Páginas

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O AMOR EM EVOLUÇÃO...

A felicidade anda ao lado e ainda não vistes! Ela está na pureza das coisas simples e ao mesmo tempo essenciais: o ar da respiração, os movimentos do corpo, o alimento que vos mantém vivos, enfim, os choques de pessoas no dia a dia...


Desanuviai vossos corações e lembrai sempre que estais no lugar certo para galgares o próximo degrau...

Em qualquer momento da nossa existência terrena, devemos zelar para que nossa ligação com Deus não seja rompida. Quando existe essa ligação todas as coisas são preciosas...

O Universo que nos parece infinito e misterioso será nosso domínio se assim quisermos. Basta que adotemos a simplicidade como forma de vida...

Lembra que sois eternos e este momento será apenas um entre milhares onde tereis de tirar o máximo de aprendizado para novas experiências...

O homem foi à Lua, mas não realizou a viagem mais difícil; para dentro de si mesmo...

Enquanto o homem não tiver o conhecimento de si próprio, estará empenhado em atacar o próximo que reflete suas imperfeições...

O grande não subjugará o pequeno, nem o pequeno se mostrará maior diante do grande, e assim segue o Amor Em Evolução. Cada um respeitando e amando, tudo dentro da sincronia da Criação...

Acreditemos na vida. E ela florescerá a cada milésimo de segundo.

A energia da vida é a força maior que sustenta o Universo e está dentro de todas as coisas em constante movimento.

AUTORITÁRIOS...

O que tem em mente uma pessoa autoritária, que pretende que os outros a sigam por medo de ações de violência ou represália? Há prazer nisso?

Pode alguém a quem as pessoas seguem ou obedecem por medo se sentir prestigiado, superior? Sua autoestima pode ser boa? É pouco provável.

Uma pessoa autoritária parece governada por fortes ressentimentos: usa sua posição de poder para expressar os rancores que acumulou na vida.

A pessoa autoritária tende a ser rancorosa: se vinga das eventuais frustrações e mágoas que a vida lhe impôs maltratando seres inocentes.

Pais autoritários agem com maldade, impondo sua forma de ser aos filhos e impedindo que eles desenvolvam suas próprias ideias e convicções.

Flávio Gikovate

CHANTAGEM...

Aquele que pratica a chantagem sentimental se vale dos sentimentos de culpa de sua "vítima" para fazer valer sua vontade, ainda que indevida.

É impressionante a dificuldade que uma pessoa legal tem para dizer "não" por causa da culpa: por achar que irá causar forte dor naquele que pede.

O curioso é que o que faz a chantagem sentimental não sente culpa; porém, sabe muito bem como é difícil para quem a possui se opor a ela.

Uma tarefa dificílima para uma pessoa legal é se opor à culpa que sente mesmo diante de quem age com má-fé: só se avança ao confrontá-la.

Temos que nos valer da força de vontade (racional) para nos opormos ao sentimento de culpa que julgamos indevido: aos poucos iremos evoluir.

Flávio Gikovate

FLUA COM A VIDA...

Para onde quer que o fluxo da sua vida flua, onde quer que você sinta alegria e felicidade, vá fluindo nessa direção. A felicidade é o critério.


O rio Ganges flui em direção ao leste, o rio Narmada flui em direção ao oeste. Se por acaso acontecesse de eles se encontrarem no meio do caminho seria um grande problema, porque o Ganges diria, "eu estou indo para o oceano", e o Narmada também diria: "eu estou indo para o oceano."

Você vai dizer que um deles deve estar errado. Ambos podem estar errados, mas como ambos podem estar certos? Criaria uma grande discussão. E não há maneira de resolver essa discussão em pé no meio de um cruzamento na estrada. A pessoa tem que ir para o oceano para ver.

