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sábado, 31 de julho de 2010

CERTO OU ERRADO?


Um adulto e uma criança têm necessidades diferentes, qual está certo e qual está errado?
Um engenheiro e um carpinteiro usam materiais diferentes, qual está certo e qual está errado?
Homens e mulheres têm preferências diferentes, qual deles está certo ou errado?
Eu gosto de limão e você de laranja, qual de nós está certo ou errado?
Assim, nós, seres humanos, somos diferentes uns dos outros e qual de nós está certo ou errado?
Muitas vezes, julgamos o nosso próximo baseado no que achamos ser certo ou errado para nós, nos esquecendo que a nossa visão é reduzida as nossas próprias percepções, preferências e experiências.
Que possamos olhar os outros como “diferentes” e não como “iguais” entendendo que cada ser humano é um universo particular.
Que possamos ser um bálsamo a todos aqueles que cruzam nossos caminhos, aceitando mais, compreendendo melhor e respeitando indistintamente o outro como ele é.
Com esse entendimento, poderemos aceitar e respeitar a todos os que nos rodeiam, julgar menos e ser mais feliz.

Karin Izumi

CERTO OU ERRADO...


O que é certo e o que é errado afinal? Não vou aqui falar das questões morais ou politicamente corretas, etc. e tal, como cumprir leis e ser ético, por exemplo, isso todos nós sabemos. Quero falar sobre aquela sensação que temos na hora de tomarmos uma decisão, por menor que ela seja.
Antes demais nada, se formos pensar mesmo, de verdade e um pouco mais profundamente que o normal, poderíamos dizer que toda decisão tem lá sua importância. Assim, sendo, no exato momento em que temos que decidir entre “A” ou “B”, bate aquela última dúvida: Estou fazendo o certo ou o errado?
Como não poderia deixar de ser, vou me “usar” como exemplo e dizer o que é que acontece quando tenho que decidir algo. Além dessa pergunta aí de cima sobre certo ou errado, eu me bombardeio com mais perguntas e uma das principais é: Certo pra quem? Errado pra quem?
Preciso dizer que eu sou mega master egoísta? Ok, eu digo, como sou mega master egoísta, é óbvio que penso em certo ou errado para mim, em primeiro lugar. Na verdade, vou confessar que só penso em certo ou errado para os outros, lá pelo décimo lugar.
Felizmente, ou infelizmente, nem todo mundo é assim. Exatamente por não serem assim é que muitas das decisões são seguidas de arrependimento porque – podem perceber – quanto mais pensamos nos outros em primeiro lugar, menos reconhecimento temos. Menos recebemos de volta, enfim, é uma porcaria de atitude pensar antes no próximo. Pronto, é isso. (Ia colocar #prontofalei, mas seria “Twittar de mais)
Voltando ao que interessa, deixando os outros de lado, percebam que sendo assim, as minhas perguntas “extras”, certo ou errado para quem, não fazem o menor sentido. Mas é o que acontece, minha mente faz isso comigo, me enche de incertezas na hora de uma decisão, e pior, minha própria mente me trai fazendo com que eu esqueça meu lado egoísta e pare para pensar nos outros. Na boa, isso não é coisa que se faça…
Pensando nisso desde sempre, chego à conclusão que tudo isso tem a ver com a conseqüência das conseqüências das decisões que tomo… mais ou menos assim: Tomo uma decisão e é óbvio que ela afeta outras pessoas. A conseqüência disso é que serei afetado, mais cedo ou mais tarde, pela atitude que a pessoa tomará em relação à minha primeira atitude. Nossa, isso está mega confuso… Melhor você aí do outro lado reler esse parágrafo.
Esse pequeno medo paralisante que dá na hora da tomada de uma decisão nada mais é do que se perguntar se estou ou não preparado para o que virá do outro lado. É fato que uma atitude tomada não tem mais volta, mesmo que a gente se arrependa do que fez, o que foi feito está marcado para sempre. Repito, por mais que os bons Samaritanos insistam em dizer que se deve perdoar os erros dos outros, isso é balela, ninguém esquece algo grave. Nunca!
Isto posto, o que é que devemos fazer? Bem, pensar antes é uma saída, mas sinceramente, poucas pessoas agem assim, normalmente fazem e só depois do estrago é que se dão conta do que estragaram. E olha só uma coisa, nossos Egos têm uma habilidade em destruir coisas boas que vou te falar, viu?
E isso vale para todos os lados, para quem fez uma bobagem, para quem supostamente perdoa, para quem reage e para quem fica imobilizado. Mais ou menos como se quase sempre a gente tomasse uma atitude que vai nos desagradar em algum momento futuro.
Os psicólogos logo no primeiro dia de aula nos falam o seguinte: Certo ou errado não existe!
Será mesmo verdade? Pois bem, levando essa “aula” em consideração, poderíamos afirmar sem medo de errar que, se o certo ou o errado não existem de fato, não deveríamos nos preocupar com isso nunca, o que significa dizer que temos que ser egoístas e ponto final.
Claro que sim, se não existe certo ou errado, por que é que temos que nos preocupar com as conseqüências de nossos atos? Eles estão sempre certos, oras. Ou sempre errados… Você aí que decida.
E… agüente as conseqüências, porque uma coisa te falo, elas virão!

