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sábado, 8 de maio de 2010

SINTA...


Sinta!
A brisa da tarde convida, é uma festa da vida, que insiste em se revestir de cores, flores, mesmo para quem sofre, por amor, todas as dores.
Da desilusão, do arrependimento pelo que não foi, mas poderia ter sido, pelo que deixou de se cumprir, pelo que acabou antes de existir.

Sinta!
O cheiro da noite chegando, é o resto do calor da tarde, que se prolonga até a lua chegar, vem como presente anunciar: sempre é tempo de amar!

Sinta!
A madrugada que entra pela janela, não é a amiga da solidão, uma quimera, nem a culpada pela insônia, quem dera...
É a "Senhora do amor", que convida, seja quem for, para viver a plenitude da sensibilidade, sem se importar com o corpo ou com a idade.
Pois a vida, formada pelas horas, é convite, é plenitude e ponte para a felicidade.

Sinta!
Sou eu, que na noite inspirada, segue nesta caminhada, que acaba em missão: levar até você, o meu coração.

Sinta-se!
Deixe-se revelar na serenidade do tempo, você é mais do que chama acesa, é o próprio amor em forma de tocha, é mão que ampara, é a minha rocha.
Em você, quero fixar a minha morada, mais do que amantes, alma enamorada.
Mais do que o tempo, quero ser sentimento, força que não se apaga, mais do que saudade, o amor que se perpetua, a própria eternidade.

Sinta meu amor assim, e nunca mais fuja de mim.
Apenas, sinta!
Eu acredito na força do amor que se renova sempre!

Paulo Roberto Gaefke

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