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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

QUE O AMOR SEJA...


Na força do medo me agarrei ao desejo.
E no meio de uma tempestade de emoções,
vivi o amor em sua forma mais profunda.
Inundei a minha alma com sua intensidade.
Sem temer nada, perdi parte da minha sanidade.

Ora, o que é o amor sem um gesto de loucura?
Se não podemos nos beijar na rua, no metrô?
Que esperar de um amor escondido,
de um beijo roubado, como se fosse bandido...

O amor é essa disritmia, que acelera e revela.
Nada fica embaixo dos panos, tudo é sonoro.
Mesmo quando a garganta não grita, o peito parece explodir.
Os olhos brilham tanto que qualquer um percebe,
aquilo que você quer esconder, eles entregam.

E é no meio desse abraço bem apertado,
onde o beijo mais desejado se torna realidade,
que eu te convido a viver a plenitude do amor,
ainda que seja tarde, a noite é longa,
é uma criança para os amantes,
um suspiro para quem só quer se entregar.

Que o amor seja para você, par,
nunca ímpar...nunca solidão,
apenas e tão somente, coração.

Paulo Roberto Gaefke

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