumiu voluntariamente.

Também nunca abandonou a música e o ensino.

Sempre que voltava para a civilização proferia conferências e palestras.

Além disso, sua constante produção literária e musical, mantida a custo de muitas madrugadas insones, alcançou e encantou todo o mundo.

Em 1952, recebeu o prêmio Nobel da paz.

Retornou à pátria espiritual em 1965, e seu nome até hoje é lembrado como exemplo de trabalho nobre, humanitário e incansável.

Pense nisso!

Nos caminhos do mundo, as vidas são livros abertos a quem queira e saiba lê-los, aprendendo o que se deve ou não fazer.
Toda vida traz em si a sua mensagem, seja desafortunada, seja luminosa e esplêndida.
Dê sentido a sua vida para que a mensagem que dela se desprende seja digna de ser vivida, sorvida e ensinada, porque há sempre alguém se espelhando em seus rumos, tomando-os como se fossem os seus próprios.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Grandes vidas, grandes obras, ed. Ipyranga, 1968, e na introdução do livro Vida e mensagem, J. Raul Teixeira - pelo Espírito Francisco de Paula Vitor

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