Mas se você for você saberá que o Ganges, que corre para o leste, atinge o oceano, e o Narmada, que flui para o oeste, também atinge o oceano. O oceano é um - como o oceano pode ser do leste ou do oeste? Você pode dar-lhe nomes diferentes, você pode chamá-lo de Mar da Arábia ou de Baía de Bengala, mas não faz qualquer diferença, o oceano é um e todos os rios chegam a ele.

Em qualquer caminho que você sinta o fluxo, onde quer que você sinta a alegria, onde quer que a poesia pareça surgir em sua vida, onde quer que você possa ir cantando, onde quer que você possa ir dançando, é o seu caminho. Então, não dê ouvidos a ninguém.

O Ganges de alguém pode estar indo para o leste. Diga-lhe: "Desejo a você o melhor, vá, mas meu Narmada está indo para o oeste e estou feliz. E eu encontrei minha direção para fluir, eu encontrei meu caminho. Porque eu sou feliz em cada passo, posso supor que no final haverá a bênção final."

Esse critério é verdadeiro em cada e em todos os passos do seu caminho. Sempre que há tensão, desconforto, sofrimento, dor, fique alerta. A música da vida não está fluindo? Então talvez você pode estar indo na direção errada, de alguma forma você deve estar indo contra a sua própria natureza.

No Bhagavad Gita, Krishna diz: "É melhor até morrer por sua própria natureza, mas seguir a natureza de alguém é destrutivo". Você pode se envolver com a natureza de outra pessoa - a natureza própria de alguém lhe atrai e cria uma ganância em você.

Vendo o Ganges indo para o leste, se o Narmada também tivesse o desejo de ir para o leste então ele iria sofrer. Ele ficaria em apuros e não seria capaz de chegar ao oceano.

Todo mundo tem sua própria maneira de fluir. Mantenha sempre sua visão em seu próprio critério interno. Sua harmonia interna irá sempre mostrar o caminho certo.

E quando você se torna muito influenciado pelo critério interno de outra pessoa, então você se torna confuso. Quando você começar a imitar alguém, você vai se extraviar, você vai se desviar de sua alma.

Enquanto você continuar seguindo sua própria harmonia interna, enquanto você seguir o seu próprio coração e ouvir a sua própria voz interior, então você nunca pode se extraviar.

E então você também vai saber que seu caminho não precisa ser necessariamente o caminho de outro alguém. Então você vai abandonar a necessidade de julgar o caminho do outro.

Então você vai notar muito isso - que, se o Ganges vai dançando, então ele deve estar indo em direção ao oceano. Seu oceano pode estar no leste, meu oceano está no oeste, mas eu também vou dançando e o Ganges também vai dançando, por isso, ambos devemos estar indo para o oceano.

Porque, a menos que um rio vá para o oceano, ele não pode dançar. É o oceano se aproximando que se torna uma dança em seus pés.

É Deus se aproximando que se torna a felicidade interior. Felicidade é o critério.

Osho

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

QUARTA IMPORTANTE LIÇÃO...

O obstáculo no nosso caminho. Em tempos bem antigos, certo rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada em seu reino. Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.

Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.

Alguns até esbravejaram contra o rei, dizendo que ele não mantinha as estradas limpas, mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.

De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.

Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para fora da estrada.

Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais, mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.

A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei, que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.

O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendeu: "todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".

TERCEIRA IMPORTANTE LIÇÃO...

Sempre se lembre daqueles que te serviram. Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou-se a uma mesa. Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele.

- Quanto custa um sundae? - ele perguntou.

- 50 centavos - respondeu a garçonete.

O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las.

- Bem, quanto custa o sorvete simples? - ele perguntou.

A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa, e a garçonete já perdia a paciência.

- 35 centavos - respondeu ela, de maneira brusca.

O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse:

- Eu vou querer, então, o sorvete simples.

A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu.

O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu.

Quando a garçonete voltou à mesa do garoto, começou a chorar. Havia 15 centavos em moedas. A gorjeta deixada pelo menino à garçonete, que completaria o preço do sundae.