Marcelo Mello

sexta-feira, 30 de julho de 2010

ESPIRITUALIDADE E CONSCIÊNCIA...


Espiritualidade é um estado de consciência; não é doutrina, não!
É o que se leva dentro do coração.
É o discernimento em ação!
É o amor em profusão.
É a luz nas idéias e equilíbrio na senda.
É o valor consciencial da alegria na jornada.
É a valorização da vida e de todos os aprendizados. É mais do que só viver; é sentir a vida que pulsa em todas as coisas.
É respeitar a si mesmo, para respeitar o próximo e a natureza.
É ter a plena noção de que nada acaba na morte do corpo, pois a consciência segue além, algures, na eternidade...
É saber disso – com certeza -, e não apenas crer nisso.
É viver isso – com clareza -, sem fraquejar na senda.
É ser um presente, para si mesmo, para os outros e para a própria vida.
Espiritualidade é brilho nos olhos e luz nas mãos.
E isso não depende dessa ou daquela doutrina; depende apenas do próprio despertar espiritual; depende do discernimento consciencial se unir aos sentimentos legais, no equilíbrio das próprias energias, nos atos da vida.
Ah, espiritualidade é qualidade perene; não se perde nem se ganha; apenas é!
É valor interno, que descerra o olhar para o infinito... para além dos sentidos convencionais. É janela espiritual que se abre, dentro de si mesmo, para ver a luz que está em tudo!
Espiritualidade é essa maravilha: o encontro consigo mesmo, em paz.
Espiritualidade é ser feliz, mesmo que ninguém entenda por quê.
É quando você se alegra, só pelo fato de estar vivo!
É quando o seu chacra* do coração se abre igual a uma rosa, e você se sente possuído por um amor que não é condicionado a coisa alguma, mas que ama tudo.
É quando você nem sabe explicar porque ama; só sabe que ama.
Espiritualidade não depende de estar na Terra ou no Espaço; de estar solteiro ou casado; de pertencer a esse ou aquele lugar; ou de crer nisso ou naquilo.
É valor de consciência, alcançado por esforço próprio e faz o viver se tornar sadio.
Espiritualidade é apenas isso: SER FELIZ!
Ou, como ensinavam os sábios celtas de outrora: SER UM PRESENTE!

Paz e Luz.

* Chacras - do sânscrito – são os centros de força situados no corpo energético e que tem como função principal a absorção de energia (prana, chi) do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
O Chacra Cardíaco - é o chacra responsável pela energização do sistema cárdio-respiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo.

Wagner Borges

quinta-feira, 29 de julho de 2010

LARS GRAEL...


Durante o período em que ficou internado, lutando bravamente contra a morte, Lars Grael, tinha certeza que iria sair vivo do hospital, que mesmo sem a perna, em breve estaria, pelo menos contemplando o mar, a sua grande paixão e razão da sua própria vida. Mas, enquanto travava essa luta contra as dificuldades do próprio acidente, Lars se penaliza e se martirizava, enfrentando sentimentos de autopiedade, com pensamentos de dúvida quanto ao amor da esposa: será que ela ficaria com ele por amor ou por piedade?

Será que ele poderia pelo menos ver de novo o mar em uma cadeira de rodas?
E o seu físico? será que ficaria atrofiado?.

Revoltado com a própria situação, Lars tinha uma resposta na ponta da língua para os amigos que o visitavam e tentavam consolá-lo:
"Você diz isso, porque não é com você!"
Amargurado, inseguro, mas ainda assim com uma vontade férrea de vencer a briga contra a morte, Lars recobrou a razão e descobriu o novo sentido da vida, ao conhecer a enfermeira do Hospital que era amputada e usava uma prótese. Com um belo sorriso, ela pediu para ele fechar os olhos arrancou a calça ali mesmo, cobrindo-se com uma toalha, mostrou não apenas uma prótese, mas uma esperança, uma maneira de enxergar a vida com novos olhos.

Lars voltou ao mar em dezembro de 1998, apenas três meses após o acidente e mudando de categoria, disputou e ganhou várias competições, removendo definitivamente a piedade da sua vida, aprendendo com uma dura lição, a solidificar para sempre a capacidade que todo ser humano tem em superar limites e limitações.

E você?
Será que não está aumentando demais os problemas que te cercam?
Será que não está tendo uma resposta amarga pronta para disparar contra os amigos?
Será que não está com o sentimento de autopiedade ligado, esperando que apareça uma solução mágica dos céus ou dos anjos?
Liberte-se, supere-se, lute um pouco mais.
Os "Bons Ventos" te esperam neste "mar imenso de possibilidades" chamado "Vida".

