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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PROMONTÓRIO...


“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”..
(John Donne, poeta inglês do século XVI, em “Meditações XVII”)

Quando eu me isolar e esquecer de você, esquecer de fato quem eu sou, estarei deixando de lado um pedaço da minha vida.
Quando eu deixar de te socorrer, pular sobre você caido na rua, eu mesmo me abandono nas ruas da minha ignorãncia.
Quando eu não te visitar no presídio, quando eu te julgar antes mesmo da justiça, eu mesmo estarei me condenando.
Quando eu não for te ver no leito do hospital, eu mesmo estarei com a alma doente.
Quando eu lhe negar um pedaço de pão no meu portão, eu mesmo terei fome eterna.
E se eu deixar de lhe dar um copo com água, seja em qual lugar for, eu mesmo estarei sedento.
Quando eu não lhe perdoar, carregarei comigo as algemas da ingratidão, preso as amarras do coração.

Jamais seremos felizes enquanto um só ser humano estiver sofrendo.
A felicidade só será plena, quando todos estivermos a salvos no grande barco da vida, quando os nossos braços alcançarem os braços do próximo, sairmos do isolamento do orgulho que nos cega, e descobrimos por fim, que somos uma única família, diferentes e tão iguais, únicos e tão parecidos, que um exame de consciência por fim vai revelar,
todos nós, temos o mesmo DNA.

Paulo Roberto Gaefke

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