SEGUNDA IMPORTANTE LIÇÃO...

Na chuva, numa noite, estava uma senhora negra, americana, no acostamento de uma estrada no estado do Alabama, enfrentando um tremendo temporal. O carro dela tinha enguiçado e ela precisava, desesperadamente, de uma carona. Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam.


Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para ajudá-la. O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela.

Ela parecia estar realmente com muita pressa, mas conseguiu anotar o endereço dele e agradecê-lo.

Sete dias se passaram quando bateram à porta da casa do rapaz. Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida estava sendo entregue na casa dele, com um bilhete junto, que dizia:

"Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas, como também meu espírito. Aí, você apareceu. Por sua causa, consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por ter me ajudado. Sinceramente, Sra. Nat King Cole".

PRIMEIRA IMPORTANTE LIÇÃO...

Durante meu segundo mês na escola de enfermagem, nosso professor nos deu um questionário. Eu era bom aluno e respondi rápido a todas as questões, até chegar à última, que era a seguinte: "Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?"

Sinceramente, isso parecia uma piada.

Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela?

Entreguei meu teste, deixando essa questão em branco. Um pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota. "É claro!", respondeu o professor. "Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção, mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples alô".

Nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy. Isso é importante porque médicos e enfermeiros trabalham com algo muito frágil: o ser humano.

TER COMPETÊNCIA OU SER COMPETENTE...

Não existe mistério nas entrevistas e dinâmicas por competência.

Quatro horas fechado em uma sala, participando da seleção. Dias depois, vem à surpresa: você não foi aprovado.

Por um longo período, o seu sentimento é de raiva, indignação e dúvida... O que eu não tenho para a vaga? Os conhecimentos da empresa eram apenas inglês e informática, e estes eu domino muito bem. O que faltou?

Diferentemente do modo como muitos pensam, a resposta não está em "o que eu não tenho", mas, sim, em "como eu sou", quais as expectativas da empresa para o candidato.

As exigências de quem contrata não se restringem apenas a conhecimentos técnicos, pois incluem as competências necessárias para que o candidato atenda às expectativas da empresa e vice-versa.

É importante saber a diferença entre as palavras "competência" e "competente". Apesar de relacionadas, na prática, são diferentes.

Ser competente faz parte de ter um bom desempenho em determinada tarefa, e não garante o desempenho sempre positivo. Pode acontecer de alguém ser competente apenas em alguns momentos.

Ter competência significa possuir habilidades e atitudes compatíveis com a tarefa e ser capaz de colocar esse potencial em prática no momento certo. Hoje, as competências exigidas pelo mercado recebem muitas denominações, mas, em geral, elas são sempre as mesmas: pró-atividade, criatividade, flexibilidade, habilidade em negociação, trabalho em equipe, facilidade no contato com pessoas, foco no resultado e planejamento.

É possível que você não tenha todas essas competências, mas com certeza possui uma delas. Combinadas com outras, estas competências formam você como profissional.

A resposta para não ser aprovado naquela seleção de quase um dia inteiro está exatamente neste ponto. Existem muitos fatores para se preencher determinada vaga e, na maioria das vezes, estes passam longe de conhecimentos técnicos. Estão relacionados ao perfil do candidato e às características do cargo a ser ocupado.

Um vendedor externo precisa ter bom relacionamento com as pessoas e ótima habilidade em negociação. Estas competências devem sobressair entre outras.

Às vezes, o estudante tem as competências para a vaga, porém não soube demonstrá-las no momento da seleção, pois ficou intimidado com o grupo.

E existem muitos casos em que o candidato tenta fingir ser outra pessoa e, da mesma forma, acaba prejudicado no processo, pois a selecionadora é uma pessoa especialista no assunto e sabe como identificar cada indivíduo sem se deixar enganar.