Paulo Roberto Gaefke

História real, baseada no acidente de Lars Grael.
PS: O acidente que tirou a perna de Lars Grael, ocorreu no dia 6 de Setembro de 1998. Lars teve duas paradas cardio-respiratórias nas primeiras horas depois do acidente e perdeu muito sangue. Nas semanas seguintes, ainda havia risco de infecções no que restou da perna direita.
* A enfermeira era Cláudia Perini, do Hospital Albert Einstein.

O SEMEADOR DE TÂMARAS...


"Num oásis escondido numa das mais longínquas paisagens do deserto, encontrava-se o velho Eliahu, de joelhos, ao lado de umas palmeiras de tâmaras.
O seu vizinho Hakim, o endinheirado mercador, deteve-se no oásis para descansar os camelos e viu Eliahu a transpirar, enquanto cavava na areia.
Então, velho? Que a paz esteja contigo.
- E contigo respondeu Eliahu, sem abandonar a sua tarefa.
- Que fazes aqui, com este calor e com essa pá nas mãos?
Estou a semear - disse o velho.
- Que semeias aqui, Eliahu?
- Tâmaras - disse Eliahu, apontando para as palmeiras à sua volta.
- Tâmaras! - repetiu o recém-chegado. E fechou os olhos como quem escuta a maior estupidez do mundo, com compreensão.

- O calor prejudicou-te o cérebro, querido amigo. Vem, deixa essa tarefa e vamos à loja beber um copo de licor.
- Não, tenho de acabar de semear. Depois, se quiseres, vamos beber um copo...
- Diz-me, amigo. Quantos anos tens?
- Não sei... Sessenta, setenta, oitenta... Não sei... Esqueci-me. Mas que importância tem isso?
- Olha, amigo. As tamareiras demoram mais de cinquenta anos a crescer e só quando se transformam em palmeiras adultas estão em condições de dar fruto. Não te desejo mal, como sabes. Oxalá vivas até aos cento e um anos, mas tu sabes que dificilmente poderás colher o que semeias hoje. Deixa isso e vem comigo.
- Olha, Hakim. Comi as tâmaras que outra pessoa semeou, outra pessoa que também sonhou em comê-las. Eu semeio, hoje, para que outros possam comer, amanhã, as tâmaras que estou a plantar... E nem que seja em honra desse desconhecido, vale a pena terminar a minha tarefa.
- Deste-me uma grande lição, Eliahu. Deixa-me pagar-te com um saco de moedas esta lição que hoje me deste. E, dizendo isto, Hakim pôs na mão do velho um saco de couro.
- Agradeço-te as moedas, amigo. Como vês, às vezes acontecem coisas destas: o teu prognóstico é que eu não chegarei a colher o que semeei. Parece verdade e, no entanto, olha, ainda não acabei de semear e já colhi um saco de moedas e a gratidão de um amigo.
- A tua sabedoria espanta-me, velho. Esta é a segunda grande lição que hoje me dás e talvez seja mais importante ainda do que a primeira. Deixa-me pagar-te também por essa lição com outro saco de moedas.
- Às vezes acontecem coisas destas - prosseguiu o velho E estendeu a mão, olhando para os dois sacos de moedas: - Semeei para não colher e, antes de acabar de semear, colhi não uma, mas duas vezes.
- Chega, velho. Não continues a falar. Se continuares a ensinar-me coisas, tenho medo que toda a minha fortuna não seja suficiente para te pagar..."

Jorge Bucay

UM CONTO PARA PENSAR...


Um mestre sufi contava sempre uma parábola no final de cada aula, mas os alunos nem sempre entendiam o seu sentido...
- Mestre - perguntou um deles, certo dia - , tu contas-nos contos, mas nunca nos explicas o que significam...
- As minhas desculpas - disse o mestre. - Como compensação, deixa-me que te ofereça um belo pêssego.
- Obrigado, mestre - disse o discípulo, comovido.
- Mais ainda: como prova do meu afecto, queria descascar-te o pêssego. Permites que o faça?
- Sim, muito obrigado - disse o discípulo.
- E, já que tenho a faca na mão, não gostarias que eu cortasse o pêssego em pedaços, para que te seja mais fácil comê-lo?
- Sim, mas não quero abusar da tua generosidade, mestre...
- Não é um abuso; sou eu que me estou a oferecer. Quero apenas agradar-te. Permite-me também que mastigue o pêssego antes de to oferecer...
- Não, mestre! Não gostaria que fizesses isso! - queixou-se o discípulo, surpreendido.
O mestre fez uma pausa e disse:
- Se vos explicasse o sentido de cada conto, seria como dar-vos a comer fruta mastigada.

Jorge Bucay, Contos para pensar
(texto da contracapa)


I
1. Este conto baseia-se no diálogo entre um mestre sufi e o seu discípulo.
1.1. Identifica a razão que levou a esse diálogo.

2. Comenta a forma como o mestre reagiu à interpelação do seu aluno.

3. A forma como ele reagiu despertou no discípulo sentimentos diversificados.
3.1. Identifica esses sentimentos e refere os momentos do diálogo em que surgiram.

