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quinta-feira, 28 de junho de 2012

PERMITIR...

Eu me permiti ser feliz.
E vivi um delicioso sonho de amor.
Acabou, mas ficou a marca da felicidade.
Deixou o gostinho de quero mais.
E do amor, não me afasto jamais.


Eu me permiti viver a esperança.
Cuidando do futuro de uma criança.
Escola, carinho, brincadeiras e muita compreensão.
Ela cresceu, o mundo girou, ela se foi.
Ficou a certeza do dever cumprido e o laço eterno.
Somos mais do que uma família, somos partes do mesmo corpo.


Eu me permiti trabalhar com determinação.
Por não aceitar migalhas e nem fazer corpo-mole.
Cresci nos cargos e tive uma grande evolução.
Sai daquela empresa, mas em mim ficou;
a certeza do dever cumprido e muito aprendizado.
Na cadeira vazia que deixei, uma marca não se apaga:
a do trabalho bem realizado que por si só já fala.


Eu me permiti viver uma grande amizade.
Dediquei meu tempo e laços foram estabelecidos.
Houve quem traiu e sumiu.
Mas restou no peito a certeza de que amigos são eternos.
Traições são passageiras, visões distorcidas de nossas frustrações.
Em toda amizade fica um perfume de eternidade.


Por fim, eu me permiti perdoar a tudo e a todos sem limites.
Descobri que a vida é uma estrada longa, ainda que passageira.
Onde quem carrega o maior fardo é aquele que leva mágoas.
Peso desnecessário na estrada da vida.
Dor incontida, raiva mal resolvida.
Peso que deixei no canto de uma rua esquecida.
Para lembrar apenas que eu sou o dono da minha vida.
E que no meu coração, só o amor ocupa espaço.


Assim sigo livre, leve e sempre pronto para o que der e vier.
Porque eu me permito, viver cada dia como se fosse o último.
E se for, levo comigo a certeza de que aprendi a grande lição:
o amor é a chave que liberta, nos dá asas para voar pela eternidade.
caminho único e real para a felicidade.


Paulo Roberto Gaefke

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