O mais importante é ser verdadeiro e evitar a frustração caso o seu perfil não se encaixe com a vaga. Cada processo de seleção é uma experiência, e mesmo com resultados aparentemente "negativos", você adquire conhecimentos e aprende quais os aspectos a melhorar para a próxima oportunidade.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

DIA DE FAXINA...

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." II Coríntios 5.17


Estava precisando fazer uma faxina em mim...

Jogar alguns pensamentos indesejados para fora, lavar alguns tesouros que andavam meio enferrujados...

Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.

Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões...


Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei;

Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li.

Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas...

E as coloquei num cantinho, bem arrumadas.

Fiquei sem paciência!...

Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão:

Paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste...


Mas lá também havia outras coisas... e belas!

Um passarinho cantando na minha janela... aquela lua cor-de-prata, o pôr do sol!...


Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças.

Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas.

Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.

Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante!


Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão.

Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante:

O amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos... como foi bom relembrar tudo aquilo!

Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.

Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurada bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar... e de recomeçar...

Ao nascer de mais um dia, tudo é lindo e maravilhoso.

O caminho que se prossegue, a verdade que se faz presente e a vida que se expressa.

O importante é aproveitar o tempo para transformá-lo em eternidade.

É ter certeza que os milagres acontecem e que os sonhos PODEM se realizar.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

AINDA HÁ TEMPO...

Ainda há tanto que fazer...

na minha vida há decisões que devo tomar,

na minha família, atitudes que pedem reflexão,

no meu trabalho, pessoas que pedem paciência,

pelas ruas pessoas que pedem compaixão.

E se me perco em meio às lamentações,

se me entrego as reclamações da alma queixosa,

paro e reflito, ainda há tanto o que fazer.

No amor, por vezes sinto a ausência,

por tantas vezes a solidão bate a porta,

decepções e amarguras me fazem parar,

um desejo de largar tudo e me fechar.

Se não entendo quem eu amo,

se espero mais do que podem me dar,

é minha alma carente que grita,

é um desejo infantil de amor eterno.

Paro e reflito, ainda há tanto que amar.

No dia a dia, sinto o cansaço chegar,

o nervosismo me ataca, quero brigar.

As pessoas parecem não me ouvir,

falo e repito a mesma coisa, e por vezes,

entre o desespero de querer acertar,

e a intenção de ser o melhor, eu me perco.

Sou alguém que não conheço,

faço coisas que até me espantam, sinto medo.

E se tento me esconder do mundo,

paro e reflito, ainda há tanto que aprender.

Refletir, aprender, fazer e amar,

eu me concentro nas possibilidades,

eu me agarro na esperança,

sou adulto, mas gostaria mesmo é de ser criança,

o mundo me aflige, sinto que não vou conseguir,

mas há algo em mim que grita e diz,

que ainda há tanto que ser feliz.

Paulo Roberto Gaefke

sábado, 20 de outubro de 2012

CRÔNICA DA LOUCURA...

O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.


Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal.


O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco.


Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses.


Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Senão, vejamos:


Na última quarta-feira, estávamos:

1. Eu
2. Um crioulinho muito bem vestido,
3. Um senhor de uns cinqüenta anos e
4. Uma velha gorda.

Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do principio que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados.

(2) O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do "Harmonia do Samba"? Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.

(3)E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.

(4) Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse.


Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista.
Conto para ele a minha "viagem" na sala de espera.
Ele ri... Ri muito, o meu psicanalista, e diz:

- O Ditinho é o nosso office-boy.
- O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades.
- E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe.

- "E você, não vai ter alta tão cedo..."


Luis Fernando Veríssimo

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA...

Se as lágrimas rolam compulsivas, Chore... Lave a alma...


Se a dor parece que vai fazer Teu peito explodir, Não te desesperes... Peças forças a Deus, dias melhores hão de vir...

A ferida de hoje é a cicatriz de amanhã... Um dia, esse triste momento será apenas uma lembrança...

Se há tempestade na tua existência, tenha paciência... pode até demorar, mas um dia, surgirá o arco-íris e com ele, o sol...