4. A mensagem que o mestre quis transmitir ao aluno concentra-se na sua última fala.
4.1. Explica pelas tuas próprias palavras o sentido das palavras do mestre.
4.2. Diz se concordas ou discordas com as palavras do mestre, fundamentando convenientemente a tua resposta.

5. Caracteriza a relação existente entre este mestre e o seu aluno.

II
Baseando-te neste texto e também na tua própria experiência, refere-te aos papéis que professores e alunos devem desempenhar no processo de ensino-aprendizagem.

O ELEFANTE ACORRENTADO...


— Não consigo — disse-lhe. — Não consigo!
— Tens a certeza? — perguntou-me ele.
— Tenho! O que eu mais gostava era de conseguir sentar-me à frente dela e dizer-lhe o que sinto… Mas sei que não sou capaz.

O gordo sentou-se de pernas cruzadas à Buda, naqueles horríveis cadeirões azuis do seu consultório. Sorriu, fitou-me olhos nos olhos e, baixando a voz como fazia sempre que queria que o escutassem com atenção, disse-me:

— Deixa-me que te conte…

E sem esperar pela minha aprovação, o Jorge começou a contar.

Quando eu era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava eram os animais. Cativava-me especialmente o elefante que, como vim a saber mais tarde, era também o animal preferido dos outros miúdos. Durante o espectáculo, a enorme criatura dava mostras de ter um peso, tamanho e força descomunais… Mas, depois da sua actuação e pouco antes de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas.

No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E, embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um ani­mal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir.

O mistério continua a parecer-me evidente.
O que é que o prende, então?
Porque é que não foge?

Quando eu tinha cinco ou seis anos, ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia, decidi questionar um professor, um padre e um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado.

Fiz, então, a pergunta óbvia:

— Se é amestrado, porque é que o acorrentam?

Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta.

Há uns anos, descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio que encontrara a resposta:
O elefante do circo não foge porque esteve atado a uma estaca desde que era muito, muito pequeno.
Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefantezinho puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E, apesar dos seus esforços, não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele.
Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte, e no outro, e no outro… Até que, um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino.
Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge porque, coitado, pensa que não é capaz de o fazer.
Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer.
E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação.
Jamais, jamais tentou pôr novamente à prova a sua força…

— E é assim a vida, Damião. Todos somos um pouco como o elefante do circo: seguimos pela vida fora atados a centenas de estacas que nos coarctam a liberdade.

Vivemos a pensar que «não somos capazes» de fazer montes de coisas, simplesmente porque uma vez, há muito tempo, quando éramos pequenos, tentámos e não conseguimos.

Fizemos, então, o mesmo que o elefante e gravámos na nossa memória esta mensagem: «Não consigo, não consigo e nunca hei-de conseguir.»

Crescemos com esta mensagem que impusemos a nós mesmos e, por isso, nunca mais tentámos libertar-nos da estaca.

Quando, por vezes, sentimos as grilhetas e as abanamos, olhamos de relance para a estaca e pensamos:

Não consigo e nunca hei-de conseguir.

O Jorge fez uma longa pausa. Depois, aproximou-se, sentou-se no chão à minha frente e prosseguiu:

— É isto que se passa contigo, Damião. Vives condicionado pela lembrança de um Damião que já não existe, que não foi capaz.

»A única maneira de saberes se és capaz é tentando novamente, de corpo e alma… e com toda a forca do teu coração!

Jorge Bucay
Deixa-me que te conte. Os contos que me ensinaram a viver
Lisboa, Pergaminho, 2004

OBSTÁCULOS...


Este texto que estou a reproduzir aqui não é na realidade um conto, mas antes uma meditação guiada, delineada em forma de sonho destinado a explorar as verdadeiras razões de alguns dos nossos fracassos. Permito-me sugerir-lhe que o leia atentamente, tentando deter-se uns instantes em cada frase, visualizando cada situação.

