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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

AUTOCOMPAIXÃO…

Autocompaixão é um chicote moral que enfraquece o indivíduo de tal maneira, que quanto mais ele se bate, menos se esforça para sair da dor.
Chega-se a um determinado estágio onde a pessoa se ausenta do mundo, que cobra atitudes, que cobra responsabilidades e parece-lhe que é impossível viver.
Chamamos esse estágio de DEPRESSÃO.
Por isso, devemos procurar evitar esse estágio, permanecendo alertas contra os pensamentos repetitivos de autocensura e principalmente, evitar o papel de vítima infeliz das circunstâncias.

Aquele que perdeu tudo na enchente, pode e deve chorar, mas deve em determinado momento, o mais rápido possível,
enxugar o piso e as lágrimas.
Buscar soluções, por mais difícil que possa parecer.
Sempre haverá um amigo para estender a mão, um parente que se importa, uma ajuda do governo ou o que valha para “recomeçar”.
Assim, em todas as calamidades, sejam elas “pequenas”, como nossos problemas sentimentais, que não viram manchete nos jornais, a menos que virem crimes passionais, sejam enormes, como terremotos ou tsunamis, resta aos que sobreviveram, o agradecer pela oportunidade de estar aqui, de poder refazer a sua história, ainda que faltando um ou mais pedaços…
Cuide então das palavras que você anda verbalizando por ai:

• Estou desesperado!
• Estou no fundo do poço!
• Não aguento mais a vida!
• Não suporto mais sofrer!
• Ninguém me ama, ninguém me quer.
• Comigo é sempre assim…
Todas são “lenhas poderosas” para aumentar o fogo do desânimo, que acabam reduzindo as suas forças ao nada.
Você realmente se sente o “último biscoito esmagado do pacote”, aquela primeira fatia do pão de forma que ninguém quer…

Em toda e qualquer situação, seja o anúncio de uma grave doença, a perda de um ente querido, a ruptura de um relacionamento de anos, em todas, sempre haverá uma nova visão, uma porta que se abre para uma maneira diferente
de encarar a vida ou a morte.
Só não se perca em lamentações, em se fazer de vítima que não é.
Enfrente o problema, vença o desafio de superação que se apresenta, depois da curva da miséria, a riqueza de descobrir capacidades que não conhecíamos, força que julgávamos não ter, e isso, por mais incrível que pareça, é a plenitude, a verdadeira felicidade que bate a porta, como arco-íris que surge depois da tempestade, ou cheiro de terra molhada que faz a alma sonhar…
Você vai vencer, se já for feliz interiormente, não com o que poderá ter ou conquistar, mas apenas com o que você já é: um ser de luz!
Eu acredito em você e na sua capacidade de superar-se!

Paulo Roberto Gaefke

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