Se caíste, levanta-te, reinicie a caminhada, mesmo que seja do quilômetro zero...

Não desanimes, não entregues os pontos... Um dia, essas lágrimas secarão...

Estás descrente de tudo? Tenha fé... Mas o que é ter fé? Ter fé é fechar os olhos e jogar-se nos braços de Deus, assim como a criança faz quando dizemos: “PULE”! E ela se joga confiante no ar, pois crê que será aparada...

Faça assim, joga-te com confiança nos braços de Deus... Ele te sustentará e secará tua lágrima...

Confie! Na vida, tudo é aprendizado. Só o Pai sabe a hora de intervir e mudar tua história... E quando começar a atuar fará mais do que pediste...

Sua obra é completa... Vamos, enxugue as lágrimas... Erga a cabeça... Siga em frente! Confie!

Maria José Zanini Tauil

EVITE A CONVERSA "MACARRONADA"...

Conversa macarrônica é um termo usado para definir um diálogo que ficou confuso porque os parceiros expressaram os pensamentos do outro, e não os próprios. É quando cada um fala o que acha que o outro pensa, ou o que acha que o parceiro acha que você pensa... Aí, o diálogo vira uma confusão irremediável!


Para evitar isso, use comentários começados com “eu”, expressando apenas seus próprios pensamentos e sentimentos e fazendo perguntas quando quiser saber alguma coisa a respeito de seu parceiro. Colocar em palavras o que você acha que seu parceiro pensa não é apenas contraproducente, mas também contagioso, porque as pessoas têm tendência a imitar o estilo de conversar das outras.

Se um dos parceiros fala de um modo invasor, o outro provavelmente fará o mesmo. E, sem perceber, os dois acabam envolvidos numa conversa macarrônica e não conseguem descobrir o que deu errado. Como estavam realmente tentando manter um diálogo construtivo, ficam confusos e irritados um com o outro.

Para evitar esse tipo de situação e as conseqüentes confusões e brigas, não “ache” nada a respeito do que o outro sente ou pensa. Diga o que você sente e pensa e pergunte diretamente o que acontece ao outro.

Susan Heitler, no livro "A arte do relacionamento"

REFLEXÃO...

Não devemos exigir que a ciência nos revele a verdade. Num sentido corrente, a palavra "verdade" é uma concepção muito vasta e indefinida.

Devemos compreender que só podemos visar a descoberta de realidades relativas. Além disso, no pensamento científico existe sempre um elemento poético. A compreensão de uma ciência, assim como apreciar uma boa música, requer em certa medida processos mentais idênticos.

A vulgarização da ciência é de grande importância se proceder de uma boa fonte. Ao procurar-se simplificar as coisas, não se deve deformá-las. A vulgarização tem de ser fiel ao pensamento inicial.

A ciência não pode, é evidente, significar o mesmo para toda a gente. Para nós, a ciência é em si mesma um fim, pois os homens da ciência são espíritos inquisidores. (...) a sociedade torna possível o trabalho dos sábios, alimenta-os. Tem, pois, o direito de lhes pedir por seu lado uma alimentação digestiva...

Albert Einstein

DEUS TU ÉS SANTO...

"AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei." Salmos 91.1-2


Deus tu és Santo, engrandeço e exalto ao Teu Nome..


Olho ao redor e vejo tudo que criaste aqui

Quão maravilhoso Senhor o Teu amor nunca falhou

Não tenho palavras para expressar ou descrever a Tua Glória

Como prova do meu amor isso eu Te dou levanto as mãos e digo


Deus Tu és Santo, engrandeço e exalto ao Teu Nome...