Vou caminhando por uma vereda.
Deixo que os meus pés me levem.
Os meus olhos pousam-se nas árvores, nos pássaros, nas pedras.
No horizonte recorta-se a silhueta de uma cidade.
Fixo nela o olhar para a distinguir bem.
Sinto que a cidade me atrai.
Sem saber como, dou-me conta de que nesta cidade posso encontrar tudo o que desejo.
Todas as minhas metas, os meus objectivos e os meus logros.
As minhas ambições e os meus sonhos estão nesta cidade.
Aquilo que quero conseguir, aquilo de que necessito, aquilo que eu mais gostaria de ser, aquilo a que aspiro, aquilo que tento, aquilo pelo que trabalho, aquilo que sempre ambicionei, aquilo que seria o maior dos meus êxitos.
Imagino que tudo está nessa cidade.
Sem duvidar, começo a caminhar até ela.
Pouco depois de começar a andar, a vereda põe-se a subir pela encosta acima.
Canso-me um pouco, mas não importa.
Sigo.
Avisto uma sombra negra, mais adiante, no caminho.
Ao aproximar-me, vejo que uma enorme vala impede a minha passagem.
Receio… Duvido.
Desgosta-me não conseguir alcançar a minha meta facilmente.
De todas as maneiras, decido saltar a vala.
Retrocedo, tomo impulso e salto…
Consigo passá-la.
Recomponho-me e continuo a caminhar.
Uns metros mais adiante, aparece outra vala.
Volto a tomar impulso e também a salto.
Corro até à cidade: o caminho parece desimpedido.
Surpreende-me um abismo que detém o meu caminho.
Detenho-me.
É impossível saltá-lo.
Vejo que num dos lados há tábuas, pregos e ferramentas.
Dou-me conta de que estão ali para construir uma ponte.
Nunca fui habilidoso com as minhas mãos…
… penso em renunciar.
Olho para a meta que desejo… e resisto.
Começo a construir a ponte.
Passam horas, dias, meses.
A ponte está feita.
Emocionado, atravesso-a e ao chegar ao outro lado… descubro o muro.
Um gigantesco muro frio e úmido rodeia a cidade dos meus sonhos…
Sinto-me abatido…
Procuro a maneira de o evitar.
Não há forma.
Tenho de o escalar.
A cidade está tão perto…
Não deixarei que o muro impeça a minha passagem.
Proponho-me trepar.
Descanso uns minutos e tomo ar…
Rapidamente vejo, de um lado do caminho, uma criança que olha para mim como se me conhecesse.
Sorri-me com cumplicidade.
Faz-me vir à memória como eu próprio era… quando criança.
Talvez por isso me atrevo a expressar em voz alta a minha queixa.

— Porquê tantos obstáculos entre o meu objectivo e eu?

A criança encolhe os ombros e responde-me.

— Porque o perguntas a mim?

Os obstáculos não existiam antes de tu chegares…
Foste tu que trouxeste os obstáculos.

Jorge Bucay - Contos para pensar
Cascais, Editora Pergaminho, 2004

QUEM É O SEU AMANTE?


"Muitas pessoas tem um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não tem, e as que tinham e perderam".
Geralmente, são essas últimas que vem ao meu consultório, para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas Ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?!
Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: "AMANTE" é aquilo que nos "apaixona", é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.O nosso "AMANTE "é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.
É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.

Às vezes encontramos o nosso "AMANTE" em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.
Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...
Enfim, é "alguém!" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando"!...

E o que é "ir levando"?
Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão, de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista... DA SUA VIDA!

Acredite: O trágico não é morrer, afinal a morte tem boa memória, e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver...
Por isso, e sem mais delongas, procure um amante...

A psicologia após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:"PARA ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA".
Jorge Bucay (Psicólogo)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

PORTEIROS DO MUNDO...


Você já se deu conta da importância daqueles que recebem os espíritos recém-chegados à terra pelas portas da reencarnação?
Sim, falamos dos profissionais que realizam partos e seguram o bebê antes mesmo do que a própria mãe.
Há casos belíssimos e emocionantes contados por esses missionários que poderíamos chamar de "porteiros do mundo".
Um deles é do Dr. Eliezer Berenstein.
Conta ele que, quando era apenas estudante de medicina e preparava-se para fazer psiquiatria, foi encarregado de atender a uma paciente.
Assim que entrou na enfermaria e se apresentou, ela o surpreendeu com uma pergunta: "o Senhor nunca sorri?"
Essa cara amarrada é sinal de algum problema, disse com ar descontraído.
"Estou bem, obrigado". A senhora é que deve estar com algum problema e, por isso, vim examiná-la", disse o futuro psiquiatra, já levantando o lençol e o avental que a cobriam".
"É recém-formado?, insistiu a enferma.
Por que? Perguntou preocupado.
É que estou nua, a porta está aberta e eu sou uma freira.
"Bem, mas não se preocupe com isso", insistiu a irmã madalena. "Já fui parteira aqui neste hospital. Convivi com muitos médicos e sei reconhecer um bom profissional."
"O senhor será um ótimo parteiro".
O jovem médico corrigiu-a: "eu não vou fazer partos, serei psiquiatra e, agora, vou lhe dar um remedinho".
"O senhor tem mesmo um remédio para mim? Os médicos já me desenganaram, meu tumor cresceu demais..."
Diz o doutor Berenstein que as palavras e o comportamento daquela freira o viraram do avesso.
No dia seguinte tirou a barba, que o deixava parecido com Freud, e decidiu que seria parteiro.
E quando foi contar a novidade à irmã madalena, ela, com simplicidade e sabedoria, continuou a lhe dar grandes lições.
"O senhor tem mãos tanto para dar aDeus quanto para dizer olá".
E tenha muito carinho com o primeiro parto que fizer, porque serei eu que estarei voltando".
Conta o doutor Berenstein que algum tempo depois de formado fez seu primeiro parto. irmã Madalena já havia falecido.
Diz ele que chorou mais do que a criança, que era uma menina e acabou recebendo o nome de Madalena.
Daquele dia em diante ele não teve mais dúvida de que sua missão era ser parteiro. Um "porteiro do mundo’, como dizia a irmã Madalena.

