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domingo, 6 de fevereiro de 2011

DIANTE DA ALMA...

Minha alma se ressente do que não fiz, se desespera com o medo que se apossa de mim, reclama quando eu paro e deveria seguir.
Minha alma não entende o fracasso, só reconhece o esforço continuo, que é uma marca clara dos vencedores.

Quando choro e me desespero, a minha alma se aflige com a perda de tempo,
não quer que eu pare para a lamentação, minha alma sabe, que o amor que acabou, já foi tarde, e outros virão.

Mas, pobre de mim, que além da alma, carrego no peito um coração, que enxerga apenas o momento, e diante da dor, vive um sofrimento, diante da derrota, solta um lamento.

Como conciliar, alma e emoção, razão e coração?

Parece que a resposta vem em forma de rima, da vida que se enche de poesia,
para explicar que a alma é um motor, o coração um filtro depurador, um empurra para a frente, o outro se ocupa das emoções, de não deixar pra lá a delicadeza, a preciosidade desse instante em que você fica sem palavras, e quando uma lágrima rola no seu rosto, é a alma, que a contragosto, se emociona, e percebe que não pode viver sem o coração, que amor é tudo, mais que a própria razão.

Não se deixe enganar, para seguir feliz, é preciso amar!

Paulo Roberto Gaefke

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