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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

DESCREVO A VIDA...

Descrevo a vida com belas palavras,
uso frases floreadas, alegria e contentamento.
Viver é uma arte fina, que todos podem desfrutar.
Basta saber dosar, o querer, o ter e o ser.
Assim, quem se contenta com o que tem,
segue conquistando muito além,
e quem não se contenta, vive com um vazio na alma,
nada sacia nada revigora, nada contenta.


Descrevo a dor com palavras curtas.
Na verdade, uso até apelidos meio chulos para lidar com ela.
Trato-a como se fosse um hóspede passageiro na minha casa.
Sei que está ali, mas que em breve vai partir.
Por isso, comemoro antecipadamente a partida da dor.
E não faço questão nenhuma de me demorar nela.
Da dor retiro as lições importantes e é só.
Assim, a vida, que é o sentido maior, se torna sempre festiva.
E não tem tempo para a dor e a melancolia.
Descrevo por fim o amor.
Esse sentimento que não mede palavras.
Todo superlativo é pouco, e os adjetivos,
incapazes de descrevê-lo tão bem.
Amor é oração, dessas que guardamos na memória e invocamos sempre.
Com amor, tudo faz sentido, tudo se perdoa, se releva e se revela.
Sem amor, nada compreendemos a alma emburrece, o dia anoitece,
nada se esclarece e o sofrimento é inevitável.
Triste de quem vive sem amar,
Pessoa amarga, quase que intragável…
Descrevo você como pessoa importante, gente que merece ser feliz.
E se está passando por algum momento duro, prova ou luta difícil.
Chamo a sua atenção para a grande verdade que não se esconde:
Use palavras de otimismo para chamar a vida de minha amiga.
Não se fixe na dor, e nunca, em hipótese nenhuma,
deixe passar a oportunidade de se viver o Amor.
Paulo Roberto Gaefke

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