Todo profissional que desempenha seu trabalho com seriedade e dedicação, é um colaborador de Deus.
Seja calejando as mãos na lavoura ou criando sistemas sofisticados de informática; limpando feridas ou construindo edifícios; fazendo a higiene das ruas ou cultivando jardins, todos somos peças importantes dessa grande nave que chamamos terra, e cujo administrador é Deus.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em artigo da revista Crescer, de maio de 1999.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O EXEMPLO...


Havia um garoto que, nos seus quase oito anos, adquirira um hábito nada salutar.
Tudo para ele se resumia em dinheiro.
Queria saber o preço de tudo o que via. Se não custasse grande coisa, para ele não tinha valor algum.
Nem se apercebia o pequeno que há muitas coisas que dinheiro algum compra.
E dentre essas coisas, algumas são as melhores do mundo.
Certo dia, no café da manhã, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua mãe um papelzinho cuidadosamente dobrado.

A mãe o abriu e leu:

"Mamãe me deve: por levar recados - 3 reais; por tirar o lixo - 2 reais; por varrer o chão - 2 reais; extras - 1 real.

Total que mamãe me deve: oito reais."

A mãe espantou-se no primeiro momento.
Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e não disse nada.
O garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto.
Correu para a mesa do almoço.
Sobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os oito reais.
Os seus olhos faiscaram.
Enfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa.
Mas, então, percebeu que havia um outro papel ao lado do seu prato.
Igualzinho ao seu e bem dobrado.
Ele abriu e viu que sua mãe também lhe deixara uma conta:

"Filhinho deve à mamãe: por amá-lo - nada.
Por cuidar da sua catapora - nada.
Pelas roupas, calçados e brinquedos nada.
Pelas refeições e pelo lindo quarto - nada.
Total que filhinho deve à mamãe - nada."

O menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta. Não conseguia dizer nenhuma palavra.
Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na mão de sua mãe.
A partir deste dia, ele passou a ajudar sua mãe por amor.

Nossos filhos são espíritos que trazem suas virtudes e suas paixões inferiores de outras existências.
Cabe-nos examiná-las para auxiliá-los na consolidação das primeiras e no combate às segundas.
Todo momento é propício e não deve ser desperdiçado.
As ações são sempre mais fortes que as palavras.
Na condução dos nossos filhos, cabe-nos executar

Redação do Momento Espírita

LEI DO CAMINHÃO DE LIXO...


Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!'

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de: "A Lei do Caminhão de Lixo."

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!
Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranqüilo... respire e deixe o lixeiro passar.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações.

Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.
A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!

PARA SEGUIR VIAGEM...


Cuide das suas emoções!
Elas garantem a sua estabilidade e a vida longa.
Os que sentem saudade além da medida, vivem do passado que não volta, e não conseguem presenciar o presente, encurtam o futuro.
Mais uma forma disfarçada de suicídio...

Não guarde tantas emoções!
Extravase-as, liberte cada sentimento.
Doe-se, ame, goste, desgoste, sinta a sua raiva, mas perdoe sempre, é mais prudente e sensato.
Aquele que carrega o ódio, leva uma cruz, sofre sempre em dobro, pela lembrança que não se apaga,
e pela doença que se instala e a radiografia nem sempre mostra.

Cuidado com quem você briga!
Cuidado com quem você se lança ao desafio!
Cuidado com o que você fala!
Preste atenção nos seus sentimentos.

Quantas mágoas você carrega e nem percebe?
Aquela dor no estômago que nunca cessa, pode ser a ausência que você não esquece.
Aquele nódulo estranho, pode ser o luto mal resolvido.
O amargo na boca, um amor mal resolvido, o nervosismo, amor mal-vivido.

Sempre é tempo para dar um basta na solidão, de libertar-se das correntes da ingratidão, de usar a força mágica do perdão.
Para seguir viagem, para ser mais saudável, libere as suas emoções.
Compartilhe mais, guarde menos, seja breve com as emoções que afligem, mas eterno com o amor que tudo perdoa, liberta e faz crescer.

Paulo Roberto Gaefke

NÃO SE PERCA DE VOCÊ...


Não se perca de você!
Todos nós, um dia, erramos uma estrada, pegamos a mão errada e até perdemos a direção.
Uma palavra que sai sem pensar, um gesto perdido entre os nervos, um olhar cheio de sentimentos ruins...
Todos nós, temos dias que parecem intermináveis, agonias que parecem não ter fim, mas mesmo assim:
- não se perca de você!

