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sábado, 6 de fevereiro de 2010

FILHOS DO CORAÇÃO...


Os homens, preocupados com o pão de cada dia cultivam a semente.
Para assegurar o reconforto protegem as árvores.
Envidam esforços para preservar os animais, as plantas, os rios, a natureza enfim.
Pensam no futuro do planeta e desejam semear desde agora, a certeza de um futuro promissor.
Movimentam-se homens em prol da vida, expondo a própria vida em defesa dos animais marinhos, com a intenção de protegê-los.
Cientistas e pesquisadores dedicam-se a cultivar, em cativeiro, animais prestes à extinção.
Todos esses esforços são nobres, todavia, temos nos esquecido da orfandade que se alastra assustadoramente. Não temos protegido a infância que representa o porvir que a todos nos espera.
Crianças caminham desoladas e sós, chorando a ausência do braço paterno, ou se lastimam ante a falta do regaço materno que a morte suprimiu.
Assemelham-se a frágeis lírios expostos aos golpes do granizo, a perambularem sem rumo, sem amparo, sem esperanças...
São pequeninos filhos de Deus, em plena aurora da vida, esperando de nós apoio e assistência.
Não nos julguemos exonerados do dever de amparar os órfãos com os quais nos defrontamos na marcha. Se Deus os coloca em nossa caminhada, é porque espera de nós a demonstração de solidariedade e amor.
Esses infantes esperam guiar-se por nossos passos, orientar-se por nosso verbo, conduzir-se pelos nossos exemplos, para mais tarde, devolver-nos a mensagem que hoje lhes mostramos, já que são o germe do futuro.
O mundo de hoje é o retrato fiel dos homens de ontem que no-lo transmitiram com as qualidades e os defeitos de que se nutriram no campo das próprias almas.
Assim, a Terra de amanhã será, inelutavelmente, o reflexo de nós mesmos. E a infância colorirá o futuro ou o ensombrecerá, conforme tenha recebido de nós, hoje.
Lembremo-nos de que, pela lei de reencarnação, nesses filhos de ninguém, pode estar um afeto do nosso coração a rogar-nos braços amigos e o aconchego do lar e da família que não possuem.
Os laços do afeto não se desenvolvem somente na família consangüínea.
Nós os podemos construir a cada instante, acolhendo um desses pequeninos sem pais, para num futuro mais ou menos distante, recolher os frutos da semeadura de agora.
Não nos comovamos tão-somente perante o sofrimento que sufoca milhares de pequeninos. Façamos algo. Abramos as portas dos nossos corações e dos nossos lares para acolher um filho alheio, que em realidade é um filho de Deus e, por conseguinte, um irmão nosso.

Você sabia que muitos pais e mães que hoje estão privados da paternidade sofrem o retorno da lei de causa e efeito?
É que talvez tenham sido abortadores, ou tenham buscado a esterilização apenas para a satisfação da sensualidade, em existências anteriores.
Isso não é castigo, mas oportunidade de reparar os danos cometidos e corrigir o passo.
E você sabia que a adoção pode constituir-se em bênção luminosa de redenção?
Não é outro o motivo pelo qual, muitos pais que não lograram gerar filhos, após adotarem uma criança, ficam liberados para gerar os filhos da própria carne.

Redação do Momento Espírita

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