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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

TECIDOS DO TEMPO...


"Nós somos do tecido de que são feitos os sonhos."
(Shakespeare)

Uma hora estamos certos de que queremos isso, noutra, acordamos querendo exatamente o contrário, Se somos jovens, falta experiência, se amadurecemos, falta ousadia.
Um dia, o amor que encontramos é eterno, em outro, é paixão que queremos esquecer.
O que realmente desejamos?
O que é essa tal de felicidade?
O que contentará a nossa alma aflita?
Corremos atrás dos ventos, semeamos nuvens de ilusão.
Ora desejamos o celular mais moderno o mesmo que em poucas semanas estará ultrapassado.
Sonhamos com a casa acolhedora e ideal, que fica pequena quando entramos nela.
Vivemos idealizando a pessoa especial, e quando a encontramos, não á suportamos, por ser tão parecida com nós mesmos.
Somos passageiros da eternidade, vivendo experiências que nem sempre contam.
Perdemos tempo demais com o que é supérfluo, somos ausentes, temos medo de assumir nossos riscos;
alunos que fogem da sala de aula, pais que fogem da paternidade, mães atarefadas demais, filhos mimados,
avós encostados, amigos "meia boca", fiéis meio infiéis, perdedores e perdidos, esperamos por dias melhores...
Assim caminhámos, sem compromisso, até que a dor, sábia mestra, vem e retifica, ensina, esclarece.
O sonho é apenas uma parte do caminho, tecido fino e indelével que marca nossa passagem.
Diga-me com que sonhas e eu te direi quem és!
Nunca deixe de acreditar em você mesmo.
Paulo Roberto Gaefke

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