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sexta-feira, 27 de março de 2009

A VIDA NUM COPO D'ÁGUA...


Não é no mínimo interessante a complexidade da mente humana? Que isso fique só entre nós, mas eu acho um tanto curioso as pessoas – inclusive eu – ficarem procurando, consciente ou inconscientemente, a pessoa perfeita, e logo ao cometerem o primeiro equívoco, bradam em alto e bom som um "ninguém é perfeito". Como se isso fosse a solução pra todos os problemas! Ou quando se preocupam em saber se o copo está meio cheio ou meio vazio, ao invés de se preocuparem em enchê-lo até a borda. Talvez seja essa a diferença entre as pessoas que lêem os livros de auto-ajuda, e as que os escrevem. Em outras palavras: existem aqueles que vieram a este mundo pra atuarem no palco, e outros que nasceram pra aplaudirem na platéia. Em qual desses grupos você está?
De fato, a vida é isso: um grande e complexo teatro, dividido em palco e platéia. Culpa Dele, o Diretor lá de cima, que manda a gente aqui pra baixo sem nos dar nenhum papel específico. Sem roteiro, figurino, maquiagem... Nada! E o que é pior: sem ensaio. E como é difícil improvisar! Por isso, a maioria sente-se confortável sentada na poltrona, assistindo a peça se desenrolar. Mas cuidado: o lanterninha é traiçoeiro! Não avisa o momento que você deve se retirar. E quando alguém da platéia é retirado, poucos notam a sua ausência. Talvez apenas os que estavam sentados a seu lado, atrás, e à frente. Já quando alguém do palco sai, há uma catarse coletiva, em que o silêncio da tristeza chega a ser ensurdecedor, e o sentimento de perda é sentido por um looongo tempo. Então, reformulo a pergunta feita ao final do parágrafo anterior: em qual desses grupos você deseja estar?
É claro, cada qual possui a sua importância. Afinal, não há palco se não existir platéia – a recíproca é verdadeira –, e conseqüentemente não há espetáculo. Porém, apenas os que estão no palco possuem a capacidade de tocar e comover as outras pessoas (inclusive os próprios colegas de palco). Apenas eles são capazes de fazer com que os outros chorem... Chorem de tristeza, chorem de alegria... Ou apenas chorem porque chorar às vezes faz bem. Porém, o trabalho é árduo, e a responsabilidade é grande. Por isso, não digo qual dos grupos é o melhor. Só deixo uma dica: são as lágrimas que fazem com que seu copo (lembra-se dele?) se encha cada vez mais.
Tire suas próprias conclusões.
Desconheço a autoria.

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