Não tenho palavras para expressar, o quanto eu dependo de Ti,

Bençãos tão lindas que deste-me, carinho graça e amor eterno

Por isso quero louvar-te e dizer o quanto eu te amo

Pois é Digno de toda, de toda glória e é Digno de todo louvor

Não sei porque me amaste, e misericórdia por mim tiveste

Porque sofreu, e morreu por mim na cruz, na cruz do calvário,

Mas eu, dou graças, Deus

Dou Graças, e te rendo louvores,
Dou Graças Meu coração clama e diz
E te dou todo louvor...

Maravilhoso, Glorioso, Justo e Santo,
Vitorioso, Vencedor em tudo és Triunfante,
Curador, Libertador, Escudo e Defesa,
Torre forte, Amigo em todo o tempo

Onipotente, Onipresente, Rei que em breve vem.

Alfa e Ômega é Senhor até o fim

Santo, Santo é o teu nome

Santo, Meu Deus é Santo

Santo, e os Anjos clamam Santo

Santo, é o Teu Nome

Santo, Meu coração clama Santo

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

OS PLANTADORES DO IMPOSSÍVEL...

Desde criança, acompanham-nos os sonhos de todo tipo; daqueles que, enquanto sonhamos, significa o inatingível, o inalcançável.


Sonhos são projetos de vida, são os rascunhos de ser feliz.

Quase que invariavelmente, aquele homem que possui uma vasta coleção de miniaturas de automóveis foi o menino que se apaixonou por um carrinho visto lá atrás, no passado.

Outros meninos e meninas sonharam em voar e foram atrás do sonho.

Vieram os voos da adolescência e a certeza de quem sempre se soube pássaro.

Um dia, alguém ouviu um instrumento e as notas lhe tocaram tão fundo a alma que, resolveu entregar sua vida à musica, ao seu instrumento ou a vários deles.

Ao receber o sorriso de uma mãe, vários bebês decidiram dançar a vida toda – talvez em busca daquele mesmo sorriso sincero que recebeu um dia.

Numa época, o teatrinho da escola fez uma atriz - que tomou para si a responsabilidade de expor as personalidades de incontáveis mulheres, vistas pelas lentes de sua capacidade de sentir ou vestir o íntimo de alguém.

Alguns, por toda sorte de motivos, não conseguiram alcançar seus objetivos e, em sendo assim, transferiram a seus filhos os próprios sonhos. E conheceram o milagre de ser feliz pela felicidade de quem se quer bem.

Nem todos os filhos tornaram-se médicos insuperáveis ou advogadas imbatíveis.

Ficou a alegria sincera de ter gerado uma esperança, como quem gerou um ser.

Alguns são felizes por verem quem amam partir e, em nome de tanto bem querer, abrem mão de si próprios com a absoluta convicção que - poder enxergar novos horizontes pelos olhos de outrem é a melhor visão do mundo.

Uma coisa é certa: praticamente todos os sonhos levam ao desejo de felicidade de nós mesmos.

Mas existem alguns seres tão puros e tão especiais que não podem ser chamados apenas de sonhadores.

São os plantadores do impossível.

Todos os que plantam, precisam da terra ou de algum meio para fazê-lo. Os plantadores do impossível não.

Não raro, são vistos como loucos visionários ou idiotas que, em espaços invisíveis – o céu talvez – plantam suas sementes.

Fazem do espaço infinito, seus campos de cultivo e poucos, muito poucos, são capazes de visualizar esses campos.

São os campos do impossível porque ninguém antes seria capaz de acreditar na ideia que pudessem existir.

Imensidões de plantas estranhas e invisíveis aos menos atentos – pelo menos enquanto são meras sementes. Templos da liberdade, nascentes de luz.

Pela obstinação, consciência e fé do cultivador eles se multiplicam quase que imperceptivelmente.

São incalculáveis glebas tomadas por sementes de esperança, compreensão, amor, perdão e visão do que há de vir.

Campos de ensinamento - são as mãos de todos os seres humanos misturando suas raízes.

São paragens de sonhos também e o que lhes diferencia é não estarem voltados para um só ser. Pertencem a todos, seguramente.

