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domingo, 8 de fevereiro de 2009

CASA CORAÇÃO...


O amor é entrega, mas não da alma, o amor é renúncia, mas não dos nossos sonhos, o amor pede paciência, mas não a cegueira, o amor pede dedicação, mas não o afastamento das pessoas, o amor pede vigília, mas não o ciúme doentio, o amor pede serenidade, mas não o abandono, o amor é flor delicada, mas tem espinhos, o amor é renovação, mas não a salvação, o amor pede tempo, mas pode nascer em um instante.
Por isso, vivo o amor sem limites, voando pelas sensações dessa paixão.
Mas, depois de viver a dor e a frustração, hoje sigo sereno, com os dois pés no chão.
Zelo por mim e por quem me apaixono, dedicando tempo e atenção, mas dando liberdade, respeitando os limites que todos nós temos.
Assim, o amor deixa de ser uma obrigação formal, passa a ser um comprometimento de duas pessoas, em torno da simplicidade de se conhecer, e se conhecendo, crescendo na admiração, e se admirando mutuamente, formam um elo,
esse elo se junta em interesses, formando uma corrente, assim, o amor se fortalece, e jamais se esquece.
E quando se encontram, não há tempo para discussões, não há espaço para ciúme, nem desconfianças sem medidas.
O tempo é dos amantes, do amor que não se mede, que se preenche pelo próprio amor, que invade, preenche e se declara, por ser amor, é a própria eternidade que não podemos medir.
E eu quero um amor assim...
Paulo Roberto Gaefke

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