Ainda que a solidão pareça com agulhas, que o medo pareça um monstro com mil olhos, que a noite desabe sobre a sua cabeça, acusações por todos os lados, e aquela sensação de impotência, ainda assim, crie um ponto de resistência: acredite que o dia vai raiar, o sol vai brilhar, as nuvens ficarão mais claras, e por trás de todas as aparências, por trás das montanhas de problemas, surge o sol da esperança, aquecendo o seu coração, mostrando o caminho em flor, caminho da vida, caminho do amor.

Por favor, ainda que deixe de crer, não se perca de você!

Paulo Roberto Gaefke

sexta-feira, 23 de julho de 2010

GESTÃO DO TEMPO...


"Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." Mateus 6:33

Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia não são suficientes...
Lembre-se do pote de maionese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num pote de maionese e esvazia-o...tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.
A seguir perguntou aos alunos se o pote estava cheio.
Os estudantes responderam sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no pote de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o pote estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do pote de maionese.
Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o pote estava cheio.
Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim!".
De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao pote e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia.
Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se... mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:

'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE POTE REPRESENTA A VIDA'.

As bolas de golf são as coisas Importantes:
como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.
São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.

As pedrinhas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais, as pequenas coisas.
'Se puséssemos 1º a areia no pote, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf.
O mesmo acontece com a vida'.

Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.

Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.
Brinque ensinando os seus filhos, arranje tempo para ir ao medico, namore e vá com a seu namorado(a), esposo(a) jantar fora, dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos pratique o seu esporte ou hobbie favorito.

Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...
Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.
Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...
Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.
O professor sorriu e disse:

"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo. "

quinta-feira, 22 de julho de 2010

SABER O LUGAR CERTO...


"...voa o gavião pela tua inteligência, e estende as suas asas para o sul?" Jó 39:26

Há mistérios na natureza que nem mesmo o homem do século XXI, o homem das mais altas tecnologias, consegue compreender.

Entre esses fenômenos, apontamos o vôo cíclico das aves migratórias.
Em determinado tempo voam para o norte, depois, no tempo certo, voam para o sul, com paragens certas, quase cronometradas, sem erro algum.
Isto dá-se com determinadas aves, alguns mamíferos, peixes e, até, insetos.

Como sabem eles a hora de partir e o tempo de retornar?

Como não se enganam nos pousos para descansar e nas longas rotas que seguem?

O que os mantém quando sobrevoam os mares, oceanos, planícies e desertos?

Muitos cientistas têm procurado respostas definitivas, por longos anos, mas não têm mais que algumas pistas e vagas suposições.

Há bem pouco tempo, certo ornitólogo dizia:

"Tenho feito várias experiências, estudos complexos, mas ainda não sabemos como é que os pombos correio encontram o caminho de volta para casa".

Estes fatos e as muitas fantásticas coisas da natureza deviam convencer-nos da realidade de um grande, Onisciente e Onipotente Criador e levarem-nos a crer n'Ele, a confiar n'Ele e aceitá-LO tal como Ele é - DEUS É SENHOR.

Que bom seria que o homem aprendesse com a mãe natureza a realidade do Deus Criador e se preparasse, via confissão, arrependimento e aceitação, a esperar o momento de estar perante Ele, aclamando-O como SENHOR!

"O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." Filipenses 4:19

ESTRATÉGIAS MENTAIS...


O que fazer de dentro para fora?
Pense sempre de forma positiva.
Toda a vez que um pensamento negativo vier à sua mente, troque-o por outro que seja positivo! Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso do dia para a noite; como um atleta, treine muito.
Não tenha medo de nada e nem de ninguém.
O medo é uma das maiores causas de nossas perturbações interiores. Tenha fé em você mesmo, porque o medo pode lhe afastar das derrotas, mas das vitórias também.
Não se queixe.
Quando você reclama, tal qual um imã, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras. A maioria das coisas que acabam dando errado começa a se materializar quando nos lamentamos.
Risque a palavra “culpa” do seu dicionário.
Não se permita esta sensação, pois quando nos punimos, abrimos nossa retaguarda para espíritos opressores e agressores, que vibram com a nossa melancolia. Ignore-os.
Não deixe que interferências externas tumultuem o seu cotidiano.
Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida. Isto é contagioso. Seja prestativo com quem presta. Sintonize com gente positiva e alto astral.
Não se aborreça com facilidade e nem dê importância para bobagens.
Quando nos irritamos, envenenamos nosso corpo e nossa mente. Procure viver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez.
Viva o presente.
O ansioso vive no futuro. O rancoroso, no passado.
Aproveite o aqui e o agora. Nada se repete, tudo passa. Faça o seu dia valer a pena. Não perca tempo com melindres e preocupações, pois só trazem doenças.
O que você deve fazer de fora para dentro?
A água purifica.
Sempre que puder vá à praia, rio ou cachoeira. Em casa, enquanto toma banho, embaixo do chuveiro, de olhos fechados, imagine que seu cansaço físico e mental e toda a carga negativa estão indo por água abaixo.
Ande descalço quando puder, na terra de preferência.
Em casa, massageie seus pés com um creme depois de um longo dia de trabalho. Ou escalde-os em água morna. Acrescente um pouco de sal grosso para se descarregar.
Mantenha contato com a natureza.
Tenha em sua casa um vaso de plantas pelo menos. Cuide dele com carinho. O amor que dedicamos às plantas e animais acalma o ser humano e funciona como um relaxante natural.
Ouça músicas que o façam cantar e dançar.
Seja qual for o seu estilo preferido, a vibração de uma canção tem o poder de fazer nos sentirmos vivos, aflorando a nossa emoção e abrindo o nosso canal com a alegria.
Queime um incenso de vez em quando e purifique o seu ambiente.
Prefira fazê-lo na sua casa e aproveite para meditar, respirar profunda e pausadamente, como se fosse uma ginástica mental. A mente também precisa de exercícios.
Sinta o aroma das flores e dos perfumes sempre que tiver uma oportunidade.
Muitas sensações de conforto se originam num simples ato de inspirarmos delicadamente fragrâncias sutis e agradáveis.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Liberte-se!
Sempre que puder livre-se da rotina e pegue a estrada, nem que seja por um único dia.
Viva a vida !
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque “embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu”.
Lembre-se, por fim, que “uma carícia, um sorriso, um ouvido atento, um elogio sincero ou um mínimo ato de amor tem o poder de transformar uma vida”.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