Agricultores que adubam com a paz sua terra única, regam suas plantas com lágrimas da emoção de ver alguém mais feliz. Senhores de trilhas que nos aproximam de Deus.

Plantadores do futuro - ao ensinar quem os cerca - aguardam serenos, o florescer daquilo que jamais poderá lhes pertencer como criação própria.

Meros cultivadores do improvável, do amor sem marcos de propriedade. Amor entre todos os viventes. Doação.

Semeadores de pomares e jardins que só aparecem depois de maduros e produtivos, onde qualquer um pode colher e que ninguém sabe explicar de onde surgiram.

Talvez, de um sonho impossível.

Paulo Moreira

QUANDO O CORAÇÃO APRENDE A FALAR...

Homens não sabem falar. Sofrem por não saber dizer. Ao menos aparentemente, nada sabem dizer. Vivem de símbolos.


Alguns mais conhecidos, são de poder, de domínio, de jugo. Símbolos pelos quais, em geral, somos vistos.

Somos vistos, a grosso modo, como infantis, diretos demais e até um pouco negligentes no amor. Será que é assim?

Lógica é uma coisa tipicamente masculina, dizem. Qual seria a lógica desses seres que parecem totalmente insensíveis?

Gostaria de tentar dizer, olhando nos olhos de uma mulher:

O homem é grato por natureza. Ele sabe o útero materno que o acolheu; sabe do calor da primeira mulher que lhe ensinou o amor. E por toda a vida, deve levar isso.

Sabe também que amor e gratidão não se misturam.

Ainda assim, reverencia cada mulher - por enxergar nesta a dignidade de todas.

Alguém já disse que procuramos mães. Engano! Procuramos um amor que seja maior que nós mesmos.

Até para que a vida tenha sentido.

Mas, muitas vezes não sabemos expressar, ou pouco sabemos.

Nos escondemos em nossa fortaleza pelo fato de não saber expor. Criamos imagens, que nem por todas as mulheres são entendidas.

Talvez até para nós mesmos seja um tanto difícil. Tudo para nós são símbolos.

É o desejo de também ser grande ou possuir algo mais, que - se não falamos - queremos mostrar ou insinuar que seja.

Dificuldade de entender que a fragilidade faz parte da delicadeza da relação. Nosso pensar, às vezes, é surreal. Medo de ser comparado.

Homem é como criança sem domínio sobre a fala; quer dizer de uma estranha maneira que é muito mais do que suas palavras conseguem.

Sonha com o aprendizado junto da mulher que o leva além de si mesmo.

Enxerga sua importância para a mulher, querendo ser o que mais plenamente lhe ocupa os espaços, numa linguagem que utiliza seus corpos, mas avança muito além.

Essa é sua verdadeira busca.

A de ser o amor maior.

Aquele que faz de cada toque, uma cura. De cada estar junto, o dia mais feliz que já existiu.

O que faz sua cúmplice vibrar em sua grandeza de mulher.

Um certo orgulho de acreditar que seja o único capaz de levá-la à mais que total entrega, a um êxtase de felicidade próximo da implosão.

Um homem não apenas adentra um corpo de mulher. Mora nele. Faz dele seu porto e templo. Passa a ser o pulsar do coração que o abriga.

E todos os homens sabem disso - absolutamente todos. É nato do ser homem!

Homens são águias. Pensam ser donos por direito natural. Mesmo sabendo injusto - em sua inocência - agem assim. Mas, só até perceberem que o céu é maior que seus olhos.

Sempre deixam sua presença. De uma forma ou de outra. Uma essência sua fica em cada entrega. A certeza de esperança, de vida.

Luz que não se explica – um halo. Quando ama verdadeiramente, o homem deixa sua marca. E sabe quando isso acontece.

Agradece em silêncio à sua fada de luz, todo o bem de cada instante compartilhado.

Sem que, muitas vezes, essa mulher perceba, devolve de uma forma só sua, o amor que o recebe e o faz tão humano.

Pressente quando é chegado o tempo de dois se tornarem um só. Consegue assim, o que parecia impossível.

Envergonhado com a nudez de seu espírito perante a parceira, com os olhos pregados no horizonte, balbucia baixinho: - amo você...

Paulo Moreira

A FLOR QUE AMAVA O MAR...

Havia uma flor à beira de um rio que se apaixonou pelo mar.


Talvez por ouvir o sussurro das águas do rio, que corriam ansiosas para desembocarem na sua imensidão, passou a amar profundamente aquele ser conhecido apenas pelo ouvir falar do vento e dos pássaros.

Apaixonou-se por alguém que nunca viu, mas sempre quis estar junto; de longe ouvia o canto ritmado das ondas e imaginava-se naqueles braços, numa dança contínua da qual só os que têm em si muito amor sabem o ir e vir.

Sonhava com o dia em que pudesse estar envolvida por aquele tão admirado e imenso ser.

E sentiria suas pétalas acarinhadas por alguém que, certamente, lhe saberia a alma de flor delicada.

Tanto sonhou e pediu que, um pássaro sensibilizado, mesmo avisando-lhe do risco que corria, atendeu seu pedido de cortar-lhe a haste.

Seguindo o rio e deixando-se levar pela correnteza, iria ao encontro de seu querido e a ele juntar-se-ia para sempre.

Caindo no rio, sentiu de imediato seu corpo gelar naquelas águas rudes e fortes que a arrastavam rapidamente.

A princípio, gostou daquela velocidade com que ia ao seu destino.

Depois sentiu a primeira mordida de um peixe que lhe amputou parte de uma pétala; começou, então, seu caminho de sofrimento.

Troncos no meio do caminho insistiam em lhe obstruir a passagem e, cega, sendo levada pela força da água, batia contra pedras que iam lhe dilacerando e tirando sua beleza de flor.

Enormes cachoeiras traziam quedas violentas. Medo vencido por uma determinação de quem sabe o que quer.

Mesmo quase desmaiada e toda machucada, levava consigo o alento de ir encontrar com seu amor.

Todas as dores do mundo não se comparavam à felicidade de realizar o seu sonho.

Tudo vale a pena quando se ama.

Até que, muitos dias depois, totalmente deformada e quase inconsciente, viu chegado o momento com o qual sonhou.

As águas do rio encontravam-se com o mar com tanto ímpeto que, no encontro, foi arremessada para cima.

Naquele exato instante, olhou para o céu e agradeceu a Deus por haver chegado a quem tanto amou.

E seus pedaços boiaram inertes sobre aquelas águas que, minutos depois, sequer lembrariam daquela pequenina criatura – um dia tão linda – Flor.

Poucos, além dos pássaros e do vento, souberam da flor, mas ela realizou seu sonho. Conheceu o mar!

Na vida, não podemos reclamar dos caminhos que escolhemos.
Qualquer caminho é uma opção nossa.
Até morrer de amor.

Pensando nisso, entre duas lágrimas com gosto de sal e o esboço de um sorriso irônico, de repente, me dei conta de uma coisa: Eu conheci o mar!

Paulo Moreira

ERA UMA VEZ UMA FLOR...

Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras.


Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza...

Passou uma jovem e ficou admirada com a flor.

Logo pensou em Deus.

Cortou a flor e a levou para a igreja.

Mas, após uma semana a flor tinha morrido.

Passou um homem, viu a flor, pensou em Deus, agradeceu e a deixou ali; não quis cortá-la para não matá-la.

Mas, dias depois, veio uma tempestade e a flor morreu...

Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela: bonita, mas sozinha.

Decidiu voltar todos os dias.

Um dia regou, outro dia trouxe terra, outro dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo...

Um mês depois, lá onde tinham só pedras e uma flor... havia um jardim !

ASSIM SE CULTIVA UMA AMIZADE.