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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Q.I. NÃO É INTELIGÊNCIA...


Q.I. não é sinônimo de inteligência, cientificamente falando.
A suposta medida de aptidões mentais ou psicometria não permite senão estimativas e hipóteses. Todavia, no caso do quociente intelectual (que muitos chamam de “quociente de inteligência”), seus defensores o têm apresentado como se fosse uma comprovação científica como outras que se conseguem em alguns campos do conhecimento com elevado grau de exatidão e precisão, de tal modo que estas (comprovações) permitem negligenciar eventuais erros. Com os testes de Q.I. não acontece isso e eles têm servido, de fato, ao uso da palavra ciência como instrumento de dominação.
A ideia de que uma pessoa já nasce inteligente é um terrível equívoco que tem travado o desenvolvimento da maioria da população do mundo. Aos que têm alto Q.I., tudo! Aos outros, a conformação! É assim que pensam os defensores da conquista das mentes, da manipulação dos cérebros, pelo medo, pela inoculação de sentimentos de culpa e de inferioridade, pela disseminação da “cultura do fracasso”, que leva pessoas a acreditarem que não têm chance neste mundo, que nasceram para sofrer...

Não é nada fácil reconhecer e descobrir faculdades da mente, mas podemos observar, de forma atenta, as verdadeiras aptidões de pessoas e partir daí para voos mais altos, sem tê-las rotulado previamente com resultados de testes enganosos.

Não é verdade que somente uma medida precisa da inteligência e do saber humano, uma verificação experimental numérica de fenômenos humanos autorize que uma teoria seja válida ou não.

As pessoas fundamentam seu comportamento e seus atos num certo número de crenças, valores, hábitos, costumes que são aceitos como “verdades”.
A inteligência não nasce pronta, nem é apanágio de poucos. Nós nascemos, todos, com a faculdade de sermos inteligentes, da mesma forma que nascemos com a faculdade de falar, mas não nascemos falando. Querer dizer que a inteligência é inata, que não pode ser aprendida, é como admitir o “poder divino” dos reis. Não podemos classificar as pessoas em superiores (de alto Q.I., de altas habilidades, “superdotadas”) e inferiores ( de baixo Q.I., de pequenas habilidades, infradotadas). Defender que há “pessoas superiores” leva, por via de consequência, à ideia de que há “raças superiores”, o que é um absurdo!

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia

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