FILTRO SOLAR...


Senhoras e senhores da turma de...
Filtro solar!
Nunca deixem de usar o filtro solar
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta:
usem o filtro solar!

Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência;
Já o resto dos meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria existência errante.
Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês.

Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece...
Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas, pode crer, daqui a 20 anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito - que você nem desconfia hoje em dia - quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente, e como você realmente estava com tudo em cima.
Você não está gordo! Ou gorda...

Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade de sua vida tendem vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça feira modorrenta.

Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo mesmo.

Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.

Use o fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima,
às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim,
é só você contra você mesmo.

Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofenças.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.

Estique-se.

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.

Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.

Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você.
As suas escolhas tem sempre metade da chance de dar certo.
É assim pra todo mundo.

Desfrute do seu corpo.
Use-o de toda a maneira que puder, mesmo.
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.

Dance.

Mesmo que não tenha aonde além do seu próprio quarto.

Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.

Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que os amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando era jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.

Viaje.

Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear.
Você, também, vai envelhecer.
E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem, os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes, e as
crianças respeitavam os mais velhos.

Respeite os mais velhos.

E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria.
Talvez case com um bom partido.
Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.
Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.

Cuidado com os conselhos que comprar,
mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.

Mas, no filtro solar, acredite.

Pedro Bial

PERGUNTAS...


"Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira." Efésios 4:26

Quantas vezes você andava na rua e sentiu um perfume e lembrou de alguém que gosta muito?
Quantas vezes você olhou para uma paisagem em uma foto, e não se imaginou lá com alguém...
Quantas vezes você estava do lado de alguém, e sua cabeça não estava ali?
Alguma vez você já se arrependeu de algo que falou dois segundos depois de ter falado?
Você deve ter visto que aquele filme, que vocês dois viram juntos no cinema, vai passar na TV...
E você gelou porque o bom daquele momento já passou...
E aquela música que você não gosta de ouvir porque lembra algo ou alguém que você quer esquecer mas não consegue?
Não teve aquele dia em que tudo deu errado, mas que no finzinho aconteceu algo maravilhoso?
E aquele dia em que tudo deu certo, exceto pelo final que estragou tudo?
Você já chorou por que lembrou de alguém que amava e não pôde dizer isso para essa pessoa?
Você já reencontrou um grande amor do passado e viu que ele mudou?
Para essas perguntas existem muitas respostas...
Mas o importante sobre elas não é a resposta em si...
Mas sim o sentimento...
Todos nós amamos, erramos ou julgamos mal...
Todos nós já fizemos uma coisa quando o coração mandava fazer outra...
Então, qual a moral disso tudo?
Nem tudo sai como planejamos portanto, uma coisa é certa...

Não continue pensando em suas fraquezas e erros, faça tudo que puder para ser feliz hoje!
Não deite com mágoas no coração.
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz!
E comece com você mesmo!!!

Martha Medeiros

terça-feira, 20 de julho de 2010

AMIZADE...


O importante da amizade não é conhecer o amigo;
e sim saber o que há dentro dele!...

Cada amigo novo que ganhamos na vida, nos aperfeiçoa e enriquece, não pelo que nos dá, mas pelo quanto descobrimos de nós mesmos.

Ser amigo não é coisa de um dia. São gestos, palavras, sentimentos que se solidificam no tempo
e não se apagam jamais.

O amigo revela, desvenda, conforta.
É uma porta sempre aberta em qualquer situação.

O amigo na hora certa, é sol ao meio
dia, estrela na escuridão.

O amigo é bússola e rota no oceano,
porto seguro da tripulação.

O amigo é o milagre do calor humano
que Deus opera no coração.

FELIZ DIA